Era uma vez uma rapariga
Caiu de pára-quedas, e surgiu do nada
Numa cidade meio antiga
Largou raízes e fez-se à estrada.
Conheceu novas caras,
Seduziu novas cabeças
Conquistou algumas mentes raras
Mas outras esqueceu logo muito depressa
Tanta curiosidade..
Sentia-se como uma obra de arte num museu
Exposta, como uma ave a quem foi negado o céu
Viu-se entre correntes, entre fios
Entre espaços gigantes e grandes vazios
Até que se deixou apanhar por completo
Caiu-se de amores por um príncipe perfeito
Já não havia vazio que durasse no seu peito
Quis ser feliz e fez de tudo para que surtisse efeito
Mas a menina, agora mulher,
Fora tomada como uma borboleta de colecção
Fecharam-na numa gaiola,
Partiram-lhe o coração
Esborracharam a sua felicidade, com força entre mãos
E a pequenina sofreu, mas diz ela que nao foi em vão
Secou as lágrimas e lambeu as feridas
Cicatrizes interiores, já deixadas de muitas vidas
Prometeu ser mais forte, prometeu ser melhor
E que até à sua morte, não sofreria mais de amor
Ela diverte-se, agora
Com quem ela quer e bem lhe apetece
Não há dia , não há hora
Não há vento que a pare ou a refresque.
Ainda conquista corações
E está longe de os findar
A pequena borboleta, ganhou novas asas e aprendeu a voar
Feliz, solitária mas longe de se magoar
Pode parecer triste , esta história que vos conto
Mas é bonita, e as coisas bonitas não escondo.
Ah, e escusado será dizer ,
Que a pequena borboleta sou eu
Pés bem acentes na terra,
E constantemente a tocar o céu.
domingo, 30 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Amuleto da Sorte
Já perdi a conta da quantidade de vezes que perdoei
Das vezes que meti o orgulho de lado,
Pois, eu sei que errei
Me magoei, e me estraguei
Com base em motivos que nem bons motivos são
São mentiras e intrigas escondidas dentro do coração
Como facas que dilaceram, o mais profundo toque do meu ser
Que ainda rodam e troçam de me fazer sofrer
Pra quê chorar, se tu não me vais ouvir? Perdoar pra quê, se eu sei que me vais mentir? Vou olhar para o lado, e meter tudo debaixo da mesa
Vou ignorar quando tu me chamares princesa
Não te quero mal , apenas te quero e sou-te sincera
A vida é curta e eu não sou do tipo que espero
Há muito em jogo, há muito pra vir
Há muito pra ver, muito pra descobrir
Não quero estar armada em forte,
Mas sabes que tu me fizeste mal
Quem ama, não engana,
Não mete um ponto final
Sem pré-aviso, simples e frontal
Outra navalha acesa no meu peito , mortal
Mais uma treta, mais uma rapariga
Mais um copo e mais um pica
Não quero vida louca,
Nem beijo na boca,
Quero estar na descontra
Puto, sou do contra
Já chega, já não me apetece, perdi a fome
Apenas me sinto tonta quando oiço o teu nome
Um vazio, uma dor , um certo carinho
Sempre estive contigo, nunca te deixei sozinho
És idiota, já perdeste o amuleto da sorte
Boa sorte, meu amigo, tens que andar a fugir da morte
5 da manhã a minha janela não é posto de emergência
Por favor mantém a calma, por favor mantém a distância.
Das vezes que meti o orgulho de lado,
Pois, eu sei que errei
Me magoei, e me estraguei
Com base em motivos que nem bons motivos são
São mentiras e intrigas escondidas dentro do coração
Como facas que dilaceram, o mais profundo toque do meu ser
Que ainda rodam e troçam de me fazer sofrer
Pra quê chorar, se tu não me vais ouvir? Perdoar pra quê, se eu sei que me vais mentir? Vou olhar para o lado, e meter tudo debaixo da mesa
Vou ignorar quando tu me chamares princesa
Não te quero mal , apenas te quero e sou-te sincera
A vida é curta e eu não sou do tipo que espero
Há muito em jogo, há muito pra vir
Há muito pra ver, muito pra descobrir
Não quero estar armada em forte,
Mas sabes que tu me fizeste mal
Quem ama, não engana,
Não mete um ponto final
Sem pré-aviso, simples e frontal
Outra navalha acesa no meu peito , mortal
Mais uma treta, mais uma rapariga
Mais um copo e mais um pica
Não quero vida louca,
Nem beijo na boca,
Quero estar na descontra
Puto, sou do contra
Já chega, já não me apetece, perdi a fome
Apenas me sinto tonta quando oiço o teu nome
Um vazio, uma dor , um certo carinho
Sempre estive contigo, nunca te deixei sozinho
És idiota, já perdeste o amuleto da sorte
Boa sorte, meu amigo, tens que andar a fugir da morte
5 da manhã a minha janela não é posto de emergência
Por favor mantém a calma, por favor mantém a distância.
Dúvidas!
Bem.. hoje há uma coisa que me tira o sono. É algo típico de adolescente, mas ainda assim vou-lhe dar crédito e escrever sobre isso.
Acontece que ando com dúvidas em relação ao que quero, no sentido amoroso.
Chega a ser estúpida a quantidade de dúvidas que tenho em relação a isso e talvez seja pela quantidade estúpida de hipóteses que tenho.
Gostava de não poder escolher, e se pensar um bocado chego à conclusão de que não posso mesmo escolher.
Sou uma rapariga bonita, inteligente e engraçada quanto baste. Não sou má pessoa, e tenho ideias.
Levo todos os dias com cantadas de inúmeros rapazes que tentam a sua sorte, talvez por verem em mim, o que falta neles.
Bom, uma certeza que tenho, é que não quero ser o preenchimento do vazio de ninguém. Quero ser um complemento. Já é alguma coisa, e já estou a chegar a algum lado. Estão a ver? É por isto que gosto de escrever! Organiza-me as ideias! Se eu for a ver bem, tenho 3 possibilidades possíveis. Duas delas incluem 2 pessoas diferentes. Vamos analisá-las. A primeira, é a minha actual relação. É uma coisa equilibrada, simpática, descontraída e intensa. Deixa-me feliz, satisfeita e eu não mudaria nada. Tenho tendência a fartar-me das pessoas rapidamente. É um defeito meu.. mas desta vez isso não está a acontecer. Atenção, não se trata de um namoro nem de nada assumido, mas pergunto "também para quê?" Os rótulos mudam alguma coisa. Mudam tudo. O peso do nome "namoro", impõe um compromisso, uma obrigação. E eu tenho pavor a obrigações. Aquilo que tenho com ele, é lindo. Faria inveja a muita gente. Não escondo nada de ninguém, mas também não sinto necessidade de o espalhar nem de expor aquilo que temos a ninguém. Afinal de contas, quanto mais conhecimento, maior é a curiosidade. E da curiosidade à acção é um estalar de dedos. Um estalar de dedos para alguém vir e estragar tudo. A segunda hipótese que tenho, é algo que deixei em stand-by, com medo. Ele é bom rapaz, e gosta de mim. Temos uma amizade intensa, e verdadeira. Tão boa, que tenho medo de a estragar com futilidades e amor. Ele é aquela pessoa com quem vou ter quando me sinto em baixo, e a primeira que procuro para partilhar a minha felicidade. Só que os ciúmes afastaram-no de mim. Ele não suporta ver-me com outras pessoas. Quer dizer, suporta, porque não tem outro remédio.. mas sente-se como que trocado. Ele falou-me em eu ser a mulher da vida dele. Planeámos um dia mais tarde, ter filhos e até decidimos os nomes deles. Quero muito ser mãe e confesso que me deixei levar pelo facto de ele partilhar do mesmo sonho que eu. É raro um rapaz admitir a uma rapariga que quer ser pai. Quanto mais dizer-lhe que gostaria que ela fosse a mãe dos seus filhos. Deixei-me levar pela possibilidade. Nunca aconteceu nada entre nós sem ser um único beijo. Rápido, apressado e envergonhado.
Acontece que ando com dúvidas em relação ao que quero, no sentido amoroso.
Chega a ser estúpida a quantidade de dúvidas que tenho em relação a isso e talvez seja pela quantidade estúpida de hipóteses que tenho.
Gostava de não poder escolher, e se pensar um bocado chego à conclusão de que não posso mesmo escolher.
Sou uma rapariga bonita, inteligente e engraçada quanto baste. Não sou má pessoa, e tenho ideias.
Levo todos os dias com cantadas de inúmeros rapazes que tentam a sua sorte, talvez por verem em mim, o que falta neles.
Bom, uma certeza que tenho, é que não quero ser o preenchimento do vazio de ninguém. Quero ser um complemento. Já é alguma coisa, e já estou a chegar a algum lado. Estão a ver? É por isto que gosto de escrever! Organiza-me as ideias! Se eu for a ver bem, tenho 3 possibilidades possíveis. Duas delas incluem 2 pessoas diferentes. Vamos analisá-las. A primeira, é a minha actual relação. É uma coisa equilibrada, simpática, descontraída e intensa. Deixa-me feliz, satisfeita e eu não mudaria nada. Tenho tendência a fartar-me das pessoas rapidamente. É um defeito meu.. mas desta vez isso não está a acontecer. Atenção, não se trata de um namoro nem de nada assumido, mas pergunto "também para quê?" Os rótulos mudam alguma coisa. Mudam tudo. O peso do nome "namoro", impõe um compromisso, uma obrigação. E eu tenho pavor a obrigações. Aquilo que tenho com ele, é lindo. Faria inveja a muita gente. Não escondo nada de ninguém, mas também não sinto necessidade de o espalhar nem de expor aquilo que temos a ninguém. Afinal de contas, quanto mais conhecimento, maior é a curiosidade. E da curiosidade à acção é um estalar de dedos. Um estalar de dedos para alguém vir e estragar tudo. A segunda hipótese que tenho, é algo que deixei em stand-by, com medo. Ele é bom rapaz, e gosta de mim. Temos uma amizade intensa, e verdadeira. Tão boa, que tenho medo de a estragar com futilidades e amor. Ele é aquela pessoa com quem vou ter quando me sinto em baixo, e a primeira que procuro para partilhar a minha felicidade. Só que os ciúmes afastaram-no de mim. Ele não suporta ver-me com outras pessoas. Quer dizer, suporta, porque não tem outro remédio.. mas sente-se como que trocado. Ele falou-me em eu ser a mulher da vida dele. Planeámos um dia mais tarde, ter filhos e até decidimos os nomes deles. Quero muito ser mãe e confesso que me deixei levar pelo facto de ele partilhar do mesmo sonho que eu. É raro um rapaz admitir a uma rapariga que quer ser pai. Quanto mais dizer-lhe que gostaria que ela fosse a mãe dos seus filhos. Deixei-me levar pela possibilidade. Nunca aconteceu nada entre nós sem ser um único beijo. Rápido, apressado e envergonhado.
Mas para mim ele é muito mais um amigo que outra coisa qualquer.
A minha última hipótese seria ficar sozinha.
Eu não penso nas coisas a longo prazo. Não penso muito no futuro.
Não faço as coisas a pensar no amanhã, mas ficar sozinha parece-me sempre a melhor opção.
É a mais injusta possível, mas ainda assim, a mais cautelosa.
Não quero ser uma pessoa que vive na sombra, e que nao se envolve com ninguém com medo de se magoar.
Eu até gosto de me magoar. Faz parte.
Mas quando me farto, fecho-me e tenho tendência a não dizer nada do que sinto ou penso.
Fecho, engulo e seco.
E pronto , é isso.. dúvidas e mais dúvidas.
Confesso que não sei bem porque escrevi isto. Talvez seja numa de me organizar e chegar a alguma conclusao acerca do que fazer.
Mas a unica coisa que me ocorre fazer, é não mudar absolutamente nada.
Sinto que se mexer nalguma coisa, estrago , como uma criança numa loja de cristais.
Bom, se lixe.
" Na falta de saber o que fazer, um erro é sempre o mais correto"!
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Perdoa
Querido Deus, sei que não costumo rezar, mas peço que oiças as minhas preces esta noite, porque não mais ninguém com quem falar.
Hoje alguma coisa aconteceu de diferente.
Levantei-me cedo para ir tratar de assuntos meus importantes. Tu sabes, aquelas coisas que têm que ser feitas quando nos tornamos adultos. Não é meu costume, e tenho sempre tendência a dar cabo de tudo.. mas hoje consegui. Hoje fui um pouco adulta.
Estava um dia quente, e só me queria fechar em casa, no fresco.
Quis ver os meus amigos, e cheguei a combinar ir ter com eles.. mas a preguiça foi maior.
Não fui muito boa pessoa nesse sentido. Preferi passar a tarde a ver filmes do que ficar na companhia de pessoas que gostam de mim. Não me sinto muito bem nesse sentido.
Porém, a hora de almoço foi o teste mais árduo.
O pai viu O Sol.
A mãe estava indecisa entre ascendê-lo ou não. Pediu-me um conselho e eu disse-lhe que fizesse o que a sua vozinha interior lhe dizia.
Ela acabou por fazê-lo. Fui bastante adulta nas minhas atitudes.
Fomos lá para fora e ele ascendeu.
Agarrou a minha mão com força, como se tivesse medo de levantar voo. Quase ma esborrachou.
Não aguentei muito tempo lá fora.
Até porque enquanto estava de mão dada com ele, olhei para dentro de casa e não vi nada a não ser uma nuvem branca para lá da porta. O meu instinto foi dizer que "não" para a porta.
Não sei o que se passou, nem Te sei descrever.
O pai começou a ficar tonto e foi-se deitar lá para cima.
Perguntei-me se teríamos feito bem.
Perguntei-me se não me teria precipitado ao aconselhar a mãe a mostrar-lhe O Sol.
Algo dentro de mim dizia para não me preocupar. Talvez fosses Tu.
Talvez fosse Vehuiah, o meu anjo.
E tudo se deu bem. Não tive medo, e fui espreitar o pai à cama duas vezes.
Estava tudo bem, ele estava a respirar e apenas cheio de sono.
Juro que não sei de onde veio esta preocupação repentina e toda esta atenção com a minha família. Não é nada comum. Sou a mais independente, a mais desapegada.. e hoje precisei de me preocupar.
Surpreendi a mãe, que apesar de não me ter dito nada, gostou da minha companhia , e de me ter por perto para a ajudar.
Já para o final da tarde, o meu gato, o Youssef sentiu-se mal, e levámo-lo ao veterinário.
Odeio clínicas veterinárias. Estão cheias de animais perdidos.
Tal como os hospitais, com as pessoas.
Preocupei-me muito com ele. Ele aninhou-se em mim, e acalmou quando chegou a médica.
Não era nada demais. Ele já está melhor.
E quando voltámos para casa, acho que agi por Ti.
Expliquei ao pai, tudo o que ele tinha de saber acerca da Fonte.
Foi bom, e acho que ele entendeu.
Mas algo estranho se passou a seguir.
Era minha tarefa fazer o jantar, e tive de entrar no quarto da mãe para ir buscar os frutos secos.
Senti toda a minha bondade, toda a minha preocupação ir-se.
A partir daquele momento, eu já era outra.
Fui para o meu quarto, toquei umas musicas, fumei um cigarro e meditei.
Será que a minha amabilidade só dura "x" horas?
Não sou boa pessoa o tempo inteiro?
Despachei-me muito rápido para ir ter com os meus amigos.
Só pensava em beber e fumar.
O tipo de pensamentos que ao longo do dia não tinha tido nem sinal.
Confesso, Senhor.. que cometi todos esses erros e mais alguns que não adianta sequer mencionar.
Eu sei que Viste, e eu sei Sabes de tudo.
Mas agora é tarde.
Já aconteceu e já não volta.
Sei que tenho a possibilidade de me redimir amanhã.. mas amanhã vou repetir a mesma história.
Perdoa.
Hoje alguma coisa aconteceu de diferente.
Levantei-me cedo para ir tratar de assuntos meus importantes. Tu sabes, aquelas coisas que têm que ser feitas quando nos tornamos adultos. Não é meu costume, e tenho sempre tendência a dar cabo de tudo.. mas hoje consegui. Hoje fui um pouco adulta.
Estava um dia quente, e só me queria fechar em casa, no fresco.
Quis ver os meus amigos, e cheguei a combinar ir ter com eles.. mas a preguiça foi maior.
Não fui muito boa pessoa nesse sentido. Preferi passar a tarde a ver filmes do que ficar na companhia de pessoas que gostam de mim. Não me sinto muito bem nesse sentido.
Porém, a hora de almoço foi o teste mais árduo.
O pai viu O Sol.
A mãe estava indecisa entre ascendê-lo ou não. Pediu-me um conselho e eu disse-lhe que fizesse o que a sua vozinha interior lhe dizia.
Ela acabou por fazê-lo. Fui bastante adulta nas minhas atitudes.
Fomos lá para fora e ele ascendeu.
Agarrou a minha mão com força, como se tivesse medo de levantar voo. Quase ma esborrachou.
Não aguentei muito tempo lá fora.
Até porque enquanto estava de mão dada com ele, olhei para dentro de casa e não vi nada a não ser uma nuvem branca para lá da porta. O meu instinto foi dizer que "não" para a porta.
Não sei o que se passou, nem Te sei descrever.
O pai começou a ficar tonto e foi-se deitar lá para cima.
Perguntei-me se teríamos feito bem.
Perguntei-me se não me teria precipitado ao aconselhar a mãe a mostrar-lhe O Sol.
Algo dentro de mim dizia para não me preocupar. Talvez fosses Tu.
Talvez fosse Vehuiah, o meu anjo.
E tudo se deu bem. Não tive medo, e fui espreitar o pai à cama duas vezes.
Estava tudo bem, ele estava a respirar e apenas cheio de sono.
Juro que não sei de onde veio esta preocupação repentina e toda esta atenção com a minha família. Não é nada comum. Sou a mais independente, a mais desapegada.. e hoje precisei de me preocupar.
Surpreendi a mãe, que apesar de não me ter dito nada, gostou da minha companhia , e de me ter por perto para a ajudar.
Já para o final da tarde, o meu gato, o Youssef sentiu-se mal, e levámo-lo ao veterinário.
Odeio clínicas veterinárias. Estão cheias de animais perdidos.
Tal como os hospitais, com as pessoas.
Preocupei-me muito com ele. Ele aninhou-se em mim, e acalmou quando chegou a médica.
Não era nada demais. Ele já está melhor.
E quando voltámos para casa, acho que agi por Ti.
Expliquei ao pai, tudo o que ele tinha de saber acerca da Fonte.
Foi bom, e acho que ele entendeu.
Mas algo estranho se passou a seguir.
Era minha tarefa fazer o jantar, e tive de entrar no quarto da mãe para ir buscar os frutos secos.
Senti toda a minha bondade, toda a minha preocupação ir-se.
A partir daquele momento, eu já era outra.
Fui para o meu quarto, toquei umas musicas, fumei um cigarro e meditei.
Será que a minha amabilidade só dura "x" horas?
Não sou boa pessoa o tempo inteiro?
Despachei-me muito rápido para ir ter com os meus amigos.
Só pensava em beber e fumar.
O tipo de pensamentos que ao longo do dia não tinha tido nem sinal.
Confesso, Senhor.. que cometi todos esses erros e mais alguns que não adianta sequer mencionar.
Eu sei que Viste, e eu sei Sabes de tudo.
Mas agora é tarde.
Já aconteceu e já não volta.
Sei que tenho a possibilidade de me redimir amanhã.. mas amanhã vou repetir a mesma história.
Perdoa.
Quando A Noite Se Faz Certa
Nascem sombras na cidade
Quando o Sol morre no Tejo
Tantas sombras sem idade
Quantas sombras que eu invejo
Já me doem os meus passos
Quando a noite se faz certa
Vou beber nos meus braços
Esta angústia que desperta..
Sabe a cansaço na rua
Falta riso sem ter preço
Sinto a cidade tão nua
E a negar-me o que mereço
E o teu corpo sabe a mel
O teu olhar é um recado
No cetim da tua pele
Vejo o Tejo derramado
És uma guitarra
Que nem sempre chora
És amarra deste fado que demora
Tu és o meu cais
Sou um navio sem mar
Quero mais, quero mais quero mais..
Que fumo a subir no ar..
Luiz Duarte
Quando o Sol morre no Tejo
Tantas sombras sem idade
Quantas sombras que eu invejo
Já me doem os meus passos
Quando a noite se faz certa
Vou beber nos meus braços
Esta angústia que desperta..
Sabe a cansaço na rua
Falta riso sem ter preço
Sinto a cidade tão nua
E a negar-me o que mereço
E o teu corpo sabe a mel
O teu olhar é um recado
No cetim da tua pele
Vejo o Tejo derramado
És uma guitarra
Que nem sempre chora
És amarra deste fado que demora
Tu és o meu cais
Sou um navio sem mar
Quero mais, quero mais quero mais..
Que fumo a subir no ar..
Luiz Duarte
terça-feira, 25 de junho de 2013
Enquanto o Amor Não Chega
Achas que me mete impressão ?
A forma como me falas, me olhas ou desprezas?
Falo agora do coração,
Vamos falar a sério e sem tretas.
Passamos um pelo outro todos os dias
Como se fossemos estranhos.. e tu dizias que me conhecias..
Passas de cabeça baixa, e eu sem dizer nada
Mas mesmo o silêncio nos deixa surdos com tanta palavra guardada.
Um dia demos as mãos.. um dia deste-me um presente.
Um dia fomos irmãos.. já fomos muito diferentes.
A forma como me falas, me olhas ou desprezas?
Falo agora do coração,
Vamos falar a sério e sem tretas.
Passamos um pelo outro todos os dias
Como se fossemos estranhos.. e tu dizias que me conhecias..
Passas de cabeça baixa, e eu sem dizer nada
Mas mesmo o silêncio nos deixa surdos com tanta palavra guardada.
Um dia demos as mãos.. um dia deste-me um presente.
Um dia fomos irmãos.. já fomos muito diferentes.
Noites frias de Inverno, passadas à frente da televisão
O calor da lareira aquecia-me, mas não tanto como o toque da tua mão.
Eu encaixada em ti, como se fossemos um só
Foi-se tudo com o tempo, um tudo virou pó.
Agora sei que estás com uma menina decente
Aposto que ela te faz sentir bem..
Mas eu sempre fui mais independente
E tu eras mente fechada, não me querias com mais ninguém.
Já te vi com ela, e vi como me olhaste
Seco, magoado.. com o olhar, quase me mataste
Aposto que me espezinhaste, e na tua cabeça para eu provar da minha culpa
E que logo a seguir paraste, me abraçaste e me pediste desculpa.
Sei que tens tantas perguntas, e tanta coisa por dizer
Sei que ainda tens um sentimento perdido e pronto para me devolver
Sonho contigo, e sonhas comigo, é mais que certo
Porque te vejo em cada canto, em cada esquina em cada beco
Não me interpretes mal, isto é apenas uma confissão
Tardia mas sentida, não é de todo para te fazer confusão
Não me dói mais a tua ausência, como um dia já doeu
Já não me sinto mal por estares com outra, já sabes como sou eu..
Não estar mais contigo é uma mágoa que não trago
Põe-me lado a lado com ela e vamos ver quem faz mais estrago
Não é por aí, porque isso não importa
Tu estás com ela, e eu sozinha, aceitei a derrota
Sozinha, ponto e vírgula, eu cá me vou orientando
E enquanto o amor não chega, a gente cá vai errando. ;)
O calor da lareira aquecia-me, mas não tanto como o toque da tua mão.
Eu encaixada em ti, como se fossemos um só
Foi-se tudo com o tempo, um tudo virou pó.
Agora sei que estás com uma menina decente
Aposto que ela te faz sentir bem..
Mas eu sempre fui mais independente
E tu eras mente fechada, não me querias com mais ninguém.
Já te vi com ela, e vi como me olhaste
Seco, magoado.. com o olhar, quase me mataste
Aposto que me espezinhaste, e na tua cabeça para eu provar da minha culpa
E que logo a seguir paraste, me abraçaste e me pediste desculpa.
Sei que tens tantas perguntas, e tanta coisa por dizer
Sei que ainda tens um sentimento perdido e pronto para me devolver
Sonho contigo, e sonhas comigo, é mais que certo
Porque te vejo em cada canto, em cada esquina em cada beco
Não me interpretes mal, isto é apenas uma confissão
Tardia mas sentida, não é de todo para te fazer confusão
Não me dói mais a tua ausência, como um dia já doeu
Já não me sinto mal por estares com outra, já sabes como sou eu..
Não estar mais contigo é uma mágoa que não trago
Põe-me lado a lado com ela e vamos ver quem faz mais estrago
Não é por aí, porque isso não importa
Tu estás com ela, e eu sozinha, aceitei a derrota
Sozinha, ponto e vírgula, eu cá me vou orientando
E enquanto o amor não chega, a gente cá vai errando. ;)
sábado, 22 de junho de 2013
Pequenos Prazeres ao Pormenor
"Estou aqui , estou a dar em doida." - penso eu enquanto conto os minutos para sair do trabalho.
Finjo que limpo mais uma bancada, esfrego mais uns copos e vou bufando de minuto a minuto.
Só queria ir para casa descansar.. só queria tipo, deitar-me no sofá a ver um filme , agarrada aos meus cães.
Bem melhor do que estar aqui , a sentir o cheio de água suja com café e bolos de quebra.
Chega o patrão e diz "Pode sair, menina. Pegue no seu, e ponha-se à andar, que já é tarde!" .
Termino a sessão no computador, tiro o meu dinheiro, vou até à cabine e dispo a t-shirt de trabalho.
Encosto-me à parede, a sentir o frio dela nas minhas costas, e desço até ao chão.
Fecho os olhos, e fico ali a desfrutar do meu primeiro minuto livre do dia.
"Era capaz de ficar já assim" penso enquanto reparo que ainda estou de soutien.
Visto um top preto qualquer e na minha mala, e ponho-me a andar.
Ao atravessar a cozinha ainda apago umas luzes e desligo alguns aparelhos.
"Então até amanhã".
Desço o degrau daquele café quente como tudo, e sinto a brisa fria da meia-noite a tocar-me na cara como quem diz "Agora és minha".
Não tenho peso nenhum comigo. Só o peso ainda um pouco assente do aborrecimento que é ter estado a trabalhar oito horas naquele café.
Ando pela rua, parecendo uma pluma. Quase levito, e em certos pontos altos, quase me sinto voar.
Claro que não tento mesmo, isso seria tolice minha. Mas sonhar é sempre bom.
Olho para o céu, cumprimento a Mãe Lua e as estrelas.
Passam pessoas por mim, mas nem as vejo bem. São só vultos e querem tanto saber de mim como eu deles.
Oiço vozes, e conversas misturadas.
Acontece tudo nas minhas costas, e eu nem olho para trás ou para os lados para me inteirar do que se passa.
Continuo o meu caminho, de nariz no ar, e chego por fim, à minha primeira paragem.
Um sítio escondidinho, mas com uma vista bonita.
Puxo de cartão, mortalha, um cigarro, um pica e um isqueiro.
Os cinco elementos, se é que me entendem.
Estou numas escadas, e a Lua está mesmo de frente para mim. Enrolo o meu charro tranquila, sem me exaltar com nada.
Passa um gato a correr para longe.
Gostava de ser um gato. Gostava de ser uma energia apenas.
Ponho-me a imaginar como seria. Se fosse uma gata, provavelmente passaria o tempo todo a trepar em todo o lado, a saltar dos sitios mais altos e coleccionaria vidas.
Tudo pensamentos bonitos, e o vou acendê-lo.
Noto que está perfeito. Nem muito gordo, nem muito fininho. No ponto.
Acendo-o e sinto o primeiro drago a passar-me pela garganta e a beijar-me os pulmões de morte.
Desço mais alguns degraus daquelas escadas sentada, e encosto-me para trás , ficando deitada sobre os outros degraus.
"Pequenos prazeres" , penso eu.
Fumo até já não ter mais fôlego. Despeço-me com umas directas e lanço-o para a distância.
Fico a admirar a Lua e a tentar decifrá-la.
"Muitas emoções para um dia só, princesa. Tem lá calma contigo e vai para casa. "
Ando aquilo que tenho para andar, sempre de cornos postos no céu.
"Foda-se, mas moro assim tão longe?"
Ando mais uma data de tempo e finalmente chego a casa.
Abro a porta com pressa, e vou depressa deixar a mala no meu quarto.
Dirijo-me para a sala, cumprimento a minha família e desando para a casa de banho.
Quero tirar a roupa toda e enfiar-me na banheira. Abro a água.
Tiro primeiro os sapatos. "Ahhh.. liberdade". Tiro as meias e sinto o gelado do chão.
Dispo as calças, com alguma dificuldade. Nunca fui muito boa a despir-me enquanto estou com a pedra.
Tenho tendência a rasgar, esticar ou estragar de qualquer outra forma a minha roupa.
Tiro o top, e atiro-o para o Infinito. Sei bem que a minha irmã o vai encontrar ali , porque me vou esquecer dele, e vai usá-lo e alargá-lo. Adeus, top.
Fico a admirar-me ao espelho. Não sou nada de se deitar fora.
Tenho um corpo bonito e fico muito bem de cuecas e soutien. Quem dera a muitas!
Estudo as linhas do meu corpo e descubro que a parte que mais gosto, é a linha da coluna vertebral , que me divide as costas em dóis pólos.
A água está pronta, e já a posso fechar.
Tiro a roupa que falta, mas ainda me olho mais uma vez ao espelho. " Not bad, not bad at all".
Meto o pé direito primeiro na água. Está morna..
Meto então o outro pé, e sento-me devagar.
"Nem acredito que já estou aqui!"
Pego em algum sabão e faço espuma e bolhas.
Dou mergulhos às vezes, e deito a cabeça para trás.
"Pensava que nunca mais".
Penso na Lua e no dia de trabalho que tive.
"Felizmente amanhã é folga".
Boa, posso ficar no banho mais tempo.
Fico ali uma meia hora. Pego na toalha, e enrolo-a à volta do meu corpo, e faço o mesmo com outra, na cabeça.
Vou até ao meu quarto, ligo o aquecedor, e tranco a porta.
Baixo os estores da minha janela, no caso de haver algum curioso.. ligo a luz.
BAM, FREEDOM.
Seco o cabelo rápido, e abro a cama.
A cama foi feita de lavado e sabe super bem.
Ainda pondero ir um pouco ao computador, mas a vontade de descansar é ainda maior.
Sento-me na cama e enrolo outro.
Depois de o apagar, desligo a luz e deito-me.
Vejo se o telemóvel está por perto e aconchego-me.
Roço nos lençóis lavados porque estão frescos e o aquecedor me fez aquecer demais.
As almofadas parecem nuvens, e sinto a cabeça a andar à roda.
Fecho os olhos e vejo uma montanha russa.
Abro os olhos e eles parece que me vao saltar das órbitas.
Que tripalhanço.
Finalmente adormeço e começo a sonhar.
O preço a pagar pelo sonho merecido é passar o dia a trabalhar.
Finjo que limpo mais uma bancada, esfrego mais uns copos e vou bufando de minuto a minuto.
Só queria ir para casa descansar.. só queria tipo, deitar-me no sofá a ver um filme , agarrada aos meus cães.
Bem melhor do que estar aqui , a sentir o cheio de água suja com café e bolos de quebra.
Chega o patrão e diz "Pode sair, menina. Pegue no seu, e ponha-se à andar, que já é tarde!" .
Termino a sessão no computador, tiro o meu dinheiro, vou até à cabine e dispo a t-shirt de trabalho.
Encosto-me à parede, a sentir o frio dela nas minhas costas, e desço até ao chão.
Fecho os olhos, e fico ali a desfrutar do meu primeiro minuto livre do dia.
"Era capaz de ficar já assim" penso enquanto reparo que ainda estou de soutien.
Visto um top preto qualquer e na minha mala, e ponho-me a andar.
Ao atravessar a cozinha ainda apago umas luzes e desligo alguns aparelhos.
"Então até amanhã".
Desço o degrau daquele café quente como tudo, e sinto a brisa fria da meia-noite a tocar-me na cara como quem diz "Agora és minha".
Não tenho peso nenhum comigo. Só o peso ainda um pouco assente do aborrecimento que é ter estado a trabalhar oito horas naquele café.
Ando pela rua, parecendo uma pluma. Quase levito, e em certos pontos altos, quase me sinto voar.
Claro que não tento mesmo, isso seria tolice minha. Mas sonhar é sempre bom.
Olho para o céu, cumprimento a Mãe Lua e as estrelas.
Passam pessoas por mim, mas nem as vejo bem. São só vultos e querem tanto saber de mim como eu deles.
Oiço vozes, e conversas misturadas.
Acontece tudo nas minhas costas, e eu nem olho para trás ou para os lados para me inteirar do que se passa.
Continuo o meu caminho, de nariz no ar, e chego por fim, à minha primeira paragem.
Um sítio escondidinho, mas com uma vista bonita.
Puxo de cartão, mortalha, um cigarro, um pica e um isqueiro.
Os cinco elementos, se é que me entendem.
Estou numas escadas, e a Lua está mesmo de frente para mim. Enrolo o meu charro tranquila, sem me exaltar com nada.
Passa um gato a correr para longe.
Gostava de ser um gato. Gostava de ser uma energia apenas.
Ponho-me a imaginar como seria. Se fosse uma gata, provavelmente passaria o tempo todo a trepar em todo o lado, a saltar dos sitios mais altos e coleccionaria vidas.
Tudo pensamentos bonitos, e o vou acendê-lo.
Noto que está perfeito. Nem muito gordo, nem muito fininho. No ponto.
Acendo-o e sinto o primeiro drago a passar-me pela garganta e a beijar-me os pulmões de morte.
Desço mais alguns degraus daquelas escadas sentada, e encosto-me para trás , ficando deitada sobre os outros degraus.
"Pequenos prazeres" , penso eu.
Fumo até já não ter mais fôlego. Despeço-me com umas directas e lanço-o para a distância.
Fico a admirar a Lua e a tentar decifrá-la.
"Muitas emoções para um dia só, princesa. Tem lá calma contigo e vai para casa. "
Ando aquilo que tenho para andar, sempre de cornos postos no céu.
"Foda-se, mas moro assim tão longe?"
Ando mais uma data de tempo e finalmente chego a casa.
Abro a porta com pressa, e vou depressa deixar a mala no meu quarto.
Dirijo-me para a sala, cumprimento a minha família e desando para a casa de banho.
Quero tirar a roupa toda e enfiar-me na banheira. Abro a água.
Tiro primeiro os sapatos. "Ahhh.. liberdade". Tiro as meias e sinto o gelado do chão.
Dispo as calças, com alguma dificuldade. Nunca fui muito boa a despir-me enquanto estou com a pedra.
Tenho tendência a rasgar, esticar ou estragar de qualquer outra forma a minha roupa.
Tiro o top, e atiro-o para o Infinito. Sei bem que a minha irmã o vai encontrar ali , porque me vou esquecer dele, e vai usá-lo e alargá-lo. Adeus, top.
Fico a admirar-me ao espelho. Não sou nada de se deitar fora.
Tenho um corpo bonito e fico muito bem de cuecas e soutien. Quem dera a muitas!
Estudo as linhas do meu corpo e descubro que a parte que mais gosto, é a linha da coluna vertebral , que me divide as costas em dóis pólos.
A água está pronta, e já a posso fechar.
Tiro a roupa que falta, mas ainda me olho mais uma vez ao espelho. " Not bad, not bad at all".
Meto o pé direito primeiro na água. Está morna..
Meto então o outro pé, e sento-me devagar.
"Nem acredito que já estou aqui!"
Pego em algum sabão e faço espuma e bolhas.
Dou mergulhos às vezes, e deito a cabeça para trás.
"Pensava que nunca mais".
Penso na Lua e no dia de trabalho que tive.
"Felizmente amanhã é folga".
Boa, posso ficar no banho mais tempo.
Fico ali uma meia hora. Pego na toalha, e enrolo-a à volta do meu corpo, e faço o mesmo com outra, na cabeça.
Vou até ao meu quarto, ligo o aquecedor, e tranco a porta.
Baixo os estores da minha janela, no caso de haver algum curioso.. ligo a luz.
BAM, FREEDOM.
Seco o cabelo rápido, e abro a cama.
A cama foi feita de lavado e sabe super bem.
Ainda pondero ir um pouco ao computador, mas a vontade de descansar é ainda maior.
Sento-me na cama e enrolo outro.
Depois de o apagar, desligo a luz e deito-me.
Vejo se o telemóvel está por perto e aconchego-me.
Roço nos lençóis lavados porque estão frescos e o aquecedor me fez aquecer demais.
As almofadas parecem nuvens, e sinto a cabeça a andar à roda.
Fecho os olhos e vejo uma montanha russa.
Abro os olhos e eles parece que me vao saltar das órbitas.
Que tripalhanço.
Finalmente adormeço e começo a sonhar.
O preço a pagar pelo sonho merecido é passar o dia a trabalhar.
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