quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
A última bolacha do pacote
Lido com muita gente no meu dia-a-dia, porque o meu trabalho assim o exige, e porque sou uma pessoa naturalmente social e comunicativa quando tenho que o ser.
Como sou rapariga, já é de esperar que leve com mil cantigas do bandido enquanto me exponho a fazer o que sei de melhor, mas confesso que depois de tanto tempo nesta situação ainda não aprendi a lidar com certo tipo de pessoas.
Falo dos homens, claro, que são os que assediam mais.
Eu não nego que ter a atenção dos outros me levanta o ego, e me deixa a auto-estima mesmo lá em cima, mas há algumas coisas que são escusadas e muitas pessoas não sabem quando devem parar de se esticar.
Não gosto muito de ser incomodada, acho que ninguém gosta, não é? Muito menos por pessoas que não me suscitam qualquer interesse. Mas acontece, sou mulher e tenho de levar com isso.
Eu gosto de um bom desafio, um rapaz que sabe o que quer e me diz que não. Gosto disso.
Dá-me pica, e é por aí que as coisas devem acontecer.
Mas essas coisas percebem-se.. se uma pessoa está interessada, mostra-o , por muito difícil que seja.
E também se nota quando não está, e é aí que deve entrar o bom senso, e largar o osso.
Os homens.. são fodidos nesse aspecto. Cheira-lhes a saia e passam-se.
Eu tenho 3 palminhos de cara, não sou gorda, não cheiro mal, tenho personalidade, talento.. e sou , lá está.. simpática.. e muitas vezes, essa simpatia é confundida com outros sentimentos.
Eu todas as noites, quer seja espectáculo meu ou não, levo com todo o tipo de homens.
Uns interessam-se pela minha voz, outros pela minha pinta.. outros por eu ser mesmo dura de roer.
Adoro isso, sou mulher, é claro que adoro isso..
Acho imensa piada terminar um concerto, e ter papelinhos com nomes e números de telemóvel no bar à minha espera, ou ter a minha set list toda escrevinhada com números , Facebook's e emails, ou mesmo deixarem-me desenhos de eu a tocar e a cantar.. acho isso querido até.
Só detesto que me agarrem pelo braço e me abracem sem eu querer. Que sejam insistentes e chatos, a pedirem-me os meus contactos.
Não gosto que me sigam, porque já tem acontecido e isso assusta pra caralho.
Abomino homens que ficam babados a olhar pra mim, enquanto bebo uma imperial, ou fumo um cigarro.
E ABOMINO mais ainda aqueles que fingem gostar das coisas que eu gosto para me tentar levar pra cama.
Todos eles têm uma coisa em comum. Acham-se a última bolacha do pacote. E eu não tenho problemas em dizer-lhes.
Parto muitos corações, é verdade... mas eu tenho cá os meus esquemas.
Gosto de rapazes da minha idade, malandros e mauzinhos. É a minha cena.
Gosto de gente que chegue pra mim e para a minha lata infinita.
Gosto que me respondam, e ainda mais que me deixem sem resposta.. e muito mais que se cheguem ao meu ouvido e subtilmente me digam "dava-te um toque."
Claro que mesmo gostando, não significa que tenha disso todos os dias. Porque a maioria das pessoas que se metem comigo, são velhos, universitários e músicos.
Os velhos estão fora de questão.. por motivos óbvios. Os universitários.. não desgosto mas costumam ser mais infantis que a minha irmã de 13 anos.. e os músicos, que são mesmo a minha perdição.. são meus colegas e uma coisa não se mistura com a outra, e é por isso que me respeitam.
Quero ser feliz, mandar as minhas fodas livremente, longe de olhares, longe de arrastares de asas.. e sobretudo, com alguém de jeito, com conteúdo.
Alguém que compreenda e saiba querer alguém.. enfim, é a minha conclusão do dia de hoje.
Sinto-me fixe.. apenas .. assediada demais.
Como sou rapariga, já é de esperar que leve com mil cantigas do bandido enquanto me exponho a fazer o que sei de melhor, mas confesso que depois de tanto tempo nesta situação ainda não aprendi a lidar com certo tipo de pessoas.
Falo dos homens, claro, que são os que assediam mais.
Eu não nego que ter a atenção dos outros me levanta o ego, e me deixa a auto-estima mesmo lá em cima, mas há algumas coisas que são escusadas e muitas pessoas não sabem quando devem parar de se esticar.
Não gosto muito de ser incomodada, acho que ninguém gosta, não é? Muito menos por pessoas que não me suscitam qualquer interesse. Mas acontece, sou mulher e tenho de levar com isso.
Eu gosto de um bom desafio, um rapaz que sabe o que quer e me diz que não. Gosto disso.
Dá-me pica, e é por aí que as coisas devem acontecer.
Mas essas coisas percebem-se.. se uma pessoa está interessada, mostra-o , por muito difícil que seja.
E também se nota quando não está, e é aí que deve entrar o bom senso, e largar o osso.
Os homens.. são fodidos nesse aspecto. Cheira-lhes a saia e passam-se.
Eu tenho 3 palminhos de cara, não sou gorda, não cheiro mal, tenho personalidade, talento.. e sou , lá está.. simpática.. e muitas vezes, essa simpatia é confundida com outros sentimentos.
Eu todas as noites, quer seja espectáculo meu ou não, levo com todo o tipo de homens.
Uns interessam-se pela minha voz, outros pela minha pinta.. outros por eu ser mesmo dura de roer.
Adoro isso, sou mulher, é claro que adoro isso..
Acho imensa piada terminar um concerto, e ter papelinhos com nomes e números de telemóvel no bar à minha espera, ou ter a minha set list toda escrevinhada com números , Facebook's e emails, ou mesmo deixarem-me desenhos de eu a tocar e a cantar.. acho isso querido até.
Só detesto que me agarrem pelo braço e me abracem sem eu querer. Que sejam insistentes e chatos, a pedirem-me os meus contactos.
Não gosto que me sigam, porque já tem acontecido e isso assusta pra caralho.
Abomino homens que ficam babados a olhar pra mim, enquanto bebo uma imperial, ou fumo um cigarro.
E ABOMINO mais ainda aqueles que fingem gostar das coisas que eu gosto para me tentar levar pra cama.
Todos eles têm uma coisa em comum. Acham-se a última bolacha do pacote. E eu não tenho problemas em dizer-lhes.
Parto muitos corações, é verdade... mas eu tenho cá os meus esquemas.
Gosto de rapazes da minha idade, malandros e mauzinhos. É a minha cena.
Gosto de gente que chegue pra mim e para a minha lata infinita.
Gosto que me respondam, e ainda mais que me deixem sem resposta.. e muito mais que se cheguem ao meu ouvido e subtilmente me digam "dava-te um toque."
Claro que mesmo gostando, não significa que tenha disso todos os dias. Porque a maioria das pessoas que se metem comigo, são velhos, universitários e músicos.
Os velhos estão fora de questão.. por motivos óbvios. Os universitários.. não desgosto mas costumam ser mais infantis que a minha irmã de 13 anos.. e os músicos, que são mesmo a minha perdição.. são meus colegas e uma coisa não se mistura com a outra, e é por isso que me respeitam.
Quero ser feliz, mandar as minhas fodas livremente, longe de olhares, longe de arrastares de asas.. e sobretudo, com alguém de jeito, com conteúdo.
Alguém que compreenda e saiba querer alguém.. enfim, é a minha conclusão do dia de hoje.
Sinto-me fixe.. apenas .. assediada demais.
What The Hell is Wrong With Me?
Às vezes pergunto-me se é possível ser feliz sozinho. A maioria das vezes, o meu coração diz que não.. mas há dias como hoje em que razão me diz que sim.
Sinto-me irritável, muito facilmente irritável, e hoje quando meti os pés na rua, senti-me péssima.
Quase fui atropelada, e ao mesmo tempo, começou a chover. Achei que se tivesse ali alguém ao pé, essa pessoa teria levado com o meu desânimo e o meu feitio rabugento. Era tudo o que me apetecia fazer. Gritar com alguém ou alguma coisa.
Tive um flash, no meio da rua.. vi-me a gritar para o ar, como uma louca, e as pessoas todas a olhar.
Cagando e andando, como eu digo. Ter-me-ia sabido bem, ou pelo menos teria libertado alguma frustração.
Mas depois lembrei-me, que sou conhecida na cidade, e que se o fizesse, amanhã por esta hora já estaria toda a gente a falar disso.
Decidi então ir até a casa do Eduardo. Ele arranja sempre maneira de me subir o astral, mesmo que ele também esteja na merda.
Subi as escadas, sentei-me na cama e ele percebeu logo.
"Epaaaaaaaa, isto assim não. Vamos sair de casa." - disse ele.
- Mas Edu, está a chover. - respondi com uma cara de "mete-nojo".
- Vamos ter com a Cata, vá. Tomar um cafezinho e apanhar uma chuvinha para acordar".
Achei a ideia tão maluca, que aceitei.
Fomos os dois, a andar a passo de caracol pelos passeios, e a chover a potes.
Até estava a gostar, mas quando chegámos .. voltou-me tudo outra vez. Só queria era sair dali. Então deixei-o lá com a Catarina e vim-me embora.
Andava um bocado às voltas, indecisa, e inquieta sem saber o que fazer ou onde ir.
Queria fumar, mas tinha-me esquecido da mala.. (que cabeça do caraças).
Sem tabaco, ganza, dinheiro, companhia.. ia fazer o quê?
Andei um bocado às voltas pela cidade e parei no Jardim Público. As nuvens tinham acabado de abrir, e o Sol estava muito forte.
Sentei-me no muro, lá ao fundo.. baixei a cabeça, e chorei um bocadinho.
Estava mesmo mal comigo mesma, não era com mais nada.
Pode ser stress, pode ser várias coisas.. pode até ser parvoíce. Mas hoje sinto-me assim.
Estava desejosa de chegar a casa e enfiar-me no quarto a dormir outra vez.
Mas isso já era demais.. não podia dar esse gostinho a mim mesma.
Então, vim para aqui, escrever, enquanto a mãe me manda filtros e se ri.. o que me está a fazer rir também.
Embora cada vez que solto uma gargalhada tenha vontade de soltar ao mesmo tempo umas 20 lágrimas.
Acho que sim.. acho que fui feita para ficar sempre sozinha.
Acho que vou ter de aprender a ser feliz assim.
Que porcaria de sentimento. Detesto sentir-me assim.
Sinto-me irritável, muito facilmente irritável, e hoje quando meti os pés na rua, senti-me péssima.
Quase fui atropelada, e ao mesmo tempo, começou a chover. Achei que se tivesse ali alguém ao pé, essa pessoa teria levado com o meu desânimo e o meu feitio rabugento. Era tudo o que me apetecia fazer. Gritar com alguém ou alguma coisa.
Tive um flash, no meio da rua.. vi-me a gritar para o ar, como uma louca, e as pessoas todas a olhar.
Cagando e andando, como eu digo. Ter-me-ia sabido bem, ou pelo menos teria libertado alguma frustração.
Mas depois lembrei-me, que sou conhecida na cidade, e que se o fizesse, amanhã por esta hora já estaria toda a gente a falar disso.
Decidi então ir até a casa do Eduardo. Ele arranja sempre maneira de me subir o astral, mesmo que ele também esteja na merda.
Subi as escadas, sentei-me na cama e ele percebeu logo.
"Epaaaaaaaa, isto assim não. Vamos sair de casa." - disse ele.
- Mas Edu, está a chover. - respondi com uma cara de "mete-nojo".
- Vamos ter com a Cata, vá. Tomar um cafezinho e apanhar uma chuvinha para acordar".
Achei a ideia tão maluca, que aceitei.
Fomos os dois, a andar a passo de caracol pelos passeios, e a chover a potes.
Até estava a gostar, mas quando chegámos .. voltou-me tudo outra vez. Só queria era sair dali. Então deixei-o lá com a Catarina e vim-me embora.
Andava um bocado às voltas, indecisa, e inquieta sem saber o que fazer ou onde ir.
Queria fumar, mas tinha-me esquecido da mala.. (que cabeça do caraças).
Sem tabaco, ganza, dinheiro, companhia.. ia fazer o quê?
Andei um bocado às voltas pela cidade e parei no Jardim Público. As nuvens tinham acabado de abrir, e o Sol estava muito forte.
Sentei-me no muro, lá ao fundo.. baixei a cabeça, e chorei um bocadinho.
Estava mesmo mal comigo mesma, não era com mais nada.
Pode ser stress, pode ser várias coisas.. pode até ser parvoíce. Mas hoje sinto-me assim.
Estava desejosa de chegar a casa e enfiar-me no quarto a dormir outra vez.
Mas isso já era demais.. não podia dar esse gostinho a mim mesma.
Então, vim para aqui, escrever, enquanto a mãe me manda filtros e se ri.. o que me está a fazer rir também.
Embora cada vez que solto uma gargalhada tenha vontade de soltar ao mesmo tempo umas 20 lágrimas.
Acho que sim.. acho que fui feita para ficar sempre sozinha.
Acho que vou ter de aprender a ser feliz assim.
Que porcaria de sentimento. Detesto sentir-me assim.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Medo de quê?
Estava aqui a pensar no medo.
A insónia atacou-me mais uma vez, e com ela vieram também os pensamentos.
Sim, aqueles que nos assombram, volta e meia sem pedir permissão para chegar... e acabei de me aperceber que não devo ter medo de nada.
Assumidamente, posso dizer que nada temo.
Já vivi quase 20 anos, e parecendo que não, já aprendi muita coisa.. e se há lição mais valiosa, é que não devemos temer aquilo que não podemos controlar.
Ora, há tanta coisa que nos foge ao controlo, que nos escapa por entre os dedos e nos finta.. que o melhor pensamento será "venha o que vier, eu vou ter de viver isto, porque de outra maneira não aprendo, e independentemente do medo que eu tenha, essa coisa vai acontecer. "
Contra a nossa vontade, como é habitual, porque se pudessemos, todos viveríamos numa redoma de segurança, longe de todos os perigos e coisas más que sabemos que existem lá fora.
Mal ou bem, o Mundo está feito para nos magoarmos, mas se o nosso caminho tiver vidros espalhados pelo chão, teremos que os pisar. Não conseguimos contornar muitas coisas.. muito menos aquilo que nos está destinado.
Já pensei em muitas maneiras de viver e de pensar.. e já pensei que somos nós próprios que fazemos o nosso destino, mas não é verdade.
Se assim fosse, nunca sofreríamos. O amor seria uma constante, e a felicidade, outra.
Se pudessemos escolher, escolheríamos ser felizes, e não ter problemas.
Se realmente tivessemos as rédeas das nossas vidas, não andaríamos todos tão confusos e perdidos, e não me venham com tretas, toda a gente teme sentir-se assim.
Daí a busca incessante à felicidade.
O medo vem como um sentimento opcional. É bem capaz de ser dos poucos sentimentos que podemos ou não controlar .
Os vidros estão lá. E a gente sabe que se vai magoar.. mas podemos passar por cima disso e seguir em frente, se quisermos.
A maioria diria, "não, eu vou por outro lado, sem vidros.. assim não me magoo".. mas não existem caminhos perfeitos, e o mais certo é ir por um outro caminho mais árduo.. uma relva de espinhos, talvez.
O medo muitas vezes é um sentimento mal interpretado, mal compreendido.. pois deve servir como incentivo, e não como barreira.. embora toda a gente o veja como um obstáculo a um obstáculo.
Não sinto muito medo.. atiro-me facilmente de cabeça para areias movediças.
Não porque não tenho amor à vida, mas porque a amo demais para perder algum bocadinho que seja.
Quando era pequena, tinha medo do escuro.
Nem era do escuro, mas do que eu via quando as luzes se apagavam. Escondia-me debaixo do meu cobertor, e ficava assim até adormecer.
O medo desapareceu quando percebi que mesmo que me escondesse, as coisas estavam ali na mesma, e interagiam comigo da mesma forma como se eu não estivesse tapada.
Hoje só consigo dormir de luz apagada, e sei proteger-me do que me visita.
Lembro-me de ter medo de alturas.. o meu medo desapareceu quando tive de fugir pela minha vida , numa noite terrível. Saltei de um muro , parti-me toda. Mas estou hoje inteira, e foi aquele muro que me deu a porta de saída de volta à minha vida.
Tinha medo da morte. Até ter percebido que não há nada a fazer, e que pode acontecer a qualquer momento.
Não tenho medo absolutamente nenhum de sentimentos.
Já me apaixonei, e foi o melhor que me aconteceu, apesar de tudo. Já não tenho medo de me apaixonar mais. Não tenho medo de sofrer, porque o sofrimento é um aliado fiel do amor.
Enquanto sentir coisas, estou viva. Posso fazer tudo.
Então se sei disso, não preciso de ter medo de nada, porque tudo passa, e eu vou sempre ficar bem.
O Mundo não acaba só porque morre uma flor. Há mais milhares delas a nascer no momento em que ela morre. É a vida, e mais uma vez, a gente não pode controlar.
Vamos deixar de ver a flor desabrochar, só porque temos medo de ver as outras morrer?
A insónia atacou-me mais uma vez, e com ela vieram também os pensamentos.
Sim, aqueles que nos assombram, volta e meia sem pedir permissão para chegar... e acabei de me aperceber que não devo ter medo de nada.
Assumidamente, posso dizer que nada temo.
Já vivi quase 20 anos, e parecendo que não, já aprendi muita coisa.. e se há lição mais valiosa, é que não devemos temer aquilo que não podemos controlar.
Ora, há tanta coisa que nos foge ao controlo, que nos escapa por entre os dedos e nos finta.. que o melhor pensamento será "venha o que vier, eu vou ter de viver isto, porque de outra maneira não aprendo, e independentemente do medo que eu tenha, essa coisa vai acontecer. "
Contra a nossa vontade, como é habitual, porque se pudessemos, todos viveríamos numa redoma de segurança, longe de todos os perigos e coisas más que sabemos que existem lá fora.
Mal ou bem, o Mundo está feito para nos magoarmos, mas se o nosso caminho tiver vidros espalhados pelo chão, teremos que os pisar. Não conseguimos contornar muitas coisas.. muito menos aquilo que nos está destinado.
Já pensei em muitas maneiras de viver e de pensar.. e já pensei que somos nós próprios que fazemos o nosso destino, mas não é verdade.
Se assim fosse, nunca sofreríamos. O amor seria uma constante, e a felicidade, outra.
Se pudessemos escolher, escolheríamos ser felizes, e não ter problemas.
Se realmente tivessemos as rédeas das nossas vidas, não andaríamos todos tão confusos e perdidos, e não me venham com tretas, toda a gente teme sentir-se assim.
Daí a busca incessante à felicidade.
O medo vem como um sentimento opcional. É bem capaz de ser dos poucos sentimentos que podemos ou não controlar .
Os vidros estão lá. E a gente sabe que se vai magoar.. mas podemos passar por cima disso e seguir em frente, se quisermos.
A maioria diria, "não, eu vou por outro lado, sem vidros.. assim não me magoo".. mas não existem caminhos perfeitos, e o mais certo é ir por um outro caminho mais árduo.. uma relva de espinhos, talvez.
O medo muitas vezes é um sentimento mal interpretado, mal compreendido.. pois deve servir como incentivo, e não como barreira.. embora toda a gente o veja como um obstáculo a um obstáculo.
Não sinto muito medo.. atiro-me facilmente de cabeça para areias movediças.
Não porque não tenho amor à vida, mas porque a amo demais para perder algum bocadinho que seja.
Quando era pequena, tinha medo do escuro.
Nem era do escuro, mas do que eu via quando as luzes se apagavam. Escondia-me debaixo do meu cobertor, e ficava assim até adormecer.
O medo desapareceu quando percebi que mesmo que me escondesse, as coisas estavam ali na mesma, e interagiam comigo da mesma forma como se eu não estivesse tapada.
Hoje só consigo dormir de luz apagada, e sei proteger-me do que me visita.
Lembro-me de ter medo de alturas.. o meu medo desapareceu quando tive de fugir pela minha vida , numa noite terrível. Saltei de um muro , parti-me toda. Mas estou hoje inteira, e foi aquele muro que me deu a porta de saída de volta à minha vida.
Tinha medo da morte. Até ter percebido que não há nada a fazer, e que pode acontecer a qualquer momento.
Não tenho medo absolutamente nenhum de sentimentos.
Já me apaixonei, e foi o melhor que me aconteceu, apesar de tudo. Já não tenho medo de me apaixonar mais. Não tenho medo de sofrer, porque o sofrimento é um aliado fiel do amor.
Enquanto sentir coisas, estou viva. Posso fazer tudo.
Então se sei disso, não preciso de ter medo de nada, porque tudo passa, e eu vou sempre ficar bem.
O Mundo não acaba só porque morre uma flor. Há mais milhares delas a nascer no momento em que ela morre. É a vida, e mais uma vez, a gente não pode controlar.
Vamos deixar de ver a flor desabrochar, só porque temos medo de ver as outras morrer?
Tarcyanna 3º aniversário
Faz hoje três anos que te foste embora
Perdida, inocente, não era a tua hora
Tentei estar presente mas juro, não consegui
Preferi guardar a imagem daquilo que contigo vivi
Tão jovem, tão linda, e uma vida secreta
De medos mentiras e uma família da treta
Querias ser feliz, mas a vida não deixava
Só querias alguma paz, mas simplesmente não a achavas
" Quando crescer quero seguir medicina
Tenho só 17 anos, mas já nao sou uma menina
Espero ter tempo, para fazer tudo o que sonhei
Independentemente dos sonhos da minha mãe"
" Só espero que ele não descubra,
Não posso dar sinais,
De que ando à luta, apesar de eles serem meus pais"
"Sei que só tu sabes, por favor não contes
Não imaginas o que seria se eles soubessem que sabes todos
Os esquemas, abusos , maus tratos e cicatrizes
E principalmente que eles partiram das minhas raízes.."
"A minha mãe passa o dia a ligar-me para o telemóvel,
Muitas vezes é pra saber se eu estou disponível,
Alguém me quer, em algum lugar, em todo o lado
Eu só queria meia hora pra estar com o meu namorado"
"Só queria ir às aulas , mas isso é para esquecer
Tenho que estar em casa sempre que ela disser
Custa-me tanto ver a vida linda dos meus amigos
Tão bonita e normal, e eu vivo num castigo"
"O meu padrasto até me trata bem,
Quando não se mete comigo na cama também
Diz-me coisas nojentas, que eu só quero calar
Do meu peito, porque de outro jeito, não vou aguentar"
"Cada toque dele, faz-me sentir um nojo
Cada beijo dele, faz-me sentir um corpo sujo
Não sei o que será de mim, se isto continuar..
Vou cometer uma loucura , não tarda o tempo passar"
"Há dias, descobri que tenho dentro de mim o fruto dele
Eu já o sentia, no meu coração, na minha alma e na minha pele
E agora que faço eu, sem ninguém e ainda mais um ?
Desculpa, princesa, mas amor já não tenho nenhum.. "
Quando li o teu bilhete, não pude acreditar,
Achei que tinha sido uma atitude exagerada..
Mas quando recebi aquela maldita chamada,
Eu soube.. eu soube que já estavas a sufocar..
Motivos que te levaram a fazer o que fizeste
A pôr termo à vida por algo que não quiseste
Mas mesmo depois de tudo, nós vingámos a tua morte
Os teus papás, acredita, ficaram sem pinga de sorte.
Não importa o que se fez, acredita valeu a pena
Pois foram eles que levaram de nós, a nossa "Nena"
Ainda te sentimos e sentimos a tua falta, com certeza
Até um dia, descansa em paz, princesa.
Perdida, inocente, não era a tua hora
Tentei estar presente mas juro, não consegui
Preferi guardar a imagem daquilo que contigo vivi
Tão jovem, tão linda, e uma vida secreta
De medos mentiras e uma família da treta
Querias ser feliz, mas a vida não deixava
Só querias alguma paz, mas simplesmente não a achavas
" Quando crescer quero seguir medicina
Tenho só 17 anos, mas já nao sou uma menina
Espero ter tempo, para fazer tudo o que sonhei
Independentemente dos sonhos da minha mãe"
" Só espero que ele não descubra,
Não posso dar sinais,
De que ando à luta, apesar de eles serem meus pais"
"Sei que só tu sabes, por favor não contes
Não imaginas o que seria se eles soubessem que sabes todos
Os esquemas, abusos , maus tratos e cicatrizes
E principalmente que eles partiram das minhas raízes.."
"A minha mãe passa o dia a ligar-me para o telemóvel,
Muitas vezes é pra saber se eu estou disponível,
Alguém me quer, em algum lugar, em todo o lado
Eu só queria meia hora pra estar com o meu namorado"
"Só queria ir às aulas , mas isso é para esquecer
Tenho que estar em casa sempre que ela disser
Custa-me tanto ver a vida linda dos meus amigos
Tão bonita e normal, e eu vivo num castigo"
"O meu padrasto até me trata bem,
Quando não se mete comigo na cama também
Diz-me coisas nojentas, que eu só quero calar
Do meu peito, porque de outro jeito, não vou aguentar"
"Cada toque dele, faz-me sentir um nojo
Cada beijo dele, faz-me sentir um corpo sujo
Não sei o que será de mim, se isto continuar..
Vou cometer uma loucura , não tarda o tempo passar"
"Há dias, descobri que tenho dentro de mim o fruto dele
Eu já o sentia, no meu coração, na minha alma e na minha pele
E agora que faço eu, sem ninguém e ainda mais um ?
Desculpa, princesa, mas amor já não tenho nenhum.. "
Quando li o teu bilhete, não pude acreditar,
Achei que tinha sido uma atitude exagerada..
Mas quando recebi aquela maldita chamada,
Eu soube.. eu soube que já estavas a sufocar..
Motivos que te levaram a fazer o que fizeste
A pôr termo à vida por algo que não quiseste
Mas mesmo depois de tudo, nós vingámos a tua morte
Os teus papás, acredita, ficaram sem pinga de sorte.
Não importa o que se fez, acredita valeu a pena
Pois foram eles que levaram de nós, a nossa "Nena"
Ainda te sentimos e sentimos a tua falta, com certeza
Até um dia, descansa em paz, princesa.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Há dias assim..
Há dias assim.. que nos deixam sós
A alma vazia, a mágoa na voz
Gastámos as mãos, de tanto as apertarmos
Já não há palavras, foi de tanto as calarmos
Há uma canção, que não te cantei
Versos por rimar ,
Poemas, que nunca inventei
Quem nos pôs assim?
Com a vida rasgada?
Quem te me levou roubou-me a alma,
Mas de ti não sabe nada..
Há dias assim, não há que esconder
Recear palavras, amar ou sofrer
Ocultar sentidos, fingir que não há
Há dias perdidos entre cá e lá..
Sei que um dia saberás
Que a vida é uma só , não volta atrás..
A alma vazia, a mágoa na voz
Gastámos as mãos, de tanto as apertarmos
Já não há palavras, foi de tanto as calarmos
Há uma canção, que não te cantei
Versos por rimar ,
Poemas, que nunca inventei
Quem nos pôs assim?
Com a vida rasgada?
Quem te me levou roubou-me a alma,
Mas de ti não sabe nada..
Há dias assim, não há que esconder
Recear palavras, amar ou sofrer
Ocultar sentidos, fingir que não há
Há dias perdidos entre cá e lá..
Sei que um dia saberás
Que a vida é uma só , não volta atrás..
Leave Out All The Rest
I dreamed I was missing
You were so scared
But no one would listen,
Cause no one else cared..
After my dreaming,
I woke with this fear
What am I leaving
When I'm done here..
So if you're asking me, I want you to know..
That when my time comes,
Forget the wrong that I've done
Help me leave behind some
Reasons to be missed..
And don't resent me ,
And when you're feeling empty,
Keep me in your memory,
Leave out all the rest.. leave out all the rest..
Don't be afraid
Of taking my beating
I've shared what I've made
I'm strong on the surface
Not all the way through
I've never been perfect,
But neither have you.
You were so scared
But no one would listen,
Cause no one else cared..
After my dreaming,
I woke with this fear
What am I leaving
When I'm done here..
So if you're asking me, I want you to know..
That when my time comes,
Forget the wrong that I've done
Help me leave behind some
Reasons to be missed..
And don't resent me ,
And when you're feeling empty,
Keep me in your memory,
Leave out all the rest.. leave out all the rest..
Don't be afraid
Of taking my beating
I've shared what I've made
I'm strong on the surface
Not all the way through
I've never been perfect,
But neither have you.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Here we go
Neste último mês, tenho tido algumas alegrias..
Achei por bem falar no assunto, para eu não me esquecer que às vezes fico constipada de felicidade.
Sim, cada vez mais acho que a felicidade é uma constipação, e como tal, tenho que andar à chuva.
E é o que tenho feito.. uma vez que o Eduardo e eu combinámos liberdade.
Ele tem andado com a Catarina.. e ele vai-me contando coisas acerca de quando eles estão juntos. Mas eu já nem sequer consigo olhar para ele da mesma maneira.
Preocupo-me, e vou aparecendo lá em casa, para dar um check nele, porque sei que sem mim ele tem estado muito pior. A mãe dele tem-me ligado a dizer que ele desaparece durante dias.. desliga o telemóvel, e não responde ao facebook.. ora, onde é que eu vejo isto regularmente?
É a minha maneira de viver, e ele está tão perdido quanto eu estava quando o conheci.
Não vou mentir, ele ajudou-me muito. Como pessoa, como mulher, como tudo.. mas por outro lado, vir ter comigo e dizer-me certas coisas que me disse.
Preferi vir-me embora, e dar-lhe apenas aquilo que ele precisa para se por de pé outra vez.
Companhia, sim. Carinho, sim. Mas não posso, não consigo passar disso.
Está tudo igual. Só que ele anda com ela. E nós já não estamos juntos.
Conheci então este rapaz, super amoroso.. da forma mais idiota possível. Daquela forma como só eu conheço as pessoas.
Quando o vi, pensei " Peraí.. mas onde é que tu vais?!!" Pensei que ele tinha de ficar comigo aquela noite.
Não tinha de acontecer nada, eu só sei que precisava dele ali.
E não me enganei.
Pode parecer parvo, mas quando significamos alguma coisa para alguém, não é preciso ouvirmos isso da boca de ninguém. Nós sabemos.
Há coisas que não se explicam, e esta é uma delas.
Não sei no que vai dar. Não sei de absolutamente nada. Apenas que preciso dele, da pessoa que ele é.
Sinto ainda que nos conhecemos muito mal, e que não houve muito tempo para grandes histórias de vida.
Ele não concorda muito com a cena de eu desaparecer, e andar aí nas drogas pesadas.. mas não me impede.
Engraçado.. o Edu encorajava-me.
Até que ponto é que vai gostar de alguém? Onde começa e onde acaba?
Não sei muito bem o que sinto, profundamente. Sei que gosto dele, e quero partilhar-me com ele.
Ele mostra-me constantemente que é possível e que também quer o mesmo. Mais que eu, talvez.
No entanto, não sei se faço bem, já.. tão cedo, e já estou de novo metida noutra cena.
Ele é espetacular..
Não gosto de mentir, é uma coisa que me habituei a não fazer.
Ele deixa-me dizer o que eu quiser. Ele diz que gosta de me ouvir falar! ahahahah
Que estranho.. andei a precisar desse lado da parte de alguém durante tanto tempo.. e só agora?
Quero levar tudo com calma, até porque me conheço e sei que me assusto facilmente, especialmente com responsabilidades e compromissos.
Não me quero assustar, e muito menos assustá-lo.
Very nice and slow, here we go.
Achei por bem falar no assunto, para eu não me esquecer que às vezes fico constipada de felicidade.
Sim, cada vez mais acho que a felicidade é uma constipação, e como tal, tenho que andar à chuva.
E é o que tenho feito.. uma vez que o Eduardo e eu combinámos liberdade.
Ele tem andado com a Catarina.. e ele vai-me contando coisas acerca de quando eles estão juntos. Mas eu já nem sequer consigo olhar para ele da mesma maneira.
Preocupo-me, e vou aparecendo lá em casa, para dar um check nele, porque sei que sem mim ele tem estado muito pior. A mãe dele tem-me ligado a dizer que ele desaparece durante dias.. desliga o telemóvel, e não responde ao facebook.. ora, onde é que eu vejo isto regularmente?
É a minha maneira de viver, e ele está tão perdido quanto eu estava quando o conheci.
Não vou mentir, ele ajudou-me muito. Como pessoa, como mulher, como tudo.. mas por outro lado, vir ter comigo e dizer-me certas coisas que me disse.
Preferi vir-me embora, e dar-lhe apenas aquilo que ele precisa para se por de pé outra vez.
Companhia, sim. Carinho, sim. Mas não posso, não consigo passar disso.
Está tudo igual. Só que ele anda com ela. E nós já não estamos juntos.
Conheci então este rapaz, super amoroso.. da forma mais idiota possível. Daquela forma como só eu conheço as pessoas.
Quando o vi, pensei " Peraí.. mas onde é que tu vais?!!" Pensei que ele tinha de ficar comigo aquela noite.
Não tinha de acontecer nada, eu só sei que precisava dele ali.
E não me enganei.
Pode parecer parvo, mas quando significamos alguma coisa para alguém, não é preciso ouvirmos isso da boca de ninguém. Nós sabemos.
Há coisas que não se explicam, e esta é uma delas.
Não sei no que vai dar. Não sei de absolutamente nada. Apenas que preciso dele, da pessoa que ele é.
Sinto ainda que nos conhecemos muito mal, e que não houve muito tempo para grandes histórias de vida.
Ele não concorda muito com a cena de eu desaparecer, e andar aí nas drogas pesadas.. mas não me impede.
Engraçado.. o Edu encorajava-me.
Até que ponto é que vai gostar de alguém? Onde começa e onde acaba?
Não sei muito bem o que sinto, profundamente. Sei que gosto dele, e quero partilhar-me com ele.
Ele mostra-me constantemente que é possível e que também quer o mesmo. Mais que eu, talvez.
No entanto, não sei se faço bem, já.. tão cedo, e já estou de novo metida noutra cena.
Ele é espetacular..
Não gosto de mentir, é uma coisa que me habituei a não fazer.
Ele deixa-me dizer o que eu quiser. Ele diz que gosta de me ouvir falar! ahahahah
Que estranho.. andei a precisar desse lado da parte de alguém durante tanto tempo.. e só agora?
Quero levar tudo com calma, até porque me conheço e sei que me assusto facilmente, especialmente com responsabilidades e compromissos.
Não me quero assustar, e muito menos assustá-lo.
Very nice and slow, here we go.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Boa Sorte, Charlie
Há dias em que me sinto mais em baixo, e como qualquer pessoa, tento procurar maneiras de me abstrair de certos pensamentos. As drogas são um ponto bem assente na minha vida, mas já deixaram de me fazer sentir melhor há muito.
E o que há melhor do que um animal para combater a solidão? Falei com uns amigos, e procurei , procurei, até que achei. Mas esperei tanto tempo que pensei que nunca mais iria ouvir falar em darem-me uma cadela.
Então, um dia destes em que estava sozinha em casa, triste, e sem ninguém de confiança com quem falar, recebi uma chamada.
" A tua cadela já chegou. Podes vir buscá-la!"
O meu peito quase rebentava com a expectativa, e de repente uma ansiedade enorme me invadiu.
Peguei numa manta quentinha que tenho, e fiz-me ao caminho.
Entrei na casa, e subi a escadaria toda até chegar ao quarto dos meus amigos..
À primeira vista, estava tudo como sempre : pessoal abancado em todo o lado, na cama, nas cadeiras, nos sofás.. muito fumo, muitos traços na bandeja, e o inalador a girar nas mãos das pessoas..
"Então, onde está?" - perguntei.
E a namorada do rapaz que ma tinha prometido, pegou nela e meteu-ma no colo.
Linda, linda, linda.. toda preta, com as pontas das patinhas brancas, e um risquinho branco a descer-lhe o peito. Ainda muito pequenina, com os seus 2 meses e meio, olhinhos ainda azuis do leite, e hálito a torradinhas.
Apaixonei-me logo.
Ela estava muito quietinha, provavelmente do fumo, devia estar com uma moca grande.. não se mexeu o caminho todo para casa.
Ainda me pediram pra ficar , mas quis ir para casa passar tempo com ela para a conhecer.
E de facto, a bebé cumpriu com tudo o que eu precisava.
Enquanto ela fizesse asneiras, estaria tão preocupada com ela, que me esqueceria das minhas cagadas emocionais.
Dormiu enrroscada em mim, na mesma posição que eu, e o pessoal da minha casa quando acordou e nos viu disse logo " tal mãe , tal filha".
Partilhamos o mesmo gosto por maçã, mas ela ainda gosta mais de fiambre do que eu.
O nome, foi uma complicação.
O pessoal que ma deu, queria chamar-lhe Cata.
Obviamente que disse "nem pensar". We love cata, mas há limites.
Os bacanos de arquitectura queriam chamar-lhe Carminho.
Os meus companheiros de casa queriam chamar-lhe Kaya.
E eu não me conseguia decidir. Nenhum nome jogava com o focinho dela, então deixei que o nome viesse ter com ela.
Uma noite, em casa a ver televisão, passei no Disney Channel e estava a dar uma série chamada "Boa Sorte, Charlie".
Ela começou a ladrar para a televisão, e eu perguntei " É Charlie que te chamas?"
E ela atravessou o sofá, aproximou-se, deu-me um beijinho no nariz e deitou-se para dormir.
"Charlie. É um bom nome".
Mas o que me convenceu , foi a primeira vez que a levei à rua.
Tudo muito novo, ela estava muito assustada.. só pedia colo, e apareceu uma senhora que se meteu com ela .
" Então, o que se passa pequenina? Estás a chorar porquê? Como é que te chamas?"
E expliquei à senhora que era a primeira vez que ela vinha passear, e como tal, era normal estar um pouco a assustada com tudo, mas nao lhe disse como se chamava a cadela.
E a última coisa que ela disse foi " Boa Sorte, Charlie".
Fiquei passada.
Pronto, cenas destas acontecem mesmo.
E é assim, a minha pequena labrador, agora com os seus 3 meses e meio, gorda e energética, continua a obrigar-me a não pensar em merda e a brincar.
Gosto muito dela, e toda gente também gosta.
Hoje pensei em ir comprar-lhe uns brinquedos novos, porque os velhos já se foram.
E uma coleira, porque o peitoral já não lhe serve.
E uma nova ração, porque esta que cá tenho, ela já se fartou.
É isto, a minha amiguinha de 4 patas e dentinhos agulha.
A minha Charlie.
E o que há melhor do que um animal para combater a solidão? Falei com uns amigos, e procurei , procurei, até que achei. Mas esperei tanto tempo que pensei que nunca mais iria ouvir falar em darem-me uma cadela.
Então, um dia destes em que estava sozinha em casa, triste, e sem ninguém de confiança com quem falar, recebi uma chamada.
" A tua cadela já chegou. Podes vir buscá-la!"
O meu peito quase rebentava com a expectativa, e de repente uma ansiedade enorme me invadiu.
Peguei numa manta quentinha que tenho, e fiz-me ao caminho.
Entrei na casa, e subi a escadaria toda até chegar ao quarto dos meus amigos..
À primeira vista, estava tudo como sempre : pessoal abancado em todo o lado, na cama, nas cadeiras, nos sofás.. muito fumo, muitos traços na bandeja, e o inalador a girar nas mãos das pessoas..
"Então, onde está?" - perguntei.
E a namorada do rapaz que ma tinha prometido, pegou nela e meteu-ma no colo.
Linda, linda, linda.. toda preta, com as pontas das patinhas brancas, e um risquinho branco a descer-lhe o peito. Ainda muito pequenina, com os seus 2 meses e meio, olhinhos ainda azuis do leite, e hálito a torradinhas.
Apaixonei-me logo.
Ela estava muito quietinha, provavelmente do fumo, devia estar com uma moca grande.. não se mexeu o caminho todo para casa.
Ainda me pediram pra ficar , mas quis ir para casa passar tempo com ela para a conhecer.
E de facto, a bebé cumpriu com tudo o que eu precisava.
Enquanto ela fizesse asneiras, estaria tão preocupada com ela, que me esqueceria das minhas cagadas emocionais.
Dormiu enrroscada em mim, na mesma posição que eu, e o pessoal da minha casa quando acordou e nos viu disse logo " tal mãe , tal filha".
Partilhamos o mesmo gosto por maçã, mas ela ainda gosta mais de fiambre do que eu.
O nome, foi uma complicação.
O pessoal que ma deu, queria chamar-lhe Cata.
Obviamente que disse "nem pensar". We love cata, mas há limites.
Os bacanos de arquitectura queriam chamar-lhe Carminho.
Os meus companheiros de casa queriam chamar-lhe Kaya.
E eu não me conseguia decidir. Nenhum nome jogava com o focinho dela, então deixei que o nome viesse ter com ela.
Uma noite, em casa a ver televisão, passei no Disney Channel e estava a dar uma série chamada "Boa Sorte, Charlie".
Ela começou a ladrar para a televisão, e eu perguntei " É Charlie que te chamas?"
E ela atravessou o sofá, aproximou-se, deu-me um beijinho no nariz e deitou-se para dormir.
"Charlie. É um bom nome".
Mas o que me convenceu , foi a primeira vez que a levei à rua.
Tudo muito novo, ela estava muito assustada.. só pedia colo, e apareceu uma senhora que se meteu com ela .
" Então, o que se passa pequenina? Estás a chorar porquê? Como é que te chamas?"
E expliquei à senhora que era a primeira vez que ela vinha passear, e como tal, era normal estar um pouco a assustada com tudo, mas nao lhe disse como se chamava a cadela.
E a última coisa que ela disse foi " Boa Sorte, Charlie".
Fiquei passada.
Pronto, cenas destas acontecem mesmo.
E é assim, a minha pequena labrador, agora com os seus 3 meses e meio, gorda e energética, continua a obrigar-me a não pensar em merda e a brincar.
Gosto muito dela, e toda gente também gosta.
Hoje pensei em ir comprar-lhe uns brinquedos novos, porque os velhos já se foram.
E uma coleira, porque o peitoral já não lhe serve.
E uma nova ração, porque esta que cá tenho, ela já se fartou.
É isto, a minha amiguinha de 4 patas e dentinhos agulha.
A minha Charlie.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Eu gosto de mim. E tu?
Ora, ontem foi um dia para esquecer.. mas hoje compensou tudo.. até os meses em que estive separada da minha família.
É verdade.. voltei para casa, fiz as pazes com a minha mãe, o meu pai voltou a viver connosco e estamos mais unidos que nunca.
Não queria ter de tomar a decisão de deixar a minha família novamente. Agora também não é nisso que devo pensar. Nem consigo!
A Mãe diz que eu continuo linda, mas sinto ainda alguma fraqueza por causa de todas as drogas que ando a tomar.
Ela não sabe disso, pensa que estou frágil porque estou deprimida. E estou. Pelos motivos que ela lá sabe numerar, e por todos os outros que ela nem imagina e que eu também não lhe conto para não a magoar.
Quero mudar.
Agora de volta a casa, sinto-me muito menos mal. Tenho mais vontade de me sentir bonita, o que antes não acontecia.. porque me sentia na merda. Perdi o gosto em mim.
Acho que aos poucos vou conseguir lá chegar, e voltar a ser confiante como era.
Ultrapassar esta depressão que também me tem feito esquecer um bocado que tenho valor e sinto coisas.
Quero conseguir, e para isso, queria ter a minha família ao meu lado.
Fiquei assim por estar sozinha. Já tinha dito aqui algures neste blog que sou péssima quando estou sozinha. Só faço merda.
Eu não faço sentido sem a minha família.
Ter saído de casa, foi um choque. Passar tanto tempo magoada, e com coisas por dizer e saudades.. pode ser tóxico, e comigo foi..
Preciso agora de me reestruturar. De me restaurar. De voltar a amar-me, que é coisa a que perdi o jeito e o hábito.
Há muito assunto por resolver cá dentro, no Universo da minha caixa toráxica.
Muita porcaria por limpar..
Experimentei a vida a sós e no terceiro dia, só queria acabar com ela.
Posso afirmar que o ser humano não é nada feito com matéria do amor. É só um animal faminto de sentimentos, confuso por os ter, e frustrado por não se conseguir livrar de alguns.
E o amor uma armadilha da vida, para nos lixar ao mais alto nível.
Somos apanhados , e quando nos tentamos libertar, saímos sempre todos feridos.
Gostava mais de antes. Quando não tinha de amar ninguém.
Amar é muito difícil, e cansa muito, e sempre fui tão preguiçosa com sentimentos que.. olha, deixei muito sentimento verdadeiro partir sem sequer ter deixado chegar até mim.
Recusei sempre a única coisa que os meus pais me poderiam oferecer indisciplinadamente: amor.
Sei muito bem que isso contribuiu também para o desabamento da minha família, mas.. agora quero ser melhor.
Preciso, QUERO, DESEJO, e VOU conseguir.
Eu amo os que me amam. Eu gosto de mim. E tu?
É verdade.. voltei para casa, fiz as pazes com a minha mãe, o meu pai voltou a viver connosco e estamos mais unidos que nunca.
Não queria ter de tomar a decisão de deixar a minha família novamente. Agora também não é nisso que devo pensar. Nem consigo!
A Mãe diz que eu continuo linda, mas sinto ainda alguma fraqueza por causa de todas as drogas que ando a tomar.
Ela não sabe disso, pensa que estou frágil porque estou deprimida. E estou. Pelos motivos que ela lá sabe numerar, e por todos os outros que ela nem imagina e que eu também não lhe conto para não a magoar.
Quero mudar.
Agora de volta a casa, sinto-me muito menos mal. Tenho mais vontade de me sentir bonita, o que antes não acontecia.. porque me sentia na merda. Perdi o gosto em mim.
Acho que aos poucos vou conseguir lá chegar, e voltar a ser confiante como era.
Ultrapassar esta depressão que também me tem feito esquecer um bocado que tenho valor e sinto coisas.
Quero conseguir, e para isso, queria ter a minha família ao meu lado.
Fiquei assim por estar sozinha. Já tinha dito aqui algures neste blog que sou péssima quando estou sozinha. Só faço merda.
Eu não faço sentido sem a minha família.
Ter saído de casa, foi um choque. Passar tanto tempo magoada, e com coisas por dizer e saudades.. pode ser tóxico, e comigo foi..
Preciso agora de me reestruturar. De me restaurar. De voltar a amar-me, que é coisa a que perdi o jeito e o hábito.
Há muito assunto por resolver cá dentro, no Universo da minha caixa toráxica.
Muita porcaria por limpar..
Experimentei a vida a sós e no terceiro dia, só queria acabar com ela.
Posso afirmar que o ser humano não é nada feito com matéria do amor. É só um animal faminto de sentimentos, confuso por os ter, e frustrado por não se conseguir livrar de alguns.
E o amor uma armadilha da vida, para nos lixar ao mais alto nível.
Somos apanhados , e quando nos tentamos libertar, saímos sempre todos feridos.
Gostava mais de antes. Quando não tinha de amar ninguém.
Amar é muito difícil, e cansa muito, e sempre fui tão preguiçosa com sentimentos que.. olha, deixei muito sentimento verdadeiro partir sem sequer ter deixado chegar até mim.
Recusei sempre a única coisa que os meus pais me poderiam oferecer indisciplinadamente: amor.
Sei muito bem que isso contribuiu também para o desabamento da minha família, mas.. agora quero ser melhor.
Preciso, QUERO, DESEJO, e VOU conseguir.
Eu amo os que me amam. Eu gosto de mim. E tu?
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Familia Mia!
Não sei do que quero escrever, sinceramente.
Ando com muitos problemas de expressão ultimamente, e não sei como os ultrapassar.
Gostava de poder voltar a falar com a Mãe, mas tenho medo que ela venha deitar abaixo a pouca fé que ainda tenho na palavra "Família".
Ela está desequilibrada, como diz a minha irmã mais velha.. é melhor deixar passar mais tempo.
Mas mais uma vez, tenho medo que passe tempo demais e ela acabe por se esquecer que eu existo.
Aconteceu com a minha irmã Joana.. porque não aconteceria comigo?
O Pai anda lá envolto dos seus pequenos grandes feitos, e volta e meia, também se esquece de me dizer alguma coisa.
Não sei muito bem o que esperar da minha Família. Se eu fosse pelo que o Destino me diz, provavelmente cagaria nela.. porque já me deu outra.
Eu e o Eduardo não somos muito cuidadosos no que toca a protecções durante o sexo.
Ando desconfiada de que já posso estar grávida e já lho disse. A resposta dele?
" Era a melhor coisa do Mundo. Se tiver um filho, ao menos que seja contigo".
Quando ouvi isto , passei-me. Gostei, claro.. mas acabei por ficar um bocado assustada.
Não tenho força nem vontade de ser mãe agora.. mas prometi que se acontecesse, assumiria.
Chega uma altura na vida das pessoas em que elas têm de deixar de pensar como crianças e começar a projectar.
Não me vejo ao lado de mais ninguém sem ser do Edu. Ele diz o mesmo.
Temos ido à terra dele, a Ferreira do Zêzere ter com a família dele.
A Mãe dele perguntou-lhe o que ele queria fazer da vida.
Ele diz que a única certeza que tem, é que me quer com ele, independentemente do que ele faça profissionalmente.
A Mãe dele adora-me e já me veio convidar para o Natal, e melhor.. veio-me falar de netos.
A senhora é amorosa, toda para a frentex! Mas filhos agora.. no way.
Só se tivesse mesmo de ser... só se Deus quisesse muito que eu e o Edu fossemos pais agora.
Tenho-me sentido estranha, mas também não posso assegurar que nao seja nada psicológico.
Porque muito provavelmente, é.
Pelo menos, espero que seja..
Nada me daria mais prazer do que ter a minha própria família.. mas ainda é tão cedo.
Durante muito tempo, pensei que os amigos também integravam uma segunda família para mim. Aquele segundo abrigo, para o qual pudesse correr quando o original falhasse.
E agora, acho que não. Só quero este homem. Só sei gostar dele..
Por outro lado, não falo com ele acerca de tudo. Tenho os meus segredos.
Eh pá, não é bem segredos, são mais.. cenas que se ele soubesse.. se passava.
Ninguém me trata melhor que ele, é verdade.. mas quando ele se passa..
Nunca discutimos a sério.
Se temos uma conversa um pouco mais acesa, calamo-nos e passados 5 minutos estamos de novo na cumplicidade idiota de sempre.
"Fofinha, faz aí um canhão" - diz ele enquanto vemos South Park e rimos que nem parvos.
Geralmente, estamos sempre pedrados. Isso realmente nao deixa margem para grandes guerras.
O problema é as vontades.
Não conseguimos estar perto um do outro sem fazer nada.
Se eu estiver na cama, e ele por ventura me vem dar um beijo por qualquer motivo, estamos fodidos.
Basta a respiração um do outro. Basta a proximidade da pele.
Sei lá.. e depois é o problema do fucking preservativo.
Nós não conseguimos arranjar preservativos para ele. Rompem-se todos.
E depois, voltamos à vaca fria. Apetece-nos, e não nos conseguimos conter, e depois até me aparecer o Período ando assustadíssima.
Não sei, pá..
E agora vamos ter uma cadela. Uma pittbull toda preta que provavelmente se vai chamar Ozora.
Vai ser bom. Dispendioso mas bom.
Quando eu tiver concertos, ela fica com o Edu.
Quando o Edu for para a Universidade, ela fica comigo. Basicamente, ela vai ser maioritariamente a minha companhia.
Ah, merda.. esqueci-me que tenho médico marcado hoje. Porra.
Se não for hoje, tou na merda, porque preciso da pílula, ou então estou-me a habilitar.
Hasta.
Ando com muitos problemas de expressão ultimamente, e não sei como os ultrapassar.
Gostava de poder voltar a falar com a Mãe, mas tenho medo que ela venha deitar abaixo a pouca fé que ainda tenho na palavra "Família".
Ela está desequilibrada, como diz a minha irmã mais velha.. é melhor deixar passar mais tempo.
Mas mais uma vez, tenho medo que passe tempo demais e ela acabe por se esquecer que eu existo.
Aconteceu com a minha irmã Joana.. porque não aconteceria comigo?
O Pai anda lá envolto dos seus pequenos grandes feitos, e volta e meia, também se esquece de me dizer alguma coisa.
Não sei muito bem o que esperar da minha Família. Se eu fosse pelo que o Destino me diz, provavelmente cagaria nela.. porque já me deu outra.
Eu e o Eduardo não somos muito cuidadosos no que toca a protecções durante o sexo.
Ando desconfiada de que já posso estar grávida e já lho disse. A resposta dele?
" Era a melhor coisa do Mundo. Se tiver um filho, ao menos que seja contigo".
Quando ouvi isto , passei-me. Gostei, claro.. mas acabei por ficar um bocado assustada.
Não tenho força nem vontade de ser mãe agora.. mas prometi que se acontecesse, assumiria.
Chega uma altura na vida das pessoas em que elas têm de deixar de pensar como crianças e começar a projectar.
Não me vejo ao lado de mais ninguém sem ser do Edu. Ele diz o mesmo.
Temos ido à terra dele, a Ferreira do Zêzere ter com a família dele.
A Mãe dele perguntou-lhe o que ele queria fazer da vida.
Ele diz que a única certeza que tem, é que me quer com ele, independentemente do que ele faça profissionalmente.
A Mãe dele adora-me e já me veio convidar para o Natal, e melhor.. veio-me falar de netos.
A senhora é amorosa, toda para a frentex! Mas filhos agora.. no way.
Só se tivesse mesmo de ser... só se Deus quisesse muito que eu e o Edu fossemos pais agora.
Tenho-me sentido estranha, mas também não posso assegurar que nao seja nada psicológico.
Porque muito provavelmente, é.
Pelo menos, espero que seja..
Nada me daria mais prazer do que ter a minha própria família.. mas ainda é tão cedo.
Durante muito tempo, pensei que os amigos também integravam uma segunda família para mim. Aquele segundo abrigo, para o qual pudesse correr quando o original falhasse.
E agora, acho que não. Só quero este homem. Só sei gostar dele..
Por outro lado, não falo com ele acerca de tudo. Tenho os meus segredos.
Eh pá, não é bem segredos, são mais.. cenas que se ele soubesse.. se passava.
Ninguém me trata melhor que ele, é verdade.. mas quando ele se passa..
Nunca discutimos a sério.
Se temos uma conversa um pouco mais acesa, calamo-nos e passados 5 minutos estamos de novo na cumplicidade idiota de sempre.
"Fofinha, faz aí um canhão" - diz ele enquanto vemos South Park e rimos que nem parvos.
Geralmente, estamos sempre pedrados. Isso realmente nao deixa margem para grandes guerras.
O problema é as vontades.
Não conseguimos estar perto um do outro sem fazer nada.
Se eu estiver na cama, e ele por ventura me vem dar um beijo por qualquer motivo, estamos fodidos.
Basta a respiração um do outro. Basta a proximidade da pele.
Sei lá.. e depois é o problema do fucking preservativo.
Nós não conseguimos arranjar preservativos para ele. Rompem-se todos.
E depois, voltamos à vaca fria. Apetece-nos, e não nos conseguimos conter, e depois até me aparecer o Período ando assustadíssima.
Não sei, pá..
E agora vamos ter uma cadela. Uma pittbull toda preta que provavelmente se vai chamar Ozora.
Vai ser bom. Dispendioso mas bom.
Quando eu tiver concertos, ela fica com o Edu.
Quando o Edu for para a Universidade, ela fica comigo. Basicamente, ela vai ser maioritariamente a minha companhia.
Ah, merda.. esqueci-me que tenho médico marcado hoje. Porra.
Se não for hoje, tou na merda, porque preciso da pílula, ou então estou-me a habilitar.
Hasta.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Dizzy.
Eh pá, a minha vida está tão cheia.. sinto saudades da minha mãe, mas estou demasiado magoada com ela para fazer seja o que for em relação ao assunto.
Tenho-me aguentado bem. Tenho tido o Eduardo sempre por perto, e graças a isso sinto-me protegida.
O meu pai também anda preocupado comigo, mas tranquilizo-o sempre com um sorriso e dizendo que cá me oriento.
E é verdade.
Não vou mentir, esta cena toda que sem passado na minha vida, de ter saído de casa, deu-me uma sensação de estar completamente só. Tenho-me sentido muito só. Mesmo apesar de ter tido o Edu por perto.
Não tenho aquele sentimento de ter família quando me sinto triste.. e sinto-me triste muitas vezes.
Sinto-me com muitas saudades. De muitas coisas. De dias e de noites. De pessoas e de ex-pessoas.
Já não canto tanto como gostava. Já não canto as coisas que gosto.
E por isso, tenho composto muitas canções. Compus uma chamada " A Candle For My Family", que está qualquer coisa de fenomenal. Fala acerca da esperança que tenho em um dia voltar a ter uma família..
Escrevi outras mas que não interessam muito para aqui.
Passo muito tempo a sós com as guitarras, e isso dá-me certas ideias.
Fui há pouco ter com a minha irmã Rita. Bastou-me vê-la para desatar a chorar acerca de tudo. Porque pela primeira vez em meses me senti em casa.. e o alívio fez-me rebentar.
Agora mais do que nunca, preciso de amigos. Preciso de gente que me tire da cabeça os maus pensamentos que carrego silenciosamente no meu dia-a-dia.
Vamos ver agora como me safo..
Sinto principalmente falta dos meus animais. Da lealdade deles.
Sinto também falta de desabafar. Tá bem que tenho este blog mas, não é a mesma coisa.
Ando cheia de necessidades.. de saudades.. de medos.
Não ando desequilibrada felizmente. Só um pouco tonta.
Antes andar tonta que não me conseguir levantar do chão com o peso dos meus problemas.
Tenho-me aguentado bem. Tenho tido o Eduardo sempre por perto, e graças a isso sinto-me protegida.
O meu pai também anda preocupado comigo, mas tranquilizo-o sempre com um sorriso e dizendo que cá me oriento.
E é verdade.
Não vou mentir, esta cena toda que sem passado na minha vida, de ter saído de casa, deu-me uma sensação de estar completamente só. Tenho-me sentido muito só. Mesmo apesar de ter tido o Edu por perto.
Não tenho aquele sentimento de ter família quando me sinto triste.. e sinto-me triste muitas vezes.
Sinto-me com muitas saudades. De muitas coisas. De dias e de noites. De pessoas e de ex-pessoas.
Já não canto tanto como gostava. Já não canto as coisas que gosto.
E por isso, tenho composto muitas canções. Compus uma chamada " A Candle For My Family", que está qualquer coisa de fenomenal. Fala acerca da esperança que tenho em um dia voltar a ter uma família..
Escrevi outras mas que não interessam muito para aqui.
Passo muito tempo a sós com as guitarras, e isso dá-me certas ideias.
Fui há pouco ter com a minha irmã Rita. Bastou-me vê-la para desatar a chorar acerca de tudo. Porque pela primeira vez em meses me senti em casa.. e o alívio fez-me rebentar.
Agora mais do que nunca, preciso de amigos. Preciso de gente que me tire da cabeça os maus pensamentos que carrego silenciosamente no meu dia-a-dia.
Vamos ver agora como me safo..
Sinto principalmente falta dos meus animais. Da lealdade deles.
Sinto também falta de desabafar. Tá bem que tenho este blog mas, não é a mesma coisa.
Ando cheia de necessidades.. de saudades.. de medos.
Não ando desequilibrada felizmente. Só um pouco tonta.
Antes andar tonta que não me conseguir levantar do chão com o peso dos meus problemas.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Carpe Diem
Ando-me a sentir um bocado anormal ultimamente.. umas vezes sem chão, outras sem tecto.. até que por fim, há uns 3 dias, tudo terminou.
Cheguei a casa, cansada e de guitarra às costas.. e a minha mãe só me disse " Pega nas tuas coisas e põe-te a andar".
Minutos antes, um homem veio ter comigo. Um guarda nocturno lá da minha zona.. e ameaçou processar-me por eu ter dito à minha mãe que ele andava metido em roubos.
Esforcei-me por tentar explicar que aquilo que eu tinha dito à minha mãe tinha sido uma conversa superficial e que usei o termo "ouvi dizer".. e que não era jamais para o prejudicar! São conversas que se têm em família!
Ele olhou para mim com olhos de quem não dá a mínima hipótese. Ele já me tinha na mira há uns meses.. e queria lixar-me, como já tinha tentado fazer quando foi dizer ao meu pai que eu fumava ganzas.
Falhou redondamente, uma vez que o meu pai já sabia.
De qualquer forma, acabou por ir fazer o mesmo à minha mãe.
Enfim, lixei-me de verdade.
Estou agora a morar com uns amigos.. numa rua conhecida da cidade.
Perto dos sítios onde toco e perto dos meus amigos mais próximos.
Tenho tido a ajuda do Eduardo, que tem sido um fofo comigo. No sentido de me equilibrar e fazer com que eu não perca a calma.. no fundo a fazer-me feliz.
Antigas memórias insistem em voltar para me assustar e me lembrar que a vida passa muito rápido mas que permanece muito presente ao mesmo tempo. Como um passado que nunca passa realmente.
Enquanto que algumas ideias me fazem pensar no medo que sinto do meu futuro.. tão perto, tão desconhecido.. tão incerto.
Sei lá eu se a droga é refúgio. É mais um prazer .. quase uma extravagância minha.
Estudasse.
E aqui vou eu, devagarinho.. a ter calma com tudo.
Sinto saudades de quando não tinha de me preocupar com nada. Agora fico frustrada por ter que pensar em tudo.. e horas e horas e horas seguidas.
Não me rouba o sono, porque esse.. acaba sempre por vir, mais ganza menos ganza.
Mas atulha-me a cabeça.. que misturada com a droga, me consome e parece que me vai fazer explodir .
Tenho que manter a calma, lá está.
Como diria um amigo meu , "carpe diem".
Cheguei a casa, cansada e de guitarra às costas.. e a minha mãe só me disse " Pega nas tuas coisas e põe-te a andar".
Minutos antes, um homem veio ter comigo. Um guarda nocturno lá da minha zona.. e ameaçou processar-me por eu ter dito à minha mãe que ele andava metido em roubos.
Esforcei-me por tentar explicar que aquilo que eu tinha dito à minha mãe tinha sido uma conversa superficial e que usei o termo "ouvi dizer".. e que não era jamais para o prejudicar! São conversas que se têm em família!
Ele olhou para mim com olhos de quem não dá a mínima hipótese. Ele já me tinha na mira há uns meses.. e queria lixar-me, como já tinha tentado fazer quando foi dizer ao meu pai que eu fumava ganzas.
Falhou redondamente, uma vez que o meu pai já sabia.
De qualquer forma, acabou por ir fazer o mesmo à minha mãe.
Enfim, lixei-me de verdade.
Estou agora a morar com uns amigos.. numa rua conhecida da cidade.
Perto dos sítios onde toco e perto dos meus amigos mais próximos.
Tenho tido a ajuda do Eduardo, que tem sido um fofo comigo. No sentido de me equilibrar e fazer com que eu não perca a calma.. no fundo a fazer-me feliz.
Antigas memórias insistem em voltar para me assustar e me lembrar que a vida passa muito rápido mas que permanece muito presente ao mesmo tempo. Como um passado que nunca passa realmente.
Enquanto que algumas ideias me fazem pensar no medo que sinto do meu futuro.. tão perto, tão desconhecido.. tão incerto.
Sei lá eu se a droga é refúgio. É mais um prazer .. quase uma extravagância minha.
Estudasse.
E aqui vou eu, devagarinho.. a ter calma com tudo.
Sinto saudades de quando não tinha de me preocupar com nada. Agora fico frustrada por ter que pensar em tudo.. e horas e horas e horas seguidas.
Não me rouba o sono, porque esse.. acaba sempre por vir, mais ganza menos ganza.
Mas atulha-me a cabeça.. que misturada com a droga, me consome e parece que me vai fazer explodir .
Tenho que manter a calma, lá está.
Como diria um amigo meu , "carpe diem".
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Rolling, SouthPark and Love
Como é que chegamos à conclusão de que fomos uns autênticos idiotas e que julgámos as pessoas pelo que os nossos olhos viam?
Tenho tido vários tipos de desilusões. Alguns mais fortes, outros mais esperados.
Não lido bem com a desilusão, pá. Mesmo nada bem.. E confesso que já andava para rebentar há algum tempo. Tenho andado sozinha, e céus, como a solidão me assusta.. faz-me pensar mas ainda assim fico sem saber o que fazer em relação às coisas que vivo. Fodidíssimo.
Sabem, tenho mudado de visão em relação à Vida. Tem sido boa demais para mim, mesmo apesar de me afastar de certas pessoas, e sobretudo por me ter trazido outras.
Não andava à procura de nada, só me queria esquecer que algum dia tinha sido de alguém, e não pensar mais acerca disso.. mas é sempre impossível, porque o tempo passa e se temos coisas engasgadas, não conseguimos ultrapassar, e piora com ele.
Mas não pensei em nada disso naquela noite.
Um bando de amigos sentados numas escadas a fumar umas ganzas a seguir a um concerto meu.. tudo perfeitamente normal. Um ritual ultimamente bastante frequente, apenas o cenário e as pessoas é que mudam.
E lá estavamos nós, um bom grupo, numeroso e querido. E estava-se a passar muita coisa ao mesmo tempo.. o patrão queria beber um shot comigo, havia um grupo de universitários a pedir-me que cantasse para eles, a Marcela queria estar comigo, o Garrido estava podre de bebâdo.. sei lá, muita coisa ao mesmo tempo.. então fui tratar de uma coisa de cada vez.
Quando voltei para me reunir com os meus amigos outra vez, havia um espírito de mega destruição entre todos e especialmente entre os três malucos presentes : Eu, a Marcela e o Eduardo.
Ele andava a rondá-la. Coitado, não fazia ideia de que a Marcela estava ali porque queria estar comigo.
Era um puto giro, com cara de malandro e que me estava a desafiar para uns tiros de MD.
Decidi cagar na boa pessoa que há em mim, e lá fomos nós comprar o mambo.
A Sé foi para onde fomos. Enrolar ganzas, mandar traços, cantar e beber.
Mais uma vez, um belo e frequente cenário.
Peguei na guitarra numa de me satisfazer um bocado, porque me sentia ali um bocado à toa.
Estavam todos em êxtase por ter passado para a terceira fase do programa.. então lá toquei umas quantas canções.
E foi aí que ele largou a Marcela.. iniciou-se tudo de repente em mim.
Ele tinha-me tentado beijar ali umas duas ou três vezes. E a aproximação dele, não me foi nada estranha.. foi como se já fizessemos aquilo desde sempre.
Chegou a hora de decidirmos o que fazer do resto da noite e ele propôs que fosse a casa dele.
A Marcela agarrava-me e dizia-me que também ia, mas depois puxava-me e ao meu ouvido dizia para ir antes para casa dela.
Mas não. Eu queria aquele miúdo.
"Nepia, esquece Marcela.. se for contigo adormeço.."
Mega desculpa para poder partir sem novelas.
Fomos então até às máquinas , e ele apressou-se em dizer para irmos para casa.
Nem pensei mais. Disse só "bora!"
Deixámos o pessoal seguir o seu rumo e bazámos antes deles.
Andámos uns minutos, até que ele me beijou a sério.
Subiu-me um arrepiozão pela espinha acima. Como se estivesse com febre.
Vimos o caminho todo a dar beijinhos e a brincar , ao mesmo tempo que conversávamos acerca de tudo.
Quando chegámos a casa dele, nem me lembro bem de como foi. Sei o que senti... mas não me lembro de como foi.
Sei que mandámos mais uns traços, e fumámos uns bobs.. mas não me lembro ao certo o que se passou.
Acordei ao lado dele, e soube-me bem.
Tão bem, que fiquei ali mais uma noite e um dia.
Ele faltou à Universidade.. e ficámos na cama os dias todos a fumar e a namorar.
Acabou por se tornar um hábito.
Sempre que ele volta da escola, falamos por facebook e vou ter com ele.
Durmo muitas vezes com ele.. passo dias seguidos que não apareço em casa.
Estes dias, acabei por desmarcar tudo com toda a gente por querer estar com ele.
E divertimo-nos imenso juntos!
Fazemos ganzas enormes , e vemos filmes, e todos os episódios do South Park.
Não podemos cair os dois na cama, senão ficamos todos fodidos um com o outro.
Devemos ir a uma festa de trance no próximo fim-de-semana.
Pá, mas juro.. gosto mesmo tanto dele..
Acordar, olhar para o lado, e vê-lo , é qualquer coisa de muito bom que eu quero sentir até quando puder!
Ele perguntou-me se eu queria ser namorada dele.
Claro que lhe disse que sim, não é?
Preciso dele, e ele de mim.
É como ele diz "Sou o negativo e tu és o positivo. Somos ímanes".
Parece surreal.. isto não acontece em lado nenhum..
Ele está sempre a perguntar " Como é que é possível? De onde é que tu vieste? "
E diz-me tudo o que pensa. Isso é brutal.
Adoro saber o que ele acha mesmo que isso nao corresponda ao que eu gostaria de ouvir.
Dou muito mais valor a que ele me seja sincero do que me encha os ouvidos de promessas de plástico.
É um boneco.. é um puto lindo, maduro e esperto. Só diz o que precisa ser dito. O que vem a mais é puro carinho dele.
Ele agora está ali a dormir .. são 4 da manhã e ele amanhã tem aulas.
Devo ficar por cá, devo dormir cá também e esperar que ele chegue à uma.
Adoro-o tanto..
Nunca me senti assim.. nunca, nunca, nunca..
Basta ele olhar para mim para eu ter vontade de .. sei lá do quê..
Ele toca-me e eu derreto.
Ele fala comigo e eu vibro . E o mesmo se passa com ele.
O tempo pára dentro deste quarto.
Passamos muito tempo juntos, e ele parece mesmo que pára.
No entanto, parece que nunca é suficiente.
Pronto, pá.. somos um casal, com pernas para andar.
Malucos, varridos.. mas juntos.
Queria poder dizer "Ah, já nao me sinto assim desde.." mas não posso.
Nunca me senti tão cega, tão presa a ninguém.. E ele diz o mesmo.
O que me prende é talvez as altas probabilidades de ser feliz ao lado de alguém que é igualzinho a mim.
Diferente, claro.. mas muito igual em muitos sentidos.
Tanto, que até mete impressão.
Sabemos os dois ser filhos da puta.. isso está à vista.
Temos os dois a mesma cara de malandros. Somos giros de se ver.
Enfim, vou-me juntar a ele, e tentar dormir, que a pedra já vai alta, e eu estou a morrer.
Era mesmo só para desabafar.
Bjufa!!
Tenho tido vários tipos de desilusões. Alguns mais fortes, outros mais esperados.
Não lido bem com a desilusão, pá. Mesmo nada bem.. E confesso que já andava para rebentar há algum tempo. Tenho andado sozinha, e céus, como a solidão me assusta.. faz-me pensar mas ainda assim fico sem saber o que fazer em relação às coisas que vivo. Fodidíssimo.
Sabem, tenho mudado de visão em relação à Vida. Tem sido boa demais para mim, mesmo apesar de me afastar de certas pessoas, e sobretudo por me ter trazido outras.
Não andava à procura de nada, só me queria esquecer que algum dia tinha sido de alguém, e não pensar mais acerca disso.. mas é sempre impossível, porque o tempo passa e se temos coisas engasgadas, não conseguimos ultrapassar, e piora com ele.
Mas não pensei em nada disso naquela noite.
Um bando de amigos sentados numas escadas a fumar umas ganzas a seguir a um concerto meu.. tudo perfeitamente normal. Um ritual ultimamente bastante frequente, apenas o cenário e as pessoas é que mudam.
E lá estavamos nós, um bom grupo, numeroso e querido. E estava-se a passar muita coisa ao mesmo tempo.. o patrão queria beber um shot comigo, havia um grupo de universitários a pedir-me que cantasse para eles, a Marcela queria estar comigo, o Garrido estava podre de bebâdo.. sei lá, muita coisa ao mesmo tempo.. então fui tratar de uma coisa de cada vez.
Quando voltei para me reunir com os meus amigos outra vez, havia um espírito de mega destruição entre todos e especialmente entre os três malucos presentes : Eu, a Marcela e o Eduardo.
Ele andava a rondá-la. Coitado, não fazia ideia de que a Marcela estava ali porque queria estar comigo.
Era um puto giro, com cara de malandro e que me estava a desafiar para uns tiros de MD.
Decidi cagar na boa pessoa que há em mim, e lá fomos nós comprar o mambo.
A Sé foi para onde fomos. Enrolar ganzas, mandar traços, cantar e beber.
Mais uma vez, um belo e frequente cenário.
Peguei na guitarra numa de me satisfazer um bocado, porque me sentia ali um bocado à toa.
Estavam todos em êxtase por ter passado para a terceira fase do programa.. então lá toquei umas quantas canções.
E foi aí que ele largou a Marcela.. iniciou-se tudo de repente em mim.
Ele tinha-me tentado beijar ali umas duas ou três vezes. E a aproximação dele, não me foi nada estranha.. foi como se já fizessemos aquilo desde sempre.
Chegou a hora de decidirmos o que fazer do resto da noite e ele propôs que fosse a casa dele.
A Marcela agarrava-me e dizia-me que também ia, mas depois puxava-me e ao meu ouvido dizia para ir antes para casa dela.
Mas não. Eu queria aquele miúdo.
"Nepia, esquece Marcela.. se for contigo adormeço.."
Mega desculpa para poder partir sem novelas.
Fomos então até às máquinas , e ele apressou-se em dizer para irmos para casa.
Nem pensei mais. Disse só "bora!"
Deixámos o pessoal seguir o seu rumo e bazámos antes deles.
Andámos uns minutos, até que ele me beijou a sério.
Subiu-me um arrepiozão pela espinha acima. Como se estivesse com febre.
Vimos o caminho todo a dar beijinhos e a brincar , ao mesmo tempo que conversávamos acerca de tudo.
Quando chegámos a casa dele, nem me lembro bem de como foi. Sei o que senti... mas não me lembro de como foi.
Sei que mandámos mais uns traços, e fumámos uns bobs.. mas não me lembro ao certo o que se passou.
Acordei ao lado dele, e soube-me bem.
Tão bem, que fiquei ali mais uma noite e um dia.
Ele faltou à Universidade.. e ficámos na cama os dias todos a fumar e a namorar.
Acabou por se tornar um hábito.
Sempre que ele volta da escola, falamos por facebook e vou ter com ele.
Durmo muitas vezes com ele.. passo dias seguidos que não apareço em casa.
Estes dias, acabei por desmarcar tudo com toda a gente por querer estar com ele.
E divertimo-nos imenso juntos!
Fazemos ganzas enormes , e vemos filmes, e todos os episódios do South Park.
Não podemos cair os dois na cama, senão ficamos todos fodidos um com o outro.
Devemos ir a uma festa de trance no próximo fim-de-semana.
Pá, mas juro.. gosto mesmo tanto dele..
Acordar, olhar para o lado, e vê-lo , é qualquer coisa de muito bom que eu quero sentir até quando puder!
Ele perguntou-me se eu queria ser namorada dele.
Claro que lhe disse que sim, não é?
Preciso dele, e ele de mim.
É como ele diz "Sou o negativo e tu és o positivo. Somos ímanes".
Parece surreal.. isto não acontece em lado nenhum..
Ele está sempre a perguntar " Como é que é possível? De onde é que tu vieste? "
E diz-me tudo o que pensa. Isso é brutal.
Adoro saber o que ele acha mesmo que isso nao corresponda ao que eu gostaria de ouvir.
Dou muito mais valor a que ele me seja sincero do que me encha os ouvidos de promessas de plástico.
É um boneco.. é um puto lindo, maduro e esperto. Só diz o que precisa ser dito. O que vem a mais é puro carinho dele.
Ele agora está ali a dormir .. são 4 da manhã e ele amanhã tem aulas.
Devo ficar por cá, devo dormir cá também e esperar que ele chegue à uma.
Adoro-o tanto..
Nunca me senti assim.. nunca, nunca, nunca..
Basta ele olhar para mim para eu ter vontade de .. sei lá do quê..
Ele toca-me e eu derreto.
Ele fala comigo e eu vibro . E o mesmo se passa com ele.
O tempo pára dentro deste quarto.
Passamos muito tempo juntos, e ele parece mesmo que pára.
No entanto, parece que nunca é suficiente.
Pronto, pá.. somos um casal, com pernas para andar.
Malucos, varridos.. mas juntos.
Queria poder dizer "Ah, já nao me sinto assim desde.." mas não posso.
Nunca me senti tão cega, tão presa a ninguém.. E ele diz o mesmo.
O que me prende é talvez as altas probabilidades de ser feliz ao lado de alguém que é igualzinho a mim.
Diferente, claro.. mas muito igual em muitos sentidos.
Tanto, que até mete impressão.
Sabemos os dois ser filhos da puta.. isso está à vista.
Temos os dois a mesma cara de malandros. Somos giros de se ver.
Enfim, vou-me juntar a ele, e tentar dormir, que a pedra já vai alta, e eu estou a morrer.
Era mesmo só para desabafar.
Bjufa!!
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Querido PC
Olá, computador.
Queria apenas desabafar um bocadinho tudo aquilo que se tem passado na minha vida ultimamente e que por mais que adore a Joana, ela não tem tido tempo para ouvir.
Bom, a Mãe anda mais calma. Desapareço, e depois lá apareço em casa, de dois em dois dias , e a ajudo com o que posso. Sei que isso a magoa. E preocupa-me que um dia ela precise de mim a sério, e eu não esteja lá. Queria mudar isso, mas não consigo. Já não tenho controlo sobre a minha vida.
A minha irmã mais nova, vai de mal a pior. Agora até trata mal a mãe (o que é estranho, porque elas sempre foram unha com carne).
O Pai, lá tem a vidinha dele. Agora já não estou tanto com ele, mas é porque temos os dois muito trabalho.
Confesso que tenho saudades de viver com todos eles na mesma casa.. mas Shhhh.. isto nao sai daqui.
Em relação a relações, tenho feito alguns amigos. E descoberto amigos nos meus amigos.
Tenho estado agora muito mais com o Dário. Vou lá ao café dele, faço-lhe o jantar, janto com ele e com o Gil, e depois ajudo-o a fechar aquilo.
Da minha casa ao café dele, ainda são a pé uns 3 kilómetros, mas fazem-se bem, porque os faço a pensar na excelente companhia que vou ter o resto da noite.
A Joaninha também é uma ajuda muito importante.
Apesar de que tive uma conversa com ela, em relação a atropelarmo-nos uma à outra de vez em quando.
Ela é indubitavelmente a minha melhor amiga. Temos que ter paciência uma com a outra.
O Pavlo.. meh.. birrento como sempre. Agora acha que ninguém quer saber dele, mas quando perguntamos como ele está , ele nem sequer responde.
As pessoas e os seus silêncios...
De vez em quando, temos Ladies Nights. Eu, a Joana, a Carol, a Nicole e a Mafalda.
5 Damas de Ferro.
Geralmente andamos pela Horta das Figueiras.. ou simplesmente por aí.
A Mafalda é namorada do Augusto.. e eu não sabia.
O que acontece é que ele é um bocado óbvio no que toca a fazer-se ao piso.
E de repente, conheço a namorada dele. Daí, ter dito há uns dias que o Mundo é pequeno.
Houve algumas pessoas com quem perdi o contacto, mas não adianta falar disso.
Sinceramente, cansei-me. Passei à frente.
Agora acho que vou viver pra Lisboa.. ainda não sei como vai ser.
E é isso, está tudo em aberto.
Yeah, precisava mesmo disto. Obrigada, PC por seres tão paciente. Beijinho
Queria apenas desabafar um bocadinho tudo aquilo que se tem passado na minha vida ultimamente e que por mais que adore a Joana, ela não tem tido tempo para ouvir.
Bom, a Mãe anda mais calma. Desapareço, e depois lá apareço em casa, de dois em dois dias , e a ajudo com o que posso. Sei que isso a magoa. E preocupa-me que um dia ela precise de mim a sério, e eu não esteja lá. Queria mudar isso, mas não consigo. Já não tenho controlo sobre a minha vida.
A minha irmã mais nova, vai de mal a pior. Agora até trata mal a mãe (o que é estranho, porque elas sempre foram unha com carne).
O Pai, lá tem a vidinha dele. Agora já não estou tanto com ele, mas é porque temos os dois muito trabalho.
Confesso que tenho saudades de viver com todos eles na mesma casa.. mas Shhhh.. isto nao sai daqui.
Em relação a relações, tenho feito alguns amigos. E descoberto amigos nos meus amigos.
Tenho estado agora muito mais com o Dário. Vou lá ao café dele, faço-lhe o jantar, janto com ele e com o Gil, e depois ajudo-o a fechar aquilo.
Da minha casa ao café dele, ainda são a pé uns 3 kilómetros, mas fazem-se bem, porque os faço a pensar na excelente companhia que vou ter o resto da noite.
A Joaninha também é uma ajuda muito importante.
Apesar de que tive uma conversa com ela, em relação a atropelarmo-nos uma à outra de vez em quando.
Ela é indubitavelmente a minha melhor amiga. Temos que ter paciência uma com a outra.
O Pavlo.. meh.. birrento como sempre. Agora acha que ninguém quer saber dele, mas quando perguntamos como ele está , ele nem sequer responde.
As pessoas e os seus silêncios...
De vez em quando, temos Ladies Nights. Eu, a Joana, a Carol, a Nicole e a Mafalda.
5 Damas de Ferro.
Geralmente andamos pela Horta das Figueiras.. ou simplesmente por aí.
A Mafalda é namorada do Augusto.. e eu não sabia.
O que acontece é que ele é um bocado óbvio no que toca a fazer-se ao piso.
E de repente, conheço a namorada dele. Daí, ter dito há uns dias que o Mundo é pequeno.
Houve algumas pessoas com quem perdi o contacto, mas não adianta falar disso.
Sinceramente, cansei-me. Passei à frente.
Agora acho que vou viver pra Lisboa.. ainda não sei como vai ser.
E é isso, está tudo em aberto.
Yeah, precisava mesmo disto. Obrigada, PC por seres tão paciente. Beijinho
Cadeia de Interesses
Cada vez mais, noto a quantidade de gado que se faz passar por alguém que gosta de mim.
Não faço nada quanto a isso. Não porque gosto que finjam que sentem calor por mim, mas porque não adiantaria de nada.
Esta história toda de eu estar neste programa de televisão.. a maior parte das pessoas nem imagina que eu não estou nem um bocado entusiasmada.
É tudo uma fachada.. as pessoas vibram quando me têm por perto e deslumbram-se com a possibilidade de eu vir a ser conhecida.. e eu não tenho como lhes fazer cair a faixa e trazê-las de volta à Terra.
Probabilidades de ganhar? Bom, tantas como qualquer outra pessoa.. mas vontade de o fazer? ZERO.
Eu tenho trabalho, eu dou os meus concertos.. não preciso deste programa para nada.
Mas deixei que me metessem nisto, e agora tenho que ir até ao fim.
Acho que só ainda não desisti porque de facto está tudo muito bem encaminhado e é muita gente para eu desiludir.
Uma cadeia de interesses.. as pessoas querem-me no programa para eu ficar conhecida e poderem usufruir do meu trabalho, o máximo que puderem.
Ganham mediatismo, o seu minuto de antena e ainda podem dizer que são meus amigos.
O pacote perfeito.
E eu que sou uma chorona, que se refugia nas drogas (e elas cada vez mais variadas), já tento de tudo para não ter de ouvir " Tens que ganhar isso!" ou " Tens que fazer publicidade aqui ao bar".
Estou cansada.. é-me exigido muito.
Eu não digo que não me tenha divertido, lá naqueles dois dias em Lisboa.
Sim, diverti-me. Conheci gente super porreira..
Gente super porreira que não passou à fase que eu passei.
Diverti-me com as pessoas, a cantar com as pessoas, de borla, sem merdas.. apenas pura paixão pela música, que é isso que deve existir, que é isso que une as pessoas.
Eu sou assim..
Esse é o meu X.
Não fui feita para me vender. Apenas gosto de partilhar o pouco ou muito que possa ter.
Não quero os holofotes todos em cima de mim.
Não quero a imprensa a chatear a minha família.
Quero só ser feliz, mesmo que seja apenas só.
Só.
Não faço nada quanto a isso. Não porque gosto que finjam que sentem calor por mim, mas porque não adiantaria de nada.
Esta história toda de eu estar neste programa de televisão.. a maior parte das pessoas nem imagina que eu não estou nem um bocado entusiasmada.
É tudo uma fachada.. as pessoas vibram quando me têm por perto e deslumbram-se com a possibilidade de eu vir a ser conhecida.. e eu não tenho como lhes fazer cair a faixa e trazê-las de volta à Terra.
Probabilidades de ganhar? Bom, tantas como qualquer outra pessoa.. mas vontade de o fazer? ZERO.
Eu tenho trabalho, eu dou os meus concertos.. não preciso deste programa para nada.
Mas deixei que me metessem nisto, e agora tenho que ir até ao fim.
Acho que só ainda não desisti porque de facto está tudo muito bem encaminhado e é muita gente para eu desiludir.
Uma cadeia de interesses.. as pessoas querem-me no programa para eu ficar conhecida e poderem usufruir do meu trabalho, o máximo que puderem.
Ganham mediatismo, o seu minuto de antena e ainda podem dizer que são meus amigos.
O pacote perfeito.
E eu que sou uma chorona, que se refugia nas drogas (e elas cada vez mais variadas), já tento de tudo para não ter de ouvir " Tens que ganhar isso!" ou " Tens que fazer publicidade aqui ao bar".
Estou cansada.. é-me exigido muito.
Eu não digo que não me tenha divertido, lá naqueles dois dias em Lisboa.
Sim, diverti-me. Conheci gente super porreira..
Gente super porreira que não passou à fase que eu passei.
Diverti-me com as pessoas, a cantar com as pessoas, de borla, sem merdas.. apenas pura paixão pela música, que é isso que deve existir, que é isso que une as pessoas.
Eu sou assim..
Esse é o meu X.
Não fui feita para me vender. Apenas gosto de partilhar o pouco ou muito que possa ter.
Não quero os holofotes todos em cima de mim.
Não quero a imprensa a chatear a minha família.
Quero só ser feliz, mesmo que seja apenas só.
Só.
domingo, 15 de setembro de 2013
Doce Oposto
Confesso que existe uma rapariga, não muito longe de mim, que me deixa tonta cada vez que a vejo.
Tenho a plena noção de que ela me quer mesmo muito, mas anda alguma coisa a travar-me.
Eu quero estar com ela, mas parece que se passa sempre qualquer coisa antes de a encontrar que me faz recuar e tratá-la como apenas uma amiga.
Isso dá cabo dela.. ela já mo disse. É engraçado como ela me sabe dizer tudo o que tem a dizer.
Ela põe os braços à minha volta, encosta a testa dela na minha, e diz-me o que lhe vai na alma.. e isso é impagável.
Eu que sou uma pessoa que precisa mesmo de entender as coisas que se passam à sua volta, dou imenso valor a ela confiar em mim o suficiente para me dizer o que sente sem medos, nem travões nem tabus.
Porém, não faço o mesmo com ela... acho que sou mais de receber informação do que de dar.
Não sou boa a exprimir-me com palavras e conversas. Tenho sempre tendência a fazer asneira, porque se me escapa tudo na hora em que vou começar a falar, e surge outro tipo de coisas na minha cabeça, que não diria inicialmente.
É complicado.. eu sei que a magoo constantemente. Sei que se eu lhe pedir ela vem ter comigo aonde eu estiver.. sei que se eu a beijar, ela é minha. Sei que se eu lhe tocar ela se arrepia toda.
Eu sei que ela gosta de mim.
Aparentemente, se tivessemos uma relação assumida, eu seria o Homem.
Acontece naturalmente. E eu ajo muito como um, ao pé dela. É instintivo.
E ela é tão bonita... quem me dera gostar mesmo dela, tal como ela gosta de mim.
Quem me dera poder dar-lhe o que ela quer.
Quem me dera repetir aquela noite.
Quem me dera não gostar tanto do seu doce oposto.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Memória
Pá, acho que ando com a puta da paranóia. Sei lá, acho que ultimamente, sou esquecida muitas vezes.
Cada vez mais.
Sei que não me esforço muito por ser inesquecível para ninguém, mas reparo que volta e meia sou metida numa prateleira poeirenta e suja de tudo menos saudades.
Sinto-me ser querida e amada por gente que para mim não suscita qualquer interesse.. e sinto-me cair nos braços de pessoas cujo abraço nem me sabe bem.
Não sei, talvez seja paranóia, mas começo a perceber como tudo funciona.
As pessoas conhecem-me, encantam-se, têm-me no pensamento uns tempos e a seguir dá-se um colapso na memória e eu sou metida numa gaveta.
É a melhor teoria que encontro, e a que me faz doer menos o peito quando penso nisto.
Porra, serei uma vítima do problema de expressão de alguém, ou apenas uma pessoa que não é inesquecível?
Porquê o silêncio? Detesto-o! Faz-me chorar! Faz-me sentir só e triste e eu não quero sentir-me assim.
Não preciso também dos sorrisos amarelos do género "gosto de ti só às vezes". Merda pra isso.
Quero apenas que não me esqueçam! E se me esquecerem, que ao menos seja por um bom motivo.
Nem peço saudades sequer, que isso.. ou se tem ou não se tem.
Só não quero ser de novo posta na prateleira..
Eu seria incapaz de meter alguém numa prateleira do esquecimento. Não se faz.
Faço por todas as pessoas que conheçam tenham um pequeno papel importante na minha vida, e nunca esqueço uma cara.
Nunca esqueço principalmente uma voz.
Eu sou humana, sinto saudades de ser esquecida magoa-me.
Não me quero lembrar de mim, como alguém que foi esquecida antes de ter oportunidade de criar a sua memória.
Cada vez mais.
Sei que não me esforço muito por ser inesquecível para ninguém, mas reparo que volta e meia sou metida numa prateleira poeirenta e suja de tudo menos saudades.
Sinto-me ser querida e amada por gente que para mim não suscita qualquer interesse.. e sinto-me cair nos braços de pessoas cujo abraço nem me sabe bem.
Não sei, talvez seja paranóia, mas começo a perceber como tudo funciona.
As pessoas conhecem-me, encantam-se, têm-me no pensamento uns tempos e a seguir dá-se um colapso na memória e eu sou metida numa gaveta.
É a melhor teoria que encontro, e a que me faz doer menos o peito quando penso nisto.
Porra, serei uma vítima do problema de expressão de alguém, ou apenas uma pessoa que não é inesquecível?
Porquê o silêncio? Detesto-o! Faz-me chorar! Faz-me sentir só e triste e eu não quero sentir-me assim.
Não preciso também dos sorrisos amarelos do género "gosto de ti só às vezes". Merda pra isso.
Quero apenas que não me esqueçam! E se me esquecerem, que ao menos seja por um bom motivo.
Nem peço saudades sequer, que isso.. ou se tem ou não se tem.
Só não quero ser de novo posta na prateleira..
Eu seria incapaz de meter alguém numa prateleira do esquecimento. Não se faz.
Faço por todas as pessoas que conheçam tenham um pequeno papel importante na minha vida, e nunca esqueço uma cara.
Nunca esqueço principalmente uma voz.
Eu sou humana, sinto saudades de ser esquecida magoa-me.
Não me quero lembrar de mim, como alguém que foi esquecida antes de ter oportunidade de criar a sua memória.
Change My Mind
Já se andava a arrastar algum tempo, esta minha vontade de lhe dizer o quanto o quero.
Que já não é curte, que já não é amizade.. já não se trata só de estar por estar.
Sei que tínhamos combinado não nos apaixonarmos, nem estava à espera. Mas olha, estudasse.
O que mais me irrita, é que no momento em que eu queria explicar tudo, frente a frente e olhos nos olhos, veio-me à cabeça um monte de merdas que me magoaram e me fizeram dizer a maior mentira de sempre: que eu não o queria mais.
Não sei como ele ficou, ou o que sentiu ao ouvir as minhas palavras, mas nem sequer me tentou dar a volta, nem perguntou porquê.
Lá fingi que estava mega bem, e decidida.. mas só me apetecia desaparecer.
Queria abraçá-lo e dizer-lhe "esquece o que eu disse e dá-me um beijo".. mas já estava feito, e ele parecia conformado.
Não queria de maneira nenhuma pressioná-lo, nem magoá-lo.
A verdade é que comecei a ver que as nossas vidas eram muito melhores um sem o outro.
Nunca lhe pedi nada, nem nunca exigi nada.. no entanto, também não corri atrás dele.
Engoli sapos, senti-me mal em certos locais e situações, e sempre sofri em silêncio para ele não ter de provar nem um bocadinho do que eu sentia.
Então aqui estou eu, sentada à frente do computador, a cumprir um ritual nosso.. a pensar nele, e a querer desesperadamente voltar a vê-lo.
À beira de lágrimas, enraivecida comigo mesma e com ele.
Mas já não está nas minhas mãos.
Eu sei que consigo ser melhor que isto, e ele também.
Confesso que neste momento, nada me saberia tão bem como tê-lo à minha frente, mas por enquanto, só tenho o sorriso dele marcado a ferro quente na minha cabeça, e a lembrança do toque dele no meu peito.
Não sei se vou ficar bem.. só sei que preciso dele.. e que não me lembrava de estar tão mal por causa de alguém há muito tempo.
E que.. há muito tempo que não me fazia tanta impressão perder alguém.
Só me resta pedir desculpa pela frieza e pela facilidade com que disse o que disse ontem.
Que já não é curte, que já não é amizade.. já não se trata só de estar por estar.
Sei que tínhamos combinado não nos apaixonarmos, nem estava à espera. Mas olha, estudasse.
O que mais me irrita, é que no momento em que eu queria explicar tudo, frente a frente e olhos nos olhos, veio-me à cabeça um monte de merdas que me magoaram e me fizeram dizer a maior mentira de sempre: que eu não o queria mais.
Não sei como ele ficou, ou o que sentiu ao ouvir as minhas palavras, mas nem sequer me tentou dar a volta, nem perguntou porquê.
Lá fingi que estava mega bem, e decidida.. mas só me apetecia desaparecer.
Queria abraçá-lo e dizer-lhe "esquece o que eu disse e dá-me um beijo".. mas já estava feito, e ele parecia conformado.
Não queria de maneira nenhuma pressioná-lo, nem magoá-lo.
A verdade é que comecei a ver que as nossas vidas eram muito melhores um sem o outro.
Nunca lhe pedi nada, nem nunca exigi nada.. no entanto, também não corri atrás dele.
Engoli sapos, senti-me mal em certos locais e situações, e sempre sofri em silêncio para ele não ter de provar nem um bocadinho do que eu sentia.
Então aqui estou eu, sentada à frente do computador, a cumprir um ritual nosso.. a pensar nele, e a querer desesperadamente voltar a vê-lo.
À beira de lágrimas, enraivecida comigo mesma e com ele.
Mas já não está nas minhas mãos.
Eu sei que consigo ser melhor que isto, e ele também.
Confesso que neste momento, nada me saberia tão bem como tê-lo à minha frente, mas por enquanto, só tenho o sorriso dele marcado a ferro quente na minha cabeça, e a lembrança do toque dele no meu peito.
Não sei se vou ficar bem.. só sei que preciso dele.. e que não me lembrava de estar tão mal por causa de alguém há muito tempo.
E que.. há muito tempo que não me fazia tanta impressão perder alguém.
Só me resta pedir desculpa pela frieza e pela facilidade com que disse o que disse ontem.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
The Real Truth
I really miss you ...
I miss you're smile and those sweet words that you used to say to me ...
I miss those songs that you used to sing for me .
I miss the moments When we shared the feeling of making music together .
I miss your smell, and your strong arms that used to be around my body, keeping me from falling.
I miss falling asleep right next to you,
and most of all,
I miss that moment when we shared our love, our body and soul and became one .
- Joanna Juuh -
I miss you're smile and those sweet words that you used to say to me ...
I miss those songs that you used to sing for me .
I miss the moments When we shared the feeling of making music together .
I miss your smell, and your strong arms that used to be around my body, keeping me from falling.
I miss falling asleep right next to you,
and most of all,
I miss that moment when we shared our love, our body and soul and became one .
- Joanna Juuh -
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