Neste último mês, tenho tido algumas alegrias..
Achei por bem falar no assunto, para eu não me esquecer que às vezes fico constipada de felicidade.
Sim, cada vez mais acho que a felicidade é uma constipação, e como tal, tenho que andar à chuva.
E é o que tenho feito.. uma vez que o Eduardo e eu combinámos liberdade.
Ele tem andado com a Catarina.. e ele vai-me contando coisas acerca de quando eles estão juntos. Mas eu já nem sequer consigo olhar para ele da mesma maneira.
Preocupo-me, e vou aparecendo lá em casa, para dar um check nele, porque sei que sem mim ele tem estado muito pior. A mãe dele tem-me ligado a dizer que ele desaparece durante dias.. desliga o telemóvel, e não responde ao facebook.. ora, onde é que eu vejo isto regularmente?
É a minha maneira de viver, e ele está tão perdido quanto eu estava quando o conheci.
Não vou mentir, ele ajudou-me muito. Como pessoa, como mulher, como tudo.. mas por outro lado, vir ter comigo e dizer-me certas coisas que me disse.
Preferi vir-me embora, e dar-lhe apenas aquilo que ele precisa para se por de pé outra vez.
Companhia, sim. Carinho, sim. Mas não posso, não consigo passar disso.
Está tudo igual. Só que ele anda com ela. E nós já não estamos juntos.
Conheci então este rapaz, super amoroso.. da forma mais idiota possível. Daquela forma como só eu conheço as pessoas.
Quando o vi, pensei " Peraí.. mas onde é que tu vais?!!" Pensei que ele tinha de ficar comigo aquela noite.
Não tinha de acontecer nada, eu só sei que precisava dele ali.
E não me enganei.
Pode parecer parvo, mas quando significamos alguma coisa para alguém, não é preciso ouvirmos isso da boca de ninguém. Nós sabemos.
Há coisas que não se explicam, e esta é uma delas.
Não sei no que vai dar. Não sei de absolutamente nada. Apenas que preciso dele, da pessoa que ele é.
Sinto ainda que nos conhecemos muito mal, e que não houve muito tempo para grandes histórias de vida.
Ele não concorda muito com a cena de eu desaparecer, e andar aí nas drogas pesadas.. mas não me impede.
Engraçado.. o Edu encorajava-me.
Até que ponto é que vai gostar de alguém? Onde começa e onde acaba?
Não sei muito bem o que sinto, profundamente. Sei que gosto dele, e quero partilhar-me com ele.
Ele mostra-me constantemente que é possível e que também quer o mesmo. Mais que eu, talvez.
No entanto, não sei se faço bem, já.. tão cedo, e já estou de novo metida noutra cena.
Ele é espetacular..
Não gosto de mentir, é uma coisa que me habituei a não fazer.
Ele deixa-me dizer o que eu quiser. Ele diz que gosta de me ouvir falar! ahahahah
Que estranho.. andei a precisar desse lado da parte de alguém durante tanto tempo.. e só agora?
Quero levar tudo com calma, até porque me conheço e sei que me assusto facilmente, especialmente com responsabilidades e compromissos.
Não me quero assustar, e muito menos assustá-lo.
Very nice and slow, here we go.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Boa Sorte, Charlie
Há dias em que me sinto mais em baixo, e como qualquer pessoa, tento procurar maneiras de me abstrair de certos pensamentos. As drogas são um ponto bem assente na minha vida, mas já deixaram de me fazer sentir melhor há muito.
E o que há melhor do que um animal para combater a solidão? Falei com uns amigos, e procurei , procurei, até que achei. Mas esperei tanto tempo que pensei que nunca mais iria ouvir falar em darem-me uma cadela.
Então, um dia destes em que estava sozinha em casa, triste, e sem ninguém de confiança com quem falar, recebi uma chamada.
" A tua cadela já chegou. Podes vir buscá-la!"
O meu peito quase rebentava com a expectativa, e de repente uma ansiedade enorme me invadiu.
Peguei numa manta quentinha que tenho, e fiz-me ao caminho.
Entrei na casa, e subi a escadaria toda até chegar ao quarto dos meus amigos..
À primeira vista, estava tudo como sempre : pessoal abancado em todo o lado, na cama, nas cadeiras, nos sofás.. muito fumo, muitos traços na bandeja, e o inalador a girar nas mãos das pessoas..
"Então, onde está?" - perguntei.
E a namorada do rapaz que ma tinha prometido, pegou nela e meteu-ma no colo.
Linda, linda, linda.. toda preta, com as pontas das patinhas brancas, e um risquinho branco a descer-lhe o peito. Ainda muito pequenina, com os seus 2 meses e meio, olhinhos ainda azuis do leite, e hálito a torradinhas.
Apaixonei-me logo.
Ela estava muito quietinha, provavelmente do fumo, devia estar com uma moca grande.. não se mexeu o caminho todo para casa.
Ainda me pediram pra ficar , mas quis ir para casa passar tempo com ela para a conhecer.
E de facto, a bebé cumpriu com tudo o que eu precisava.
Enquanto ela fizesse asneiras, estaria tão preocupada com ela, que me esqueceria das minhas cagadas emocionais.
Dormiu enrroscada em mim, na mesma posição que eu, e o pessoal da minha casa quando acordou e nos viu disse logo " tal mãe , tal filha".
Partilhamos o mesmo gosto por maçã, mas ela ainda gosta mais de fiambre do que eu.
O nome, foi uma complicação.
O pessoal que ma deu, queria chamar-lhe Cata.
Obviamente que disse "nem pensar". We love cata, mas há limites.
Os bacanos de arquitectura queriam chamar-lhe Carminho.
Os meus companheiros de casa queriam chamar-lhe Kaya.
E eu não me conseguia decidir. Nenhum nome jogava com o focinho dela, então deixei que o nome viesse ter com ela.
Uma noite, em casa a ver televisão, passei no Disney Channel e estava a dar uma série chamada "Boa Sorte, Charlie".
Ela começou a ladrar para a televisão, e eu perguntei " É Charlie que te chamas?"
E ela atravessou o sofá, aproximou-se, deu-me um beijinho no nariz e deitou-se para dormir.
"Charlie. É um bom nome".
Mas o que me convenceu , foi a primeira vez que a levei à rua.
Tudo muito novo, ela estava muito assustada.. só pedia colo, e apareceu uma senhora que se meteu com ela .
" Então, o que se passa pequenina? Estás a chorar porquê? Como é que te chamas?"
E expliquei à senhora que era a primeira vez que ela vinha passear, e como tal, era normal estar um pouco a assustada com tudo, mas nao lhe disse como se chamava a cadela.
E a última coisa que ela disse foi " Boa Sorte, Charlie".
Fiquei passada.
Pronto, cenas destas acontecem mesmo.
E é assim, a minha pequena labrador, agora com os seus 3 meses e meio, gorda e energética, continua a obrigar-me a não pensar em merda e a brincar.
Gosto muito dela, e toda gente também gosta.
Hoje pensei em ir comprar-lhe uns brinquedos novos, porque os velhos já se foram.
E uma coleira, porque o peitoral já não lhe serve.
E uma nova ração, porque esta que cá tenho, ela já se fartou.
É isto, a minha amiguinha de 4 patas e dentinhos agulha.
A minha Charlie.
E o que há melhor do que um animal para combater a solidão? Falei com uns amigos, e procurei , procurei, até que achei. Mas esperei tanto tempo que pensei que nunca mais iria ouvir falar em darem-me uma cadela.
Então, um dia destes em que estava sozinha em casa, triste, e sem ninguém de confiança com quem falar, recebi uma chamada.
" A tua cadela já chegou. Podes vir buscá-la!"
O meu peito quase rebentava com a expectativa, e de repente uma ansiedade enorme me invadiu.
Peguei numa manta quentinha que tenho, e fiz-me ao caminho.
Entrei na casa, e subi a escadaria toda até chegar ao quarto dos meus amigos..
À primeira vista, estava tudo como sempre : pessoal abancado em todo o lado, na cama, nas cadeiras, nos sofás.. muito fumo, muitos traços na bandeja, e o inalador a girar nas mãos das pessoas..
"Então, onde está?" - perguntei.
E a namorada do rapaz que ma tinha prometido, pegou nela e meteu-ma no colo.
Linda, linda, linda.. toda preta, com as pontas das patinhas brancas, e um risquinho branco a descer-lhe o peito. Ainda muito pequenina, com os seus 2 meses e meio, olhinhos ainda azuis do leite, e hálito a torradinhas.
Apaixonei-me logo.
Ela estava muito quietinha, provavelmente do fumo, devia estar com uma moca grande.. não se mexeu o caminho todo para casa.
Ainda me pediram pra ficar , mas quis ir para casa passar tempo com ela para a conhecer.
E de facto, a bebé cumpriu com tudo o que eu precisava.
Enquanto ela fizesse asneiras, estaria tão preocupada com ela, que me esqueceria das minhas cagadas emocionais.
Dormiu enrroscada em mim, na mesma posição que eu, e o pessoal da minha casa quando acordou e nos viu disse logo " tal mãe , tal filha".
Partilhamos o mesmo gosto por maçã, mas ela ainda gosta mais de fiambre do que eu.
O nome, foi uma complicação.
O pessoal que ma deu, queria chamar-lhe Cata.
Obviamente que disse "nem pensar". We love cata, mas há limites.
Os bacanos de arquitectura queriam chamar-lhe Carminho.
Os meus companheiros de casa queriam chamar-lhe Kaya.
E eu não me conseguia decidir. Nenhum nome jogava com o focinho dela, então deixei que o nome viesse ter com ela.
Uma noite, em casa a ver televisão, passei no Disney Channel e estava a dar uma série chamada "Boa Sorte, Charlie".
Ela começou a ladrar para a televisão, e eu perguntei " É Charlie que te chamas?"
E ela atravessou o sofá, aproximou-se, deu-me um beijinho no nariz e deitou-se para dormir.
"Charlie. É um bom nome".
Mas o que me convenceu , foi a primeira vez que a levei à rua.
Tudo muito novo, ela estava muito assustada.. só pedia colo, e apareceu uma senhora que se meteu com ela .
" Então, o que se passa pequenina? Estás a chorar porquê? Como é que te chamas?"
E expliquei à senhora que era a primeira vez que ela vinha passear, e como tal, era normal estar um pouco a assustada com tudo, mas nao lhe disse como se chamava a cadela.
E a última coisa que ela disse foi " Boa Sorte, Charlie".
Fiquei passada.
Pronto, cenas destas acontecem mesmo.
E é assim, a minha pequena labrador, agora com os seus 3 meses e meio, gorda e energética, continua a obrigar-me a não pensar em merda e a brincar.
Gosto muito dela, e toda gente também gosta.
Hoje pensei em ir comprar-lhe uns brinquedos novos, porque os velhos já se foram.
E uma coleira, porque o peitoral já não lhe serve.
E uma nova ração, porque esta que cá tenho, ela já se fartou.
É isto, a minha amiguinha de 4 patas e dentinhos agulha.
A minha Charlie.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Eu gosto de mim. E tu?
Ora, ontem foi um dia para esquecer.. mas hoje compensou tudo.. até os meses em que estive separada da minha família.
É verdade.. voltei para casa, fiz as pazes com a minha mãe, o meu pai voltou a viver connosco e estamos mais unidos que nunca.
Não queria ter de tomar a decisão de deixar a minha família novamente. Agora também não é nisso que devo pensar. Nem consigo!
A Mãe diz que eu continuo linda, mas sinto ainda alguma fraqueza por causa de todas as drogas que ando a tomar.
Ela não sabe disso, pensa que estou frágil porque estou deprimida. E estou. Pelos motivos que ela lá sabe numerar, e por todos os outros que ela nem imagina e que eu também não lhe conto para não a magoar.
Quero mudar.
Agora de volta a casa, sinto-me muito menos mal. Tenho mais vontade de me sentir bonita, o que antes não acontecia.. porque me sentia na merda. Perdi o gosto em mim.
Acho que aos poucos vou conseguir lá chegar, e voltar a ser confiante como era.
Ultrapassar esta depressão que também me tem feito esquecer um bocado que tenho valor e sinto coisas.
Quero conseguir, e para isso, queria ter a minha família ao meu lado.
Fiquei assim por estar sozinha. Já tinha dito aqui algures neste blog que sou péssima quando estou sozinha. Só faço merda.
Eu não faço sentido sem a minha família.
Ter saído de casa, foi um choque. Passar tanto tempo magoada, e com coisas por dizer e saudades.. pode ser tóxico, e comigo foi..
Preciso agora de me reestruturar. De me restaurar. De voltar a amar-me, que é coisa a que perdi o jeito e o hábito.
Há muito assunto por resolver cá dentro, no Universo da minha caixa toráxica.
Muita porcaria por limpar..
Experimentei a vida a sós e no terceiro dia, só queria acabar com ela.
Posso afirmar que o ser humano não é nada feito com matéria do amor. É só um animal faminto de sentimentos, confuso por os ter, e frustrado por não se conseguir livrar de alguns.
E o amor uma armadilha da vida, para nos lixar ao mais alto nível.
Somos apanhados , e quando nos tentamos libertar, saímos sempre todos feridos.
Gostava mais de antes. Quando não tinha de amar ninguém.
Amar é muito difícil, e cansa muito, e sempre fui tão preguiçosa com sentimentos que.. olha, deixei muito sentimento verdadeiro partir sem sequer ter deixado chegar até mim.
Recusei sempre a única coisa que os meus pais me poderiam oferecer indisciplinadamente: amor.
Sei muito bem que isso contribuiu também para o desabamento da minha família, mas.. agora quero ser melhor.
Preciso, QUERO, DESEJO, e VOU conseguir.
Eu amo os que me amam. Eu gosto de mim. E tu?
É verdade.. voltei para casa, fiz as pazes com a minha mãe, o meu pai voltou a viver connosco e estamos mais unidos que nunca.
Não queria ter de tomar a decisão de deixar a minha família novamente. Agora também não é nisso que devo pensar. Nem consigo!
A Mãe diz que eu continuo linda, mas sinto ainda alguma fraqueza por causa de todas as drogas que ando a tomar.
Ela não sabe disso, pensa que estou frágil porque estou deprimida. E estou. Pelos motivos que ela lá sabe numerar, e por todos os outros que ela nem imagina e que eu também não lhe conto para não a magoar.
Quero mudar.
Agora de volta a casa, sinto-me muito menos mal. Tenho mais vontade de me sentir bonita, o que antes não acontecia.. porque me sentia na merda. Perdi o gosto em mim.
Acho que aos poucos vou conseguir lá chegar, e voltar a ser confiante como era.
Ultrapassar esta depressão que também me tem feito esquecer um bocado que tenho valor e sinto coisas.
Quero conseguir, e para isso, queria ter a minha família ao meu lado.
Fiquei assim por estar sozinha. Já tinha dito aqui algures neste blog que sou péssima quando estou sozinha. Só faço merda.
Eu não faço sentido sem a minha família.
Ter saído de casa, foi um choque. Passar tanto tempo magoada, e com coisas por dizer e saudades.. pode ser tóxico, e comigo foi..
Preciso agora de me reestruturar. De me restaurar. De voltar a amar-me, que é coisa a que perdi o jeito e o hábito.
Há muito assunto por resolver cá dentro, no Universo da minha caixa toráxica.
Muita porcaria por limpar..
Experimentei a vida a sós e no terceiro dia, só queria acabar com ela.
Posso afirmar que o ser humano não é nada feito com matéria do amor. É só um animal faminto de sentimentos, confuso por os ter, e frustrado por não se conseguir livrar de alguns.
E o amor uma armadilha da vida, para nos lixar ao mais alto nível.
Somos apanhados , e quando nos tentamos libertar, saímos sempre todos feridos.
Gostava mais de antes. Quando não tinha de amar ninguém.
Amar é muito difícil, e cansa muito, e sempre fui tão preguiçosa com sentimentos que.. olha, deixei muito sentimento verdadeiro partir sem sequer ter deixado chegar até mim.
Recusei sempre a única coisa que os meus pais me poderiam oferecer indisciplinadamente: amor.
Sei muito bem que isso contribuiu também para o desabamento da minha família, mas.. agora quero ser melhor.
Preciso, QUERO, DESEJO, e VOU conseguir.
Eu amo os que me amam. Eu gosto de mim. E tu?
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Familia Mia!
Não sei do que quero escrever, sinceramente.
Ando com muitos problemas de expressão ultimamente, e não sei como os ultrapassar.
Gostava de poder voltar a falar com a Mãe, mas tenho medo que ela venha deitar abaixo a pouca fé que ainda tenho na palavra "Família".
Ela está desequilibrada, como diz a minha irmã mais velha.. é melhor deixar passar mais tempo.
Mas mais uma vez, tenho medo que passe tempo demais e ela acabe por se esquecer que eu existo.
Aconteceu com a minha irmã Joana.. porque não aconteceria comigo?
O Pai anda lá envolto dos seus pequenos grandes feitos, e volta e meia, também se esquece de me dizer alguma coisa.
Não sei muito bem o que esperar da minha Família. Se eu fosse pelo que o Destino me diz, provavelmente cagaria nela.. porque já me deu outra.
Eu e o Eduardo não somos muito cuidadosos no que toca a protecções durante o sexo.
Ando desconfiada de que já posso estar grávida e já lho disse. A resposta dele?
" Era a melhor coisa do Mundo. Se tiver um filho, ao menos que seja contigo".
Quando ouvi isto , passei-me. Gostei, claro.. mas acabei por ficar um bocado assustada.
Não tenho força nem vontade de ser mãe agora.. mas prometi que se acontecesse, assumiria.
Chega uma altura na vida das pessoas em que elas têm de deixar de pensar como crianças e começar a projectar.
Não me vejo ao lado de mais ninguém sem ser do Edu. Ele diz o mesmo.
Temos ido à terra dele, a Ferreira do Zêzere ter com a família dele.
A Mãe dele perguntou-lhe o que ele queria fazer da vida.
Ele diz que a única certeza que tem, é que me quer com ele, independentemente do que ele faça profissionalmente.
A Mãe dele adora-me e já me veio convidar para o Natal, e melhor.. veio-me falar de netos.
A senhora é amorosa, toda para a frentex! Mas filhos agora.. no way.
Só se tivesse mesmo de ser... só se Deus quisesse muito que eu e o Edu fossemos pais agora.
Tenho-me sentido estranha, mas também não posso assegurar que nao seja nada psicológico.
Porque muito provavelmente, é.
Pelo menos, espero que seja..
Nada me daria mais prazer do que ter a minha própria família.. mas ainda é tão cedo.
Durante muito tempo, pensei que os amigos também integravam uma segunda família para mim. Aquele segundo abrigo, para o qual pudesse correr quando o original falhasse.
E agora, acho que não. Só quero este homem. Só sei gostar dele..
Por outro lado, não falo com ele acerca de tudo. Tenho os meus segredos.
Eh pá, não é bem segredos, são mais.. cenas que se ele soubesse.. se passava.
Ninguém me trata melhor que ele, é verdade.. mas quando ele se passa..
Nunca discutimos a sério.
Se temos uma conversa um pouco mais acesa, calamo-nos e passados 5 minutos estamos de novo na cumplicidade idiota de sempre.
"Fofinha, faz aí um canhão" - diz ele enquanto vemos South Park e rimos que nem parvos.
Geralmente, estamos sempre pedrados. Isso realmente nao deixa margem para grandes guerras.
O problema é as vontades.
Não conseguimos estar perto um do outro sem fazer nada.
Se eu estiver na cama, e ele por ventura me vem dar um beijo por qualquer motivo, estamos fodidos.
Basta a respiração um do outro. Basta a proximidade da pele.
Sei lá.. e depois é o problema do fucking preservativo.
Nós não conseguimos arranjar preservativos para ele. Rompem-se todos.
E depois, voltamos à vaca fria. Apetece-nos, e não nos conseguimos conter, e depois até me aparecer o Período ando assustadíssima.
Não sei, pá..
E agora vamos ter uma cadela. Uma pittbull toda preta que provavelmente se vai chamar Ozora.
Vai ser bom. Dispendioso mas bom.
Quando eu tiver concertos, ela fica com o Edu.
Quando o Edu for para a Universidade, ela fica comigo. Basicamente, ela vai ser maioritariamente a minha companhia.
Ah, merda.. esqueci-me que tenho médico marcado hoje. Porra.
Se não for hoje, tou na merda, porque preciso da pílula, ou então estou-me a habilitar.
Hasta.
Ando com muitos problemas de expressão ultimamente, e não sei como os ultrapassar.
Gostava de poder voltar a falar com a Mãe, mas tenho medo que ela venha deitar abaixo a pouca fé que ainda tenho na palavra "Família".
Ela está desequilibrada, como diz a minha irmã mais velha.. é melhor deixar passar mais tempo.
Mas mais uma vez, tenho medo que passe tempo demais e ela acabe por se esquecer que eu existo.
Aconteceu com a minha irmã Joana.. porque não aconteceria comigo?
O Pai anda lá envolto dos seus pequenos grandes feitos, e volta e meia, também se esquece de me dizer alguma coisa.
Não sei muito bem o que esperar da minha Família. Se eu fosse pelo que o Destino me diz, provavelmente cagaria nela.. porque já me deu outra.
Eu e o Eduardo não somos muito cuidadosos no que toca a protecções durante o sexo.
Ando desconfiada de que já posso estar grávida e já lho disse. A resposta dele?
" Era a melhor coisa do Mundo. Se tiver um filho, ao menos que seja contigo".
Quando ouvi isto , passei-me. Gostei, claro.. mas acabei por ficar um bocado assustada.
Não tenho força nem vontade de ser mãe agora.. mas prometi que se acontecesse, assumiria.
Chega uma altura na vida das pessoas em que elas têm de deixar de pensar como crianças e começar a projectar.
Não me vejo ao lado de mais ninguém sem ser do Edu. Ele diz o mesmo.
Temos ido à terra dele, a Ferreira do Zêzere ter com a família dele.
A Mãe dele perguntou-lhe o que ele queria fazer da vida.
Ele diz que a única certeza que tem, é que me quer com ele, independentemente do que ele faça profissionalmente.
A Mãe dele adora-me e já me veio convidar para o Natal, e melhor.. veio-me falar de netos.
A senhora é amorosa, toda para a frentex! Mas filhos agora.. no way.
Só se tivesse mesmo de ser... só se Deus quisesse muito que eu e o Edu fossemos pais agora.
Tenho-me sentido estranha, mas também não posso assegurar que nao seja nada psicológico.
Porque muito provavelmente, é.
Pelo menos, espero que seja..
Nada me daria mais prazer do que ter a minha própria família.. mas ainda é tão cedo.
Durante muito tempo, pensei que os amigos também integravam uma segunda família para mim. Aquele segundo abrigo, para o qual pudesse correr quando o original falhasse.
E agora, acho que não. Só quero este homem. Só sei gostar dele..
Por outro lado, não falo com ele acerca de tudo. Tenho os meus segredos.
Eh pá, não é bem segredos, são mais.. cenas que se ele soubesse.. se passava.
Ninguém me trata melhor que ele, é verdade.. mas quando ele se passa..
Nunca discutimos a sério.
Se temos uma conversa um pouco mais acesa, calamo-nos e passados 5 minutos estamos de novo na cumplicidade idiota de sempre.
"Fofinha, faz aí um canhão" - diz ele enquanto vemos South Park e rimos que nem parvos.
Geralmente, estamos sempre pedrados. Isso realmente nao deixa margem para grandes guerras.
O problema é as vontades.
Não conseguimos estar perto um do outro sem fazer nada.
Se eu estiver na cama, e ele por ventura me vem dar um beijo por qualquer motivo, estamos fodidos.
Basta a respiração um do outro. Basta a proximidade da pele.
Sei lá.. e depois é o problema do fucking preservativo.
Nós não conseguimos arranjar preservativos para ele. Rompem-se todos.
E depois, voltamos à vaca fria. Apetece-nos, e não nos conseguimos conter, e depois até me aparecer o Período ando assustadíssima.
Não sei, pá..
E agora vamos ter uma cadela. Uma pittbull toda preta que provavelmente se vai chamar Ozora.
Vai ser bom. Dispendioso mas bom.
Quando eu tiver concertos, ela fica com o Edu.
Quando o Edu for para a Universidade, ela fica comigo. Basicamente, ela vai ser maioritariamente a minha companhia.
Ah, merda.. esqueci-me que tenho médico marcado hoje. Porra.
Se não for hoje, tou na merda, porque preciso da pílula, ou então estou-me a habilitar.
Hasta.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Dizzy.
Eh pá, a minha vida está tão cheia.. sinto saudades da minha mãe, mas estou demasiado magoada com ela para fazer seja o que for em relação ao assunto.
Tenho-me aguentado bem. Tenho tido o Eduardo sempre por perto, e graças a isso sinto-me protegida.
O meu pai também anda preocupado comigo, mas tranquilizo-o sempre com um sorriso e dizendo que cá me oriento.
E é verdade.
Não vou mentir, esta cena toda que sem passado na minha vida, de ter saído de casa, deu-me uma sensação de estar completamente só. Tenho-me sentido muito só. Mesmo apesar de ter tido o Edu por perto.
Não tenho aquele sentimento de ter família quando me sinto triste.. e sinto-me triste muitas vezes.
Sinto-me com muitas saudades. De muitas coisas. De dias e de noites. De pessoas e de ex-pessoas.
Já não canto tanto como gostava. Já não canto as coisas que gosto.
E por isso, tenho composto muitas canções. Compus uma chamada " A Candle For My Family", que está qualquer coisa de fenomenal. Fala acerca da esperança que tenho em um dia voltar a ter uma família..
Escrevi outras mas que não interessam muito para aqui.
Passo muito tempo a sós com as guitarras, e isso dá-me certas ideias.
Fui há pouco ter com a minha irmã Rita. Bastou-me vê-la para desatar a chorar acerca de tudo. Porque pela primeira vez em meses me senti em casa.. e o alívio fez-me rebentar.
Agora mais do que nunca, preciso de amigos. Preciso de gente que me tire da cabeça os maus pensamentos que carrego silenciosamente no meu dia-a-dia.
Vamos ver agora como me safo..
Sinto principalmente falta dos meus animais. Da lealdade deles.
Sinto também falta de desabafar. Tá bem que tenho este blog mas, não é a mesma coisa.
Ando cheia de necessidades.. de saudades.. de medos.
Não ando desequilibrada felizmente. Só um pouco tonta.
Antes andar tonta que não me conseguir levantar do chão com o peso dos meus problemas.
Tenho-me aguentado bem. Tenho tido o Eduardo sempre por perto, e graças a isso sinto-me protegida.
O meu pai também anda preocupado comigo, mas tranquilizo-o sempre com um sorriso e dizendo que cá me oriento.
E é verdade.
Não vou mentir, esta cena toda que sem passado na minha vida, de ter saído de casa, deu-me uma sensação de estar completamente só. Tenho-me sentido muito só. Mesmo apesar de ter tido o Edu por perto.
Não tenho aquele sentimento de ter família quando me sinto triste.. e sinto-me triste muitas vezes.
Sinto-me com muitas saudades. De muitas coisas. De dias e de noites. De pessoas e de ex-pessoas.
Já não canto tanto como gostava. Já não canto as coisas que gosto.
E por isso, tenho composto muitas canções. Compus uma chamada " A Candle For My Family", que está qualquer coisa de fenomenal. Fala acerca da esperança que tenho em um dia voltar a ter uma família..
Escrevi outras mas que não interessam muito para aqui.
Passo muito tempo a sós com as guitarras, e isso dá-me certas ideias.
Fui há pouco ter com a minha irmã Rita. Bastou-me vê-la para desatar a chorar acerca de tudo. Porque pela primeira vez em meses me senti em casa.. e o alívio fez-me rebentar.
Agora mais do que nunca, preciso de amigos. Preciso de gente que me tire da cabeça os maus pensamentos que carrego silenciosamente no meu dia-a-dia.
Vamos ver agora como me safo..
Sinto principalmente falta dos meus animais. Da lealdade deles.
Sinto também falta de desabafar. Tá bem que tenho este blog mas, não é a mesma coisa.
Ando cheia de necessidades.. de saudades.. de medos.
Não ando desequilibrada felizmente. Só um pouco tonta.
Antes andar tonta que não me conseguir levantar do chão com o peso dos meus problemas.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Carpe Diem
Ando-me a sentir um bocado anormal ultimamente.. umas vezes sem chão, outras sem tecto.. até que por fim, há uns 3 dias, tudo terminou.
Cheguei a casa, cansada e de guitarra às costas.. e a minha mãe só me disse " Pega nas tuas coisas e põe-te a andar".
Minutos antes, um homem veio ter comigo. Um guarda nocturno lá da minha zona.. e ameaçou processar-me por eu ter dito à minha mãe que ele andava metido em roubos.
Esforcei-me por tentar explicar que aquilo que eu tinha dito à minha mãe tinha sido uma conversa superficial e que usei o termo "ouvi dizer".. e que não era jamais para o prejudicar! São conversas que se têm em família!
Ele olhou para mim com olhos de quem não dá a mínima hipótese. Ele já me tinha na mira há uns meses.. e queria lixar-me, como já tinha tentado fazer quando foi dizer ao meu pai que eu fumava ganzas.
Falhou redondamente, uma vez que o meu pai já sabia.
De qualquer forma, acabou por ir fazer o mesmo à minha mãe.
Enfim, lixei-me de verdade.
Estou agora a morar com uns amigos.. numa rua conhecida da cidade.
Perto dos sítios onde toco e perto dos meus amigos mais próximos.
Tenho tido a ajuda do Eduardo, que tem sido um fofo comigo. No sentido de me equilibrar e fazer com que eu não perca a calma.. no fundo a fazer-me feliz.
Antigas memórias insistem em voltar para me assustar e me lembrar que a vida passa muito rápido mas que permanece muito presente ao mesmo tempo. Como um passado que nunca passa realmente.
Enquanto que algumas ideias me fazem pensar no medo que sinto do meu futuro.. tão perto, tão desconhecido.. tão incerto.
Sei lá eu se a droga é refúgio. É mais um prazer .. quase uma extravagância minha.
Estudasse.
E aqui vou eu, devagarinho.. a ter calma com tudo.
Sinto saudades de quando não tinha de me preocupar com nada. Agora fico frustrada por ter que pensar em tudo.. e horas e horas e horas seguidas.
Não me rouba o sono, porque esse.. acaba sempre por vir, mais ganza menos ganza.
Mas atulha-me a cabeça.. que misturada com a droga, me consome e parece que me vai fazer explodir .
Tenho que manter a calma, lá está.
Como diria um amigo meu , "carpe diem".
Cheguei a casa, cansada e de guitarra às costas.. e a minha mãe só me disse " Pega nas tuas coisas e põe-te a andar".
Minutos antes, um homem veio ter comigo. Um guarda nocturno lá da minha zona.. e ameaçou processar-me por eu ter dito à minha mãe que ele andava metido em roubos.
Esforcei-me por tentar explicar que aquilo que eu tinha dito à minha mãe tinha sido uma conversa superficial e que usei o termo "ouvi dizer".. e que não era jamais para o prejudicar! São conversas que se têm em família!
Ele olhou para mim com olhos de quem não dá a mínima hipótese. Ele já me tinha na mira há uns meses.. e queria lixar-me, como já tinha tentado fazer quando foi dizer ao meu pai que eu fumava ganzas.
Falhou redondamente, uma vez que o meu pai já sabia.
De qualquer forma, acabou por ir fazer o mesmo à minha mãe.
Enfim, lixei-me de verdade.
Estou agora a morar com uns amigos.. numa rua conhecida da cidade.
Perto dos sítios onde toco e perto dos meus amigos mais próximos.
Tenho tido a ajuda do Eduardo, que tem sido um fofo comigo. No sentido de me equilibrar e fazer com que eu não perca a calma.. no fundo a fazer-me feliz.
Antigas memórias insistem em voltar para me assustar e me lembrar que a vida passa muito rápido mas que permanece muito presente ao mesmo tempo. Como um passado que nunca passa realmente.
Enquanto que algumas ideias me fazem pensar no medo que sinto do meu futuro.. tão perto, tão desconhecido.. tão incerto.
Sei lá eu se a droga é refúgio. É mais um prazer .. quase uma extravagância minha.
Estudasse.
E aqui vou eu, devagarinho.. a ter calma com tudo.
Sinto saudades de quando não tinha de me preocupar com nada. Agora fico frustrada por ter que pensar em tudo.. e horas e horas e horas seguidas.
Não me rouba o sono, porque esse.. acaba sempre por vir, mais ganza menos ganza.
Mas atulha-me a cabeça.. que misturada com a droga, me consome e parece que me vai fazer explodir .
Tenho que manter a calma, lá está.
Como diria um amigo meu , "carpe diem".
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Rolling, SouthPark and Love
Como é que chegamos à conclusão de que fomos uns autênticos idiotas e que julgámos as pessoas pelo que os nossos olhos viam?
Tenho tido vários tipos de desilusões. Alguns mais fortes, outros mais esperados.
Não lido bem com a desilusão, pá. Mesmo nada bem.. E confesso que já andava para rebentar há algum tempo. Tenho andado sozinha, e céus, como a solidão me assusta.. faz-me pensar mas ainda assim fico sem saber o que fazer em relação às coisas que vivo. Fodidíssimo.
Sabem, tenho mudado de visão em relação à Vida. Tem sido boa demais para mim, mesmo apesar de me afastar de certas pessoas, e sobretudo por me ter trazido outras.
Não andava à procura de nada, só me queria esquecer que algum dia tinha sido de alguém, e não pensar mais acerca disso.. mas é sempre impossível, porque o tempo passa e se temos coisas engasgadas, não conseguimos ultrapassar, e piora com ele.
Mas não pensei em nada disso naquela noite.
Um bando de amigos sentados numas escadas a fumar umas ganzas a seguir a um concerto meu.. tudo perfeitamente normal. Um ritual ultimamente bastante frequente, apenas o cenário e as pessoas é que mudam.
E lá estavamos nós, um bom grupo, numeroso e querido. E estava-se a passar muita coisa ao mesmo tempo.. o patrão queria beber um shot comigo, havia um grupo de universitários a pedir-me que cantasse para eles, a Marcela queria estar comigo, o Garrido estava podre de bebâdo.. sei lá, muita coisa ao mesmo tempo.. então fui tratar de uma coisa de cada vez.
Quando voltei para me reunir com os meus amigos outra vez, havia um espírito de mega destruição entre todos e especialmente entre os três malucos presentes : Eu, a Marcela e o Eduardo.
Ele andava a rondá-la. Coitado, não fazia ideia de que a Marcela estava ali porque queria estar comigo.
Era um puto giro, com cara de malandro e que me estava a desafiar para uns tiros de MD.
Decidi cagar na boa pessoa que há em mim, e lá fomos nós comprar o mambo.
A Sé foi para onde fomos. Enrolar ganzas, mandar traços, cantar e beber.
Mais uma vez, um belo e frequente cenário.
Peguei na guitarra numa de me satisfazer um bocado, porque me sentia ali um bocado à toa.
Estavam todos em êxtase por ter passado para a terceira fase do programa.. então lá toquei umas quantas canções.
E foi aí que ele largou a Marcela.. iniciou-se tudo de repente em mim.
Ele tinha-me tentado beijar ali umas duas ou três vezes. E a aproximação dele, não me foi nada estranha.. foi como se já fizessemos aquilo desde sempre.
Chegou a hora de decidirmos o que fazer do resto da noite e ele propôs que fosse a casa dele.
A Marcela agarrava-me e dizia-me que também ia, mas depois puxava-me e ao meu ouvido dizia para ir antes para casa dela.
Mas não. Eu queria aquele miúdo.
"Nepia, esquece Marcela.. se for contigo adormeço.."
Mega desculpa para poder partir sem novelas.
Fomos então até às máquinas , e ele apressou-se em dizer para irmos para casa.
Nem pensei mais. Disse só "bora!"
Deixámos o pessoal seguir o seu rumo e bazámos antes deles.
Andámos uns minutos, até que ele me beijou a sério.
Subiu-me um arrepiozão pela espinha acima. Como se estivesse com febre.
Vimos o caminho todo a dar beijinhos e a brincar , ao mesmo tempo que conversávamos acerca de tudo.
Quando chegámos a casa dele, nem me lembro bem de como foi. Sei o que senti... mas não me lembro de como foi.
Sei que mandámos mais uns traços, e fumámos uns bobs.. mas não me lembro ao certo o que se passou.
Acordei ao lado dele, e soube-me bem.
Tão bem, que fiquei ali mais uma noite e um dia.
Ele faltou à Universidade.. e ficámos na cama os dias todos a fumar e a namorar.
Acabou por se tornar um hábito.
Sempre que ele volta da escola, falamos por facebook e vou ter com ele.
Durmo muitas vezes com ele.. passo dias seguidos que não apareço em casa.
Estes dias, acabei por desmarcar tudo com toda a gente por querer estar com ele.
E divertimo-nos imenso juntos!
Fazemos ganzas enormes , e vemos filmes, e todos os episódios do South Park.
Não podemos cair os dois na cama, senão ficamos todos fodidos um com o outro.
Devemos ir a uma festa de trance no próximo fim-de-semana.
Pá, mas juro.. gosto mesmo tanto dele..
Acordar, olhar para o lado, e vê-lo , é qualquer coisa de muito bom que eu quero sentir até quando puder!
Ele perguntou-me se eu queria ser namorada dele.
Claro que lhe disse que sim, não é?
Preciso dele, e ele de mim.
É como ele diz "Sou o negativo e tu és o positivo. Somos ímanes".
Parece surreal.. isto não acontece em lado nenhum..
Ele está sempre a perguntar " Como é que é possível? De onde é que tu vieste? "
E diz-me tudo o que pensa. Isso é brutal.
Adoro saber o que ele acha mesmo que isso nao corresponda ao que eu gostaria de ouvir.
Dou muito mais valor a que ele me seja sincero do que me encha os ouvidos de promessas de plástico.
É um boneco.. é um puto lindo, maduro e esperto. Só diz o que precisa ser dito. O que vem a mais é puro carinho dele.
Ele agora está ali a dormir .. são 4 da manhã e ele amanhã tem aulas.
Devo ficar por cá, devo dormir cá também e esperar que ele chegue à uma.
Adoro-o tanto..
Nunca me senti assim.. nunca, nunca, nunca..
Basta ele olhar para mim para eu ter vontade de .. sei lá do quê..
Ele toca-me e eu derreto.
Ele fala comigo e eu vibro . E o mesmo se passa com ele.
O tempo pára dentro deste quarto.
Passamos muito tempo juntos, e ele parece mesmo que pára.
No entanto, parece que nunca é suficiente.
Pronto, pá.. somos um casal, com pernas para andar.
Malucos, varridos.. mas juntos.
Queria poder dizer "Ah, já nao me sinto assim desde.." mas não posso.
Nunca me senti tão cega, tão presa a ninguém.. E ele diz o mesmo.
O que me prende é talvez as altas probabilidades de ser feliz ao lado de alguém que é igualzinho a mim.
Diferente, claro.. mas muito igual em muitos sentidos.
Tanto, que até mete impressão.
Sabemos os dois ser filhos da puta.. isso está à vista.
Temos os dois a mesma cara de malandros. Somos giros de se ver.
Enfim, vou-me juntar a ele, e tentar dormir, que a pedra já vai alta, e eu estou a morrer.
Era mesmo só para desabafar.
Bjufa!!
Tenho tido vários tipos de desilusões. Alguns mais fortes, outros mais esperados.
Não lido bem com a desilusão, pá. Mesmo nada bem.. E confesso que já andava para rebentar há algum tempo. Tenho andado sozinha, e céus, como a solidão me assusta.. faz-me pensar mas ainda assim fico sem saber o que fazer em relação às coisas que vivo. Fodidíssimo.
Sabem, tenho mudado de visão em relação à Vida. Tem sido boa demais para mim, mesmo apesar de me afastar de certas pessoas, e sobretudo por me ter trazido outras.
Não andava à procura de nada, só me queria esquecer que algum dia tinha sido de alguém, e não pensar mais acerca disso.. mas é sempre impossível, porque o tempo passa e se temos coisas engasgadas, não conseguimos ultrapassar, e piora com ele.
Mas não pensei em nada disso naquela noite.
Um bando de amigos sentados numas escadas a fumar umas ganzas a seguir a um concerto meu.. tudo perfeitamente normal. Um ritual ultimamente bastante frequente, apenas o cenário e as pessoas é que mudam.
E lá estavamos nós, um bom grupo, numeroso e querido. E estava-se a passar muita coisa ao mesmo tempo.. o patrão queria beber um shot comigo, havia um grupo de universitários a pedir-me que cantasse para eles, a Marcela queria estar comigo, o Garrido estava podre de bebâdo.. sei lá, muita coisa ao mesmo tempo.. então fui tratar de uma coisa de cada vez.
Quando voltei para me reunir com os meus amigos outra vez, havia um espírito de mega destruição entre todos e especialmente entre os três malucos presentes : Eu, a Marcela e o Eduardo.
Ele andava a rondá-la. Coitado, não fazia ideia de que a Marcela estava ali porque queria estar comigo.
Era um puto giro, com cara de malandro e que me estava a desafiar para uns tiros de MD.
Decidi cagar na boa pessoa que há em mim, e lá fomos nós comprar o mambo.
A Sé foi para onde fomos. Enrolar ganzas, mandar traços, cantar e beber.
Mais uma vez, um belo e frequente cenário.
Peguei na guitarra numa de me satisfazer um bocado, porque me sentia ali um bocado à toa.
Estavam todos em êxtase por ter passado para a terceira fase do programa.. então lá toquei umas quantas canções.
E foi aí que ele largou a Marcela.. iniciou-se tudo de repente em mim.
Ele tinha-me tentado beijar ali umas duas ou três vezes. E a aproximação dele, não me foi nada estranha.. foi como se já fizessemos aquilo desde sempre.
Chegou a hora de decidirmos o que fazer do resto da noite e ele propôs que fosse a casa dele.
A Marcela agarrava-me e dizia-me que também ia, mas depois puxava-me e ao meu ouvido dizia para ir antes para casa dela.
Mas não. Eu queria aquele miúdo.
"Nepia, esquece Marcela.. se for contigo adormeço.."
Mega desculpa para poder partir sem novelas.
Fomos então até às máquinas , e ele apressou-se em dizer para irmos para casa.
Nem pensei mais. Disse só "bora!"
Deixámos o pessoal seguir o seu rumo e bazámos antes deles.
Andámos uns minutos, até que ele me beijou a sério.
Subiu-me um arrepiozão pela espinha acima. Como se estivesse com febre.
Vimos o caminho todo a dar beijinhos e a brincar , ao mesmo tempo que conversávamos acerca de tudo.
Quando chegámos a casa dele, nem me lembro bem de como foi. Sei o que senti... mas não me lembro de como foi.
Sei que mandámos mais uns traços, e fumámos uns bobs.. mas não me lembro ao certo o que se passou.
Acordei ao lado dele, e soube-me bem.
Tão bem, que fiquei ali mais uma noite e um dia.
Ele faltou à Universidade.. e ficámos na cama os dias todos a fumar e a namorar.
Acabou por se tornar um hábito.
Sempre que ele volta da escola, falamos por facebook e vou ter com ele.
Durmo muitas vezes com ele.. passo dias seguidos que não apareço em casa.
Estes dias, acabei por desmarcar tudo com toda a gente por querer estar com ele.
E divertimo-nos imenso juntos!
Fazemos ganzas enormes , e vemos filmes, e todos os episódios do South Park.
Não podemos cair os dois na cama, senão ficamos todos fodidos um com o outro.
Devemos ir a uma festa de trance no próximo fim-de-semana.
Pá, mas juro.. gosto mesmo tanto dele..
Acordar, olhar para o lado, e vê-lo , é qualquer coisa de muito bom que eu quero sentir até quando puder!
Ele perguntou-me se eu queria ser namorada dele.
Claro que lhe disse que sim, não é?
Preciso dele, e ele de mim.
É como ele diz "Sou o negativo e tu és o positivo. Somos ímanes".
Parece surreal.. isto não acontece em lado nenhum..
Ele está sempre a perguntar " Como é que é possível? De onde é que tu vieste? "
E diz-me tudo o que pensa. Isso é brutal.
Adoro saber o que ele acha mesmo que isso nao corresponda ao que eu gostaria de ouvir.
Dou muito mais valor a que ele me seja sincero do que me encha os ouvidos de promessas de plástico.
É um boneco.. é um puto lindo, maduro e esperto. Só diz o que precisa ser dito. O que vem a mais é puro carinho dele.
Ele agora está ali a dormir .. são 4 da manhã e ele amanhã tem aulas.
Devo ficar por cá, devo dormir cá também e esperar que ele chegue à uma.
Adoro-o tanto..
Nunca me senti assim.. nunca, nunca, nunca..
Basta ele olhar para mim para eu ter vontade de .. sei lá do quê..
Ele toca-me e eu derreto.
Ele fala comigo e eu vibro . E o mesmo se passa com ele.
O tempo pára dentro deste quarto.
Passamos muito tempo juntos, e ele parece mesmo que pára.
No entanto, parece que nunca é suficiente.
Pronto, pá.. somos um casal, com pernas para andar.
Malucos, varridos.. mas juntos.
Queria poder dizer "Ah, já nao me sinto assim desde.." mas não posso.
Nunca me senti tão cega, tão presa a ninguém.. E ele diz o mesmo.
O que me prende é talvez as altas probabilidades de ser feliz ao lado de alguém que é igualzinho a mim.
Diferente, claro.. mas muito igual em muitos sentidos.
Tanto, que até mete impressão.
Sabemos os dois ser filhos da puta.. isso está à vista.
Temos os dois a mesma cara de malandros. Somos giros de se ver.
Enfim, vou-me juntar a ele, e tentar dormir, que a pedra já vai alta, e eu estou a morrer.
Era mesmo só para desabafar.
Bjufa!!
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