Uma sala cheia de gente
Naquela tarde quente..
E eles apresentaram-me a ti.
O sorriso que me deste
Foi só um pequeno teste
À pouca fé que tinha em mim.
Olhamos fundo os dois
E um segundo depois
Tu desapareceste..
Passaram-se dias sem falarmos
E quando nos reencontramos..
Tu não me reconheceste.
Era difícil de acreditar
Mas tive de aceitar
Que afinal não tinha sido assim tão forte
E que o que tinha sentido
E aquilo que tínhamos tido
Tinha sido apenas um rasgo de pura sorte
Há tempos cruzei-me contigo
Falaste-me como que a um amigo
E foi aí que esqueci
Qualquer réstia de esperança
Quem espera nem sempre alcança..
E tu não te lembras de mim.
terça-feira, 16 de julho de 2013
sábado, 13 de julho de 2013
Se Incomoda, É Melhor Largar
Gostava de perceber porque é que as pessoas complicam tudo.
A sério, há coisas que eu gostava mesmo de perceber como é que se passam.
Talvez seja um bocado rebuscado estar a perguntar às pessoas em si.. daí eu continuar na dúvida.
Não compreendo o conceito de "complicar".
Deve ser uma coisa de cabeça, tipo um vírus que se alastra por toda a Humanidade.
Já tive os meus momentos, mas aprendi a desagarrar-me disso, porque bem não faz.
O que é bom e mau é relativo. Há sempre os dois lados em tudo, e depois temos que escolher.
Mas a indecisão não deve ser necessariamente uma complicação.
Uma coisa que aprendi, é que na vida, temos sempre hipótese de criar as nossas saídas, fazermos o nosso caminho, e que teremos sempre mais do que uma estrada para caminhar.
Mas tudo é sempre um grande drama, tudo é sempre um grande estrilho, uma enorme confusão.
Tenho tendência a ficar confusa no que toca a entender toda esta grande salganhada de emoções, porque não se passa nada disso dentro de mim.
Tudo bem, eu não sei muito bem aquilo que quero, admito.. mas sei o que NÃO quero e isso já é um começo.
Por isso, ver pessoas de que gosto, armadas em estúpidas , com dúvidas que elas próprias criam e não as situações.. chateia-me.
Seja qual for o motivo ou o assunto, há sempre outras formas de lidar com isso, sem ser complicar.
Porque fazê-lo leva-nos a protelar, e arrastar um problema connosco para todo o lado, dentro da nossa cabeça, alma .. vida.
As pessoas stressam, e os problemas ganham logo uma dimensão que na realidade não têm.
Se algo está partido, não é pra começar a gritar! É ir buscar cola e colar, ou então meter no lixo. Simples.
Se alguém está magoado, não é pra sermos orgulhosos e presunçosos, mas sim pedir desculpa e sermos humildes por muito que nos doa sermos verdadeiros.
E se há algo que já não queremos mais na nossa vida, e nos incomoda, NÃO É PRA FINGIR QUE ESTÁ TUDO BEM QUANDO NÃO ESTÁ.
É preciso sermos adultos e olhar para os problemas de frente, caralho.
Por isso, se incomoda, é melhor largar e ponto final. Antes que seja tarde e magoe muito mais depois.
Somos os donos das nossas vidas, não podemos dar-nos ao luxo de complicar.
Isso é estragar tudo. Mas é isso!
As pessoas estão sempre a estragar tudo, com merdinhas e fodinhas que só existem na cabeça delas.
Pá, se incomoda, larga.
A sério, há coisas que eu gostava mesmo de perceber como é que se passam.
Talvez seja um bocado rebuscado estar a perguntar às pessoas em si.. daí eu continuar na dúvida.
Não compreendo o conceito de "complicar".
Deve ser uma coisa de cabeça, tipo um vírus que se alastra por toda a Humanidade.
Já tive os meus momentos, mas aprendi a desagarrar-me disso, porque bem não faz.
O que é bom e mau é relativo. Há sempre os dois lados em tudo, e depois temos que escolher.
Mas a indecisão não deve ser necessariamente uma complicação.
Uma coisa que aprendi, é que na vida, temos sempre hipótese de criar as nossas saídas, fazermos o nosso caminho, e que teremos sempre mais do que uma estrada para caminhar.
Mas tudo é sempre um grande drama, tudo é sempre um grande estrilho, uma enorme confusão.
Tenho tendência a ficar confusa no que toca a entender toda esta grande salganhada de emoções, porque não se passa nada disso dentro de mim.
Tudo bem, eu não sei muito bem aquilo que quero, admito.. mas sei o que NÃO quero e isso já é um começo.
Por isso, ver pessoas de que gosto, armadas em estúpidas , com dúvidas que elas próprias criam e não as situações.. chateia-me.
Seja qual for o motivo ou o assunto, há sempre outras formas de lidar com isso, sem ser complicar.
Porque fazê-lo leva-nos a protelar, e arrastar um problema connosco para todo o lado, dentro da nossa cabeça, alma .. vida.
As pessoas stressam, e os problemas ganham logo uma dimensão que na realidade não têm.
Se algo está partido, não é pra começar a gritar! É ir buscar cola e colar, ou então meter no lixo. Simples.
Se alguém está magoado, não é pra sermos orgulhosos e presunçosos, mas sim pedir desculpa e sermos humildes por muito que nos doa sermos verdadeiros.
E se há algo que já não queremos mais na nossa vida, e nos incomoda, NÃO É PRA FINGIR QUE ESTÁ TUDO BEM QUANDO NÃO ESTÁ.
É preciso sermos adultos e olhar para os problemas de frente, caralho.
Por isso, se incomoda, é melhor largar e ponto final. Antes que seja tarde e magoe muito mais depois.
Somos os donos das nossas vidas, não podemos dar-nos ao luxo de complicar.
Isso é estragar tudo. Mas é isso!
As pessoas estão sempre a estragar tudo, com merdinhas e fodinhas que só existem na cabeça delas.
Pá, se incomoda, larga.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Duas da tarde e está tudo Perfeito!
Hoje está a ser um dia bom.
A sério, apesar de ainda não ter dormido nada, sinto-me lindamente, e decidi limpar a casa toda.
Há muito tempo que não me dava a vontade das limpezas. Fiquei contente por perceber que algumas coisas em mim permaneceram iguais, e que apesar de já não acontecerem tanto, não estão esquecidas.. apenas adormecidas.
Limpei tudo a fundo, ao mais estúpido pormenor.
Tudo porque a mãe estava a arrumar a casa sozinha, e sempre me custou vê-la a ter trabalho com essas coisas.
Mandei-a ir descansar e pedi à minha irmã que fosse arrumar o quarto dela (o que começou a fazer, mas deixou pela metade porque começou a dar o "Boa Sorte, Charlie", no Disney Channel).
Ainda pensei em zangar-me e obrigá-la a limpar o resto, mas depois não tive sequer disposição para isso.
Meti uma musiquinha boa a tocar bastante alto , de modo a que eu pudesse estar em qualquer parte da casa e pudesse ouvir enquanto andava nas limpezas.
Sim senhor, lá acabei de deixar tudo num brinco, e finalmente fumei um cigarrinho no conforto do meu quarto.
Fiquei novamente feliz por ter notado que já tenho muito dinheiro junto, e que estou a conseguir juntá-lo sem sequer ter a tentação de o gastar.
Estava a ser um dia tão fixe, que ainda pensei em chamar alguém cá a casa para tocar.
Mas a minha felicidade não era para tocar, e estava muito calor.
Bom, já que não se fazia nada de especial, fui regar as plantas e apanhar hortelã.
Fiquei com o cheirinho a hortelã selvagem nas mãos, e tomei um bom banho de mangueira.
Fiquei ali ao Sol uma data de tempo.
De 1 em 1 minuto, lá ia uma mangueirada pra cima de mim.
Entrei em casa, e tomei um bom e demorado banho.
Oh minha nossa.. duas da tarde e ainda estava tudo perfeito!
O pai levantou-se e arrumou o que faltava na cozinha.
Depois fiquei a ronhar o dia toooodo, no sofá, repastelada a ver televisão com a minha irmã.
Ela ainda não foi limpar o quarto. xD
Vou-lhe dar tempo, mas não vou deixá-la esquecer que tem de o fazer.
Vou agora jantar, e depois devo sair.
Já adivinho que vai ser uma boa noite.
O que é que pode correr mal, nao é!
A sério, apesar de ainda não ter dormido nada, sinto-me lindamente, e decidi limpar a casa toda.
Há muito tempo que não me dava a vontade das limpezas. Fiquei contente por perceber que algumas coisas em mim permaneceram iguais, e que apesar de já não acontecerem tanto, não estão esquecidas.. apenas adormecidas.
Limpei tudo a fundo, ao mais estúpido pormenor.
Tudo porque a mãe estava a arrumar a casa sozinha, e sempre me custou vê-la a ter trabalho com essas coisas.
Mandei-a ir descansar e pedi à minha irmã que fosse arrumar o quarto dela (o que começou a fazer, mas deixou pela metade porque começou a dar o "Boa Sorte, Charlie", no Disney Channel).
Ainda pensei em zangar-me e obrigá-la a limpar o resto, mas depois não tive sequer disposição para isso.
Meti uma musiquinha boa a tocar bastante alto , de modo a que eu pudesse estar em qualquer parte da casa e pudesse ouvir enquanto andava nas limpezas.
Sim senhor, lá acabei de deixar tudo num brinco, e finalmente fumei um cigarrinho no conforto do meu quarto.
Fiquei novamente feliz por ter notado que já tenho muito dinheiro junto, e que estou a conseguir juntá-lo sem sequer ter a tentação de o gastar.
Estava a ser um dia tão fixe, que ainda pensei em chamar alguém cá a casa para tocar.
Mas a minha felicidade não era para tocar, e estava muito calor.
Bom, já que não se fazia nada de especial, fui regar as plantas e apanhar hortelã.
Fiquei com o cheirinho a hortelã selvagem nas mãos, e tomei um bom banho de mangueira.
Fiquei ali ao Sol uma data de tempo.
De 1 em 1 minuto, lá ia uma mangueirada pra cima de mim.
Entrei em casa, e tomei um bom e demorado banho.
Oh minha nossa.. duas da tarde e ainda estava tudo perfeito!
O pai levantou-se e arrumou o que faltava na cozinha.
Depois fiquei a ronhar o dia toooodo, no sofá, repastelada a ver televisão com a minha irmã.
Ela ainda não foi limpar o quarto. xD
Vou-lhe dar tempo, mas não vou deixá-la esquecer que tem de o fazer.
Vou agora jantar, e depois devo sair.
Já adivinho que vai ser uma boa noite.
O que é que pode correr mal, nao é!
O derradeiro transe
Sim.. é o que se diz
Na vida tudo se conquista,
E a gente conquista pra ser feliz
Sim.. é duro
Nem tudo o que vem é puro,
Tudo o que é puro está longe da vista..
Olhar o Sol transformou-se num luxo
De corações sedentos de Luz
Uma faísca a menos pode causar susto..
Mas é a faísca certa que nos seduz.
Aii.. tanta incerteza..
Não saber sequer se a Alma existe
Não saber o que é culpa nem ter defesa
E ser apenas mais uma cabeça confusa e triste.
Aii.. que me sinto tão só
Que ironia, ter noção de que a solidão bate em todos os peitos
Que corda invisível, que merda, que nó!
Não há finais felizes, mas existem fins perfeitos
Porque nem tudo o que a gente quer,
É aquilo que a gente precisa
A gente precisa de gente que idealiza
A gente precisa de alguém que também nos quer.
Comida é pasto, bebida é água
Sede é ilusão e fome é capricho
Triste ilusória paixão, talvez de Cristo
A simplicidade é a glória dos que vivem da mágoa
Todos somos animais,
Com a mania de que somos reis
Queremos sempre mais e mais e mais
Mas nem aos nossos corações somos fiéis
Gado, rebanhos, filas indianas de deterioramento evoluído
Talvez a única coisa podre que algum dia se modificou
A cor do dinheiro, que se sobrepôs à cor do céu
E o sabor do vício que substituiu o que para trás de bom ficou
Leve tese de uma viagem pelo íntimo
O íntimo pesado como que do exterior se tratasse
O derradeiro pormenor mais ínfimo
A mais íntima tese do derradeiro transe.
Na vida tudo se conquista,
E a gente conquista pra ser feliz
Sim.. é duro
Nem tudo o que vem é puro,
Tudo o que é puro está longe da vista..
Olhar o Sol transformou-se num luxo
De corações sedentos de Luz
Uma faísca a menos pode causar susto..
Mas é a faísca certa que nos seduz.
Aii.. tanta incerteza..
Não saber sequer se a Alma existe
Não saber o que é culpa nem ter defesa
E ser apenas mais uma cabeça confusa e triste.
Aii.. que me sinto tão só
Que ironia, ter noção de que a solidão bate em todos os peitos
Que corda invisível, que merda, que nó!
Não há finais felizes, mas existem fins perfeitos
Porque nem tudo o que a gente quer,
É aquilo que a gente precisa
A gente precisa de gente que idealiza
A gente precisa de alguém que também nos quer.
Comida é pasto, bebida é água
Sede é ilusão e fome é capricho
Triste ilusória paixão, talvez de Cristo
A simplicidade é a glória dos que vivem da mágoa
Todos somos animais,
Com a mania de que somos reis
Queremos sempre mais e mais e mais
Mas nem aos nossos corações somos fiéis
Gado, rebanhos, filas indianas de deterioramento evoluído
Talvez a única coisa podre que algum dia se modificou
A cor do dinheiro, que se sobrepôs à cor do céu
E o sabor do vício que substituiu o que para trás de bom ficou
Leve tese de uma viagem pelo íntimo
O íntimo pesado como que do exterior se tratasse
O derradeiro pormenor mais ínfimo
A mais íntima tese do derradeiro transe.
domingo, 7 de julho de 2013
Não Queiras Saber de Mim
Não queiras saber de mim..
Esta noite não estou cá.
Quando a tristeza bate..
Pior do que eu não há.
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim
Não queiras saber de mim..
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu , que eu fico assim
Hoje não me recomendo.
Mas tu pões esse vestido
E voas até ao topo
E fumas do meu cigarro..
E bebes do meu copo
Mas nem isso faz sentido..
Só agrava o meu estado,
Quanto mais brilha a tua luz..
Mais eu fico apagado
Amanhã, eu sei , já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça..
Não queiras saber de mim.
Rui Veloso
Esta noite não estou cá.
Quando a tristeza bate..
Pior do que eu não há.
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim
Não queiras saber de mim..
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu , que eu fico assim
Hoje não me recomendo.
Mas tu pões esse vestido
E voas até ao topo
E fumas do meu cigarro..
E bebes do meu copo
Mas nem isso faz sentido..
Só agrava o meu estado,
Quanto mais brilha a tua luz..
Mais eu fico apagado
Amanhã, eu sei , já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça..
Não queiras saber de mim.
Rui Veloso
Laços ou Não
Isto tem sido um Inferno.
A sério.. parece que a minha mãe quer que eu me separe do meu pai por ela.
Preferia mil vezes que ela não me falasse no assunto, que me desse privacidade e respeitasse que para mim é bem mais difícil aceitar tudo isto que se está a passar.
Não lhe quero explicar porquê, porque já tentei e ela não compreendeu.
Ela nunca faz por compreender.
Para ela, só as coisas na cabeça dela fazem sentido, e todo o resto do Mundo está mal.
Eu compreendo o lado dela.. mas e ela compreender o meu.. tá quieto.
Pedi-lhe para se meter nos meus sapatos, e perguntei-lhe se os pais dela se tivessem separado, como teria sido para ela.. e ela respondeu-me que os pais dela nunca se separariam.
PORRA, assim não dá. Ela não me dá hipótese.
Odeio chorar à frente das pessoas.. mas não aguentei.
Veio atrás de mim, para o meu quarto, e preparava-se para repetir a mesma conversa de sempre.. aquela conversa que me magoa, mói.. e que ela sabe muito bem que me deixa mal-disposta.
Perguntou-me se o meu pai já tinha falado comigo acerca do sitio para onde vai.
Eu respondi-lhe que não , e ela disse " ah, que estranho, vocês são tão amiguinhos".
Ela não conversa comigo. Quando ela abre a boca, dirigida a mim, das duas uma: ou é para me mandar bocas ou então para fazer o resumo dos últimos meses, que sinceramente têm sido horríveis cá em casa.
Ela vem repetir sempre a mesma história, abrir as mesmas feridas, causar as mesmas lágrimas e trazer lembranças que com muito cuidado vou tentando esquecer.
E depois vem-me com a história do " como é que isso ainda te magoa se já foi há tanto tempo, Teresa! "
Não foi nada há muito tempo, porque nunca tive tempo de cicatrizar tantos cortes.
O passado, está sempre presente.. não consigo seguir em frente de maneira nenhuma, assim.
Ninguém conseguiria.
E depois, porque me recuso a ouvir as palavras dela, grita que eu não sou família dela, e que ela de verdade, só tem uma filha.
Claro, nada de novo. Sempre que se chateia diz isso. Há anos que oiço essa treta.
Incrível, como a relação da minha mãe com as minhas irmãs melhorou tanto, a partir do momento em que elas sairam de casa.
Sempre que vê a Rita, Jesus! Tragam a água benta, porque ela está pronta para santificar a rapariga.
A Joana, não lhe deu hipótese , por acaso.
Deixou a início, mas há uns anos, assim que pôde, deixou de dizer uma única palavra à minha mãe.
Fugiu, e cortou relações com ela.
Porque a sério, ninguém aguenta.
Eu tenho aguentado ao máximo e tentado tudo.
Desapareço muito da vista dela.. passo dias e dias sem ver a minha mãe.
Deixei de jantar à mesa, porque ela me começava a massacrar com coisas acerca do meu pai.
Não me caía bem a comida, sequer.
Isso irritava-me.
Deixei de sair com ela, porque ela fazia cenas no meio da rua, mesmo para as pessoas olharem.
Estou cansada.. já ando a levar com estas merdas desde que me lembro de ser pessoa..
Todos os dias, a toda a hora, há sempre alguma coisa sobre a qual gritar comigo.
Há sempre forma de me magoar mais, e me fazer sentir pior.
Não tive uma vida propriamente fácil , principalmente a partir dos meus 14 anos.
E sempre fui culpada e julgada por isso.
E nos momentos em que mais estava a sofrer, aparecia a minha mãe e dizia " se achas que estás mal, é porque não sabes como eu estou. a vítima aqui sou eu."
Sim, eu acabada de sair do Hospital.. sim.. eu acabada de ser expulsa da Escola.
Sim, eu acabada de sair da polícia. Desolada, desiludida comigo mesma..
E sem tempo para sofrer, para pensar e perceber porquê.
Eram-me pedidas respostas e mais respostas e eu respondia sempre "não sei".
E depois havia os ataques repentinos de compreensão. Normalmente vinham quando eu já atingia um estado, um limite mesmo muito alto de histeria e tristeza.
Mas era esquecido rapidamente, e todos voltavam às vidas normais.
O meu pai nunca foi muito de me julgar. Certo e sabido é que ele me aparou muitos golpes, e que me safou muitas vezes. Mas não é por isso que gosto dele.
Gosto do meu pai, porque sempre que lhe pedia, ele me dava tempo para estar sozinha.
A minha mãe não compreende o conceito de privacidade.
Ah, não, compreende sim, mas só quando se aplica a ela.
Chegou a bater-me por ter usado um casaco dela.
Entra no meu quarto, anda ali a remexer nas minhas coisas, com cuidado, para eu não saber que ela lá esteve, encontra alguma coisa menos boa, e arranja motivo de me atasanar o juízo quando apareço à frente dela.
E depois diz que não mexe nunca nas minhas coisas.
A sério.. estou tão farta.
Perdi toda a ligação de afecto com a minha família.
Às vezes faz falta um abraço, ou um " pronto, vai ficar tudo bem".
Às vezes faz falta um beijo antes de dormir, ou um sorriso.
Não mostro nada disso, porque quase não tive disso. Quase não sei o que isso é.
Tive de aprender com pessoas fora da família.. e às vezes penso que não aprendi as melhores coisas fora de casa.
Sinto-me sozinha, nesta casa com tanta gente.
Sinto-me destruída, como se eu fosse uma parede e me estivessem a deitar abaixo devagarinho, tijolo a tijolo.
Tenho 19 anos, caralho.
E já estou tão cansada..
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Anti-Preocupação
Ora, encontro-me agora sozinha, no conforto da minha cama.
Está demasiado calor para sair de casa, e não me apetece ver ninguém.
Há dias assim, em que me apetece apenas estar comigo mesma. Há dias em que não me recomendo.
Confesso que sou pior pessoa quando estou sozinha, porque não tenho os parvos dos meus amigos a dizer idiotices para me abstrair dos meus problemas.
Tenho tendência para guardar tudo, sofrer em silêncio e desfrutar da pouca paz interior que tenho.
Não sei se lhe posso chamar paz, porque a paz transmite-nos uma calma que eu não sinto.
Talvez seja mais um vazio, uma papel em branco, ou um buraco negro.
Sim, adequa-se muito mais ao que sinto.
Às vezes penso que sou uma óptima atriz. Consigo chorar, e espernear e no momento a seguir, sorrir para não preocupar ninguém.
Ando preocupada porque este meu método anti-preocupação anda a falhar.
Há dias, chorei em frente de uma amiga. Nunca tinha acontecido, e custou-me imenso, o que me fez chorar ainda mais.
Da primeira lágrima, é um pulinho até virem cada vez mais, pelos mais diversos motivos.
E então, para evitar isso, aqui estou eu, no fresco do meu quarto.
Ninguém sabe de nada, e ninguém se preocupa.
Talvez tirando ele. Ele aparece-me aqui em casa, nos momentos mais horríveis e de maior tristeza.
Bate-me com algumas almofadas, faz-me cócegas, e fica simplesmente abraçado a mim apertando-me contra o seu corpo. Às vezes adormeço agarrada a ele, mas ele não se mexe.
Não tenho vergonha de chorar à frente dele. Porque mesmo ele às vezes é o motivo do meu choro.
Oh pá, mas é tantas vezes o motivo do meu sorriso.
Do meu sorriso sincero, não do método anti-preocupação.
Com ele, não preciso de fingir que está tudo bem, até porque ele sabe quando não está, e é impossível mentir-lhe.
Em poucos meses, passou a conhecer-me melhor do que eu me conheço.
Ele sabe o que me faz bem, mesmo quando eu me pareço esquecer.
Ontem ele obrigou-me a sair de casa.
Obrigou-me a ir tocar com ele.
Eu não queria tocar, eu só queria desaparecer.
Mas ele deu-me a mão e disse para confiar. E foi o que fiz.
Fui tomar banho, enquanto ele tocava guitarra no meu quarto.
Levou-me até aos nossos amigos, e juro.. foi a melhor coisa que podia ter acontecido.
Estive ali tão feliz, tão leve, que ele aproveitou e me beijou.
Não senti o peso da vergonha, nem a tensão dos olhares.
Estava plena.
Vim para casa outra.
Mas hoje acordei, e o mesmo sentimento de ontem abateu-se sobre mim.
"Hoje não o tenho.. "
Hoje apetece-me estar fechada outra vez, e não ver ninguém.
E no meio de todos estes pensamentos, decidi escrever sobre o assunto.
Porque a verdade, é que ele me fez tanta diferença, que vou agir como se ele aqui estivesse.
Vou-me lembrar do bom dia de ontem.
E vou ser um bocadinho menos tristes.
Está demasiado calor para sair de casa, e não me apetece ver ninguém.
Há dias assim, em que me apetece apenas estar comigo mesma. Há dias em que não me recomendo.
Confesso que sou pior pessoa quando estou sozinha, porque não tenho os parvos dos meus amigos a dizer idiotices para me abstrair dos meus problemas.
Tenho tendência para guardar tudo, sofrer em silêncio e desfrutar da pouca paz interior que tenho.
Não sei se lhe posso chamar paz, porque a paz transmite-nos uma calma que eu não sinto.
Talvez seja mais um vazio, uma papel em branco, ou um buraco negro.
Sim, adequa-se muito mais ao que sinto.
Às vezes penso que sou uma óptima atriz. Consigo chorar, e espernear e no momento a seguir, sorrir para não preocupar ninguém.
Ando preocupada porque este meu método anti-preocupação anda a falhar.
Há dias, chorei em frente de uma amiga. Nunca tinha acontecido, e custou-me imenso, o que me fez chorar ainda mais.
Da primeira lágrima, é um pulinho até virem cada vez mais, pelos mais diversos motivos.
E então, para evitar isso, aqui estou eu, no fresco do meu quarto.
Ninguém sabe de nada, e ninguém se preocupa.
Talvez tirando ele. Ele aparece-me aqui em casa, nos momentos mais horríveis e de maior tristeza.
Bate-me com algumas almofadas, faz-me cócegas, e fica simplesmente abraçado a mim apertando-me contra o seu corpo. Às vezes adormeço agarrada a ele, mas ele não se mexe.
Não tenho vergonha de chorar à frente dele. Porque mesmo ele às vezes é o motivo do meu choro.
Oh pá, mas é tantas vezes o motivo do meu sorriso.
Do meu sorriso sincero, não do método anti-preocupação.
Com ele, não preciso de fingir que está tudo bem, até porque ele sabe quando não está, e é impossível mentir-lhe.
Em poucos meses, passou a conhecer-me melhor do que eu me conheço.
Ele sabe o que me faz bem, mesmo quando eu me pareço esquecer.
Ontem ele obrigou-me a sair de casa.
Obrigou-me a ir tocar com ele.
Eu não queria tocar, eu só queria desaparecer.
Mas ele deu-me a mão e disse para confiar. E foi o que fiz.
Fui tomar banho, enquanto ele tocava guitarra no meu quarto.
Levou-me até aos nossos amigos, e juro.. foi a melhor coisa que podia ter acontecido.
Estive ali tão feliz, tão leve, que ele aproveitou e me beijou.
Não senti o peso da vergonha, nem a tensão dos olhares.
Estava plena.
Vim para casa outra.
Mas hoje acordei, e o mesmo sentimento de ontem abateu-se sobre mim.
"Hoje não o tenho.. "
Hoje apetece-me estar fechada outra vez, e não ver ninguém.
E no meio de todos estes pensamentos, decidi escrever sobre o assunto.
Porque a verdade, é que ele me fez tanta diferença, que vou agir como se ele aqui estivesse.
Vou-me lembrar do bom dia de ontem.
E vou ser um bocadinho menos tristes.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
